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Os Três Mosqueteiros foram ao Rock in Rio

Por Pr. Silas Figueira

O livro “Os Três Mosqueteiros” conta a história de um jovem abandonado de 18 anos, proveniente da Gasconha, D'Artagnan, que vai a Paris buscando se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros. Chegando lá, após acontecimentos similares, ele conhece três mosqueteiros chamados "os inseparáveis": Athos, Porthos e Aramis. Juntos, os quatro enfrentaram grandes aventuras a serviço do rei da França, Luís XIII, e principalmente, da rainha, Ana de Áustria [1]. 

Agora vamos imaginar que os três mosqueteiros, juntamente com D'Artagnan, resolvem deixar o serviço real para virem ao “Rock in Rio” assistir um grupo de heavy metal o Iron Maiden. Uma banda britânica de heavy metal, formada em 19751 pelo baixista Steve Harris, ex-integrante das bandas Gypsy's Kiss e Smiler. O nome "Iron Maiden", homônimo de um instrumento de tortura medieval que aparece no filme “O Homem da Máscara de Ferro”, baseado na obra de Alexandre Dumas, autor também do livro O Três Mosqueteiros [2]. Chegando lá um deles faz a seguinte declaração: “Como me arrependo de ter quebrado todos os meus discos do Iron assim que ingressei no serviço real. Que mal faz o legalismo!” Será que o rei Luis XIII e rainha Ana de Áustria ficariam felizes em ouvir tal declaração? 

O que o rei falaria com os seus homens de confiança ao saber que no momento em que eles passaram a fazer parte da guarda principal do rei eles olharam para trás e se arrependeram de ter deixado a sua antiga vida? Ou melhor, de não estarem conciliando as duas vidas? Imagine se o rei Luis XIII lhes chamassem e lhes dessem essa resposta: “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (2Tm 2.4).

Essa história na verdade é uma triste realidade que ocorreu com alguns pastores e um bispo de uma determinada comunidade recentemente. Isso demonstra que essas pessoas, na verdade, estão com suas vidas divididas. É bom lembrar que esse texto de 2Tm 2.4 não é restrita somente a pastores.
 Cada cristão é, num certo grau, um soldado de Cristo, ainda que seja tímido como Timóteo. Não importando qual seja o nosso temperamento, não podemos evitar o conflito cristão. Se queremos ser bons soldados de Cristo, devemos dedicar-nos à batalha, comprometendo-nos com uma vida de disciplina e de sofrimento, e evitando tudo o que possa nos “envolver” e assim nos desviar do seu propósito [3]. 

Paulo escrevendo aos Gálatas nos diz: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.19b,20). A vida crucificada evita essa vida dividida. Uma vida em parte secular, em parte espiritual, em parte deste mundo e em parte do mundo acima não é, de modo algum, o que o Novo Testamento ensina [4]. O que esse bispo, juntamente com seus pastores, na verdade estão demonstrando não estarem com suas vidas crucificadas com Cristo como o apóstolo Paulo nos diz que estava, muito pelo contrário; o que eles estão demonstrando com a atitude que tomaram é que na verdade estão com as suas vidas divididas. Demonstram terem uma vida espiritual, mas estão com as suas mentes totalmente securizadas. Se a liderança é assim o que será do rebanho que pastoreiam?

Pense nisso?

Notas: 

3 – Stott, John R. W. Tu, Porém, A mensagem de 2 Timóteo. ABU Editora, 2ª Ed. 1983, São Paulo, SP: p. 46.

4 – Tozer, A. W. A Vida Crucificada. Ed. Vida, 2013, São Paulo, SP, p. 44.

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