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A Ascensão da Deusa e da Espiritualidade Feminista - Parte 3 — O Fascínio da Deusa

Um artigo para os Evangélicos que pensam poder flertar com o romanismo
Autor: Carl Teichrib (http://www.ForcingChange.org)
"A Deusa agora emergiu da fase da lua escura de um ciclo lunar de longo prazo em um tempo quando a humanidade está passando coletivamente por uma fase tenebrosa no ciclo solar da era precedente. Com o renascimento da Deusa, estamos recebendo a oportunidade de recuperar seu aspecto escuro." [Demetra George, Mysteries of the Dark Moon: The Healing Power of the Dark Goddess (Mistérios da Lua Escura: O Poder Curativo da Deusa Negra), pág. 266].
A adoração à deusa está viva e bem de saúde. Minha boa amiga, a autora cristã Berit Kjos, relata diversas histórias de entrada das concepções da deusa na cultura cristã dominante. Em seu excelente livro A Twist of Faith, ela descreve uma visita à cidade natal de seu marido.
"Provavelmente você não esperaria encontrar deusas em uma cidadezinha conservadora no interior do estado do Dakota do Norte. Eu não esperava. Mas, um dia, ao visitar a cidade natal de meu marido, uma vizinha nos disse que uma livraria tinha acabado de ser aberta na casa pastoral da velha Igreja Luterana. 'Vocês deveriam ir lá conhecer', ela nos incentivou."
"Concordei e então fui até a linda igreja branca, caminhei até a casa pastoral ao lado e toquei a campainha. A mulher do pastor abriu a porta e me levou até um quarto amplo que ela tinha transformado em uma livraria, deixando-me à vontade para folhear os livros. Percorrendo as prateleiras ao longo das paredes, observei autores conhecidos como Lynn Andrews, que livremente mistura feitiçaria com rituais dos índios americanos, autocapacitação de Nova Era e outras tradições ocultistas para formar sua própria espiritualidade."
"Entre os livros multiculturais na seção infantil, um que chamou minha atenção foi As Muitas Faces da Grande Deusa, 'um livro de colorir para todas as idades'. As páginas continham desenhos de deusas voluptuosos e famosas. Nuas, com os seios à mostra, grávidas ou com serpentes enroladas no corpo, elas certamente abririam as mentes dos jovens artistas para a atração o sexo 'sagrado' e dos mitos antigos."
"Enquanto voltava para casa, fiquei considerando a rápida mudança do cristianismo para o paganismo. Aparentemente, os mitos e a sensualidade espiritualizada pareciam bons para aqueles que buscam novas revelações e verdades 'mais elevadas'. Muitos dos mitos modernos retratam deidades que se encaixam em algum ponto entre uma versão feminina de Deus e as deusas atemporais retratadas nas histórias e nas culturas centradas na terra. Todavia, cada uma delas pode ser feita de encomenda para se encaixar nos gostos e exigências diversos das mulheres de hoje." (A Twist of Faith, págs. 10-11)
Embora o Movimento de Nova Era tenha colocado a adoração à deusa em um cenário contemporâneo, seu contexto histórico se estende a milhares de anos atrás. Nas religiões de mistério do antigo Egito, Ísis era venerada como uma deusa universal. Barbara Watterson, autora de Gods of Ancient Egypt (Os Deuses do Egito Antigo), observa que Ísis era "conhecida como 'a Deusa de Muitos Nomes' e, de fato, ela é encontrada como uma forma de toda grande deidade feminina, de Nut a Hathor, até a deusa fenícia da lua Astarte." [pág. 72].
O eminente autor e historiador Will Durant escreveu sobre essa conexão Ísis-deusa:
"Profundo também era o mito de Ísis, a Grande Mãe. Ela não somente era a irmã leal e esposa de Osíris; em certo sentido ela era maior do que ele, pois - como as mulheres em geral - tinha vencido a morte pelo amor. Ela também não era meramente o solo escuro do Delta, fertilizado pelo toque do Nilo-Osíris, que tornava todo o Egito rico com sua fecundidade. Ela era, acima de tudo, o símbolo daquele misterioso poder criativo que produziu a terra e todos os seres vivos... Ela representava no Egito - como Kali, Ishtar e Cibele representavam na Ásia, Deméter na Grécia e Ceres em Roma - a prioridade original e a independência do princípio feminino na criação... " (The Story of Civilization, Volume 1, pág. 200).
"Grande Mãe", "Rainha do Céu", "Mãe de Deus". Todos esses títulos eram atribuídos a Ísis. Ishtar, a deusa da Babilônia, também tinha títulos similares. Além disso, as linhas entre as várias deusas da antiguidade se confundem e cada uma espelha a outra em termos de propósitos, simbolismo e significado. Comentando sobre esse aspecto universal das deusas, o professor César Vidal escreveu:
"A importância das deusas-mães nas várias mitologias do paganismo é tão evidente que uma descrição superficial poderia facilmente preencher volumes inteiros... A deusa-mãe recebeu nomes e aparências externas diferentes, mas, essencialmente, ela sempre era a mesma. No Egito, ela era chamada de Ísis. Em Creta, era representada como uma mãe que fazia contato amigável com as serpentes. Na Grécia, era conhecida como Deméter e, em Roma, era adorada como Cibele, a Magna Mater (Grande Mãe), a deusa-mãe de origem frígia. Praticamente não existe cultura antiga alguma que não adorasse esse tipo de divindade." [The Myth of Mary (O Mito de Maria), págs, 74, 75].
Até mesmo os antigos hebreus sucumbiram à adoração da deusa. Nos capítulos 7 e 44 do livro do profeta Jeremias, encontramos Deus repreendendo os israelitas por adorarem a "Rainha dos Céus", e por assarem bolos para ela, oferecendo-lhe sacrifícios, e por deliberadamente escolherem seguir a Rainha dos Céus em vez de seguir a Ele.
Da mesma forma, nossa cultura moderna tem a propensão de seguir a "Rainha dos Céus". O Movimento de Nova Era tem sido a força real por trás disto, trazendo o conceito de Gaia para o primeiro plano - a ideia de que a Terra é um organismo vivo, uma "hipótese" intrinsecamente vinculada com o movimento da deusa e com a "Mãe Terra".
Lawrence E. Joseph, um autor que escreve sobre assuntos científicos, explica:
"A prima mais próxima de Gaia é Terra, a deusa romana da terra; ambas são similares a Ísis dos egípcios, Kwan Yin dos chineses, Lakshmi dos hindus, Iemanjá de muitos povos africanos, Shekiná dos judeus desde os dias da Cabala, a Mulher Mutável dos índios navajo, e muitas outras, incluindo a Mãe Natureza, que um tempo ou outro apareceu ou ocorreu a quase todos. Todas são deidades femininas e sublimes da Terra, doadoras da vida, da sabedoria, do prazer e da morte." [Gaia: The Growth of an Idea (Gaia: O Crescimento de uma Ideia), pág. 224].
Como aludimos no início deste artigo, o cristianismo não está imune ao fascínio da deusa. Em 1993, na Conferência da Reimaginação, em Minneapolis, Minnesota, 2.000 mulheres de diversas denominações evangélicas foram apresentadas a Sofia, a personificação da deusa da "Divina Sabedoria". Além disso, esse evento em particular, que incluiu a criação de um "espaço sagrado" e invocações a Sofia, recebeu financiamento de diversos organismos eclesiásticos evangélicos/protestantes. [Para maiores informações, leia o livro A Twist of Faith.].
A "Mãe Terra", também pode ser encontrada em nossa cultura moderna na igreja - especialmente nas celebrações do Dia da Terra na comunidade cristã. [Veja Goddess Earth, de Samantha Smith e Occult Invasion: The Subtle Seduction of the World and Church, de Dave Hunt).

Entretanto, a influência da deusa dentro das igrejas vai além da Mãe Terra e de Sofia. A figura bíblica de Maria foi erroneamente elevada à categoria de deusa pelos teólogos católicos romanos. Ela é conhecida como Rainha do Céu, Mãe de Deus, Virgem Eterna, Rainha da Paz, Nossa Mãe, Senhora da Boa Morte, Co-Medianeira e Mãe Bem-Aventurada. Milhares de santuários em todo o mundo a comemoram. Visões, aparições, visitações e mensagens canalizadas acompanham as experiências místicas de seus seguidores. César Vidal explica:
"A ideia da maternidade universal de Maria, que não apareceu historicamente até o século 11, tem uma conexão muito maior com o paganismo do que com as Escrituras. O mesmo pode ser dito da representação de Maria com a criança divina. Esse conceito também era desconhecido... nos primeiros séculos do cristianismo."
"... é especialmente significativo que a adoração a Maria, que encontramos no catolicismo e nas igrejas orientais, não deriva dos conceitos bíblicos, mas da absorção das teologias pagãs, como aquelas presentes nos mitos de Ísis, Deméter e Cibele." [The Myth of Mary (O Mito de Maria), pág. 86, 89].
Com referência à influência da deusa pagã dentro do conceito católico romano de "Maria", o historiador Will Durant chega a uma conclusão similar que a de Vidal. O apologeta cristão Dave Hunt (veja Occult Invasion), junto com diversos outros historiadores e pesquisadores, também reconhece esse vínculo básico. Até mesmo fontes ocultistas, como H. P. Blavatsky (Ísis Sem Véu, Volume 2) e Manly P. Hall [The Secret Teachings of All Ages (Os Ensinos Secretos de Todas as Eras)] atestam essa interconexão entre a deusa romana e Maria. É triste dizer, mas essa Maria romanizada-paganizada está agora sendo aceita dentro de alguns círculos protestantes.
Detalhando a ampla influência do feminismo e da deusa da Nova Era sobre a igreja e a sociedade, a autora Berit Kjos escreve:
"Este novo movimento espiritual está transformando nossas igrejas bem como nossa cultura. Ele atinge toda família que lê jornais, que assiste televisão e que envia seus filhos às escolas públicas. Ele está levando rapidamente nossa cultura para além do cristianismo, além do humanismo — e até além do relativismo — rumo a novos valores e crenças globais. Ninguém está imune às suas pressões sutis e aos seus estímulos silenciosos. O fato de ele se associar às outras mudanças sociais e movimentos globais apenas acelera a transformação. Entretanto, a maioria dos cristãos — como o sapo colocado na bacia com água fria aquecida no fogo brando — ainda não percebeu o que está acontecendo."
"Este movimento feminista exige novas divindades ou, pelo menos, uma redefinição no modo de pensar nas antigas deidades. A transformação começa primeiro em mim, dizem alguns, e as mulheres não podem reinventar a si mesmas até que se livrem das antigas correntes. Portanto, a busca por uma religião 'mais relevante' requer novas visões de Deus: imagens que troquem a santidade pela tolerância, o celestial pelo terreal e o Deus que está acima de nós por um deus que seja cada um de nós."
"As imagens mais sedutoras são femininas. Elas podem parecer como os anjos dos cartões postais, fadas-madrinhas, deusas gregas da Terra, sacerdotisas radiantes da Nova Era, ou mesmo uma Maria mítica, mas todas prometem amor incondicional, paz, poder e transcendência pessoal. Para muitos, essas imagens parecem ser boas demais para rejeitar." [A Twist of Faith, pág. 9-10].
O ponto apresentado por Berit Kjos é essencial para a compreensão do nosso tempo. O cristianismo está enfrentando uma mudança de paradigma de proporção global e a promoção da deusa pelo Movimento de Nova Era é uma faceta importante dessa mudança espiritual e em escala sociológica.
Reconhecendo o impacto que essa realidade espiritual alternativa tem em nossa estrutura cultural - incluindo a pressão sobre as igrejas e sobre o cristianismo - convém que consideremos as palavras de Efésios 6:10-18:
"No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes."


Fonte: Forcing Change, Volume 4, Edição 3, http://www.ForcingChange.org
Data da publicação: 23/4/2011
Transferido para a área pública em 29/8/2012
Revisão: http://www.TextoExato.net
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/deusa.asp

1 comentários:

Anônimo disse...

A paz pastor, como o texto mesmo diz, as historias são muito fascinante,
Mais maior é Deus que está conosco.

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