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França: haverá mais manifestações contra o casamento gay

A lei Taubira ainda deve passar pelo Conselho Constitucional
 

Por que ainda há manifestações, se a lei já foi aprovada?

Qual é o significado desta luta? O porta-voz da grande mobilização civil francesa "Manifestação para todos" (Manif pour tous) contra o casamento gay, Tugdual Derville, respondeu a estas perguntas durante uma entrevista realizada em France Inter, em 4 de maio.

Segundo ele, há 3 razões. Em primeiro lugar, porque a lei ainda não foi validada pelo Conselho Constitucional e é objeto de um recurso apresentado pela oposição. Em segundo lugar, porque o presidente ainda pode renunciar a promulgá-la.

A terceira razão é ainda mais importante: mesmo que a lei seja promulgada e validada, será uma lei aprovada democraticamente, mas que prejudica a democracia. De fato, ao se permitir a plena adoção por parte de dois homens ou duas mulheres, desafiam-se os direitos inalienáveis da criança, que é privada de ser um pai e uma mãe.

Não se trata de defender um interesse particular ou categórico, mas o do ser humano e do seu futuro.

A luta, então, é pela ecologia humana. Estes são os mesmos fundamentos da vida humana e da sociedade – portanto, do bem comum; os mesmos que são atacados pelo questionamento da alteridade sexual, do casamento e da família.

Preocupa o fato de que tenham surgido ultimamente algumas discrepâncias em público, sobre a proposta de "união civil", realizada pela figura mais conhecida de "Manifestação para todos", Frigide Barjot. Ela se expressou a título pessoal ou como representante do movimento?

Barjot respondeu a esta pergunta à Aleteia: "Não sou a porta-voz de todo o movimento". E acrescentou que, dentro do contexto de "Manifestação para todos", ela atua para "apoiar todas as iniciativas existentes que impedem a aplicação da lei Taubira".

O presidente de "Manifestação para todos", Ludovine de la Rochère, explicou que "somos um coletivo e pode acontecer de que um dos porta-vozes deseje apoiar, de maneira pessoal, uma iniciativa que não é a comum. Frigide Barjot falou da união civil. No entanto, é só uma porta-voz de 'Manifestação para todos', que ela sustenta".

Na próxima manifestação, dia 26 de maio, as causas defendidas serão: retirada da lei Taubira; firme oposição à PMA (procriação "medicamente" assistida) para os casais femininos; e oposição à GPA (gestação ou gravidez por outra ou "mãe substituta") para os casais masculinos.

Os efeitos do movimento "Manifestação para todos" foram constatados até pelo jornal Libération: "O que foi a promessa 31 de François Hollande se tornou um espinho no pé do governo".

Tal espinho está à espera de que o presidente da República o retire, antes de que infecte todo o corpo social.
Fonte: Aleteia

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