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Diálogo de Jesus com a prostituta segundo o bispo Hermes Fernandes



Jesus, porém, foi para o monte das Oliveiras.

Ao amanhecer ele apareceu novamente no templo, onde todo o povo se reuniu ao seu redor, e ele se assentou para ensiná-lo.

Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos

e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério.

Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?”

_Digo que vocês são uns religiosos hipócritas, conservadores demais. Incapazes de sentir misericórdia por alguém.
Digo mais.
Vou aproveitar essa situação para regulamentar a profissão dessa mulher. Afinal elas dão um duro danado e não são assistidas em suas necessidades mais básicas.
Afinal, não é o que todos dizem; que essa é a profissão mais antiga do mundo?
Porque então não garantir a essas coitadas os mesmos direitos de outros trabalhadores?

Vamos deixar todo esse falso moralismo de lado e profissionalizar o negócio delas.
Vou encomendar um plano de negócios ao SEBRAE.


Vamos começar assinando a CTPS dessa pobre sofredora.

_Jesus, (interrompe um dos religiosos hipócritas presente a reunião para regulamentação da profissão de prostituta).

Temos um problema aqui, quem vai assinar a carteira dela? Quem faz isso é o empregador, e quem afinal é o empregador? A moça em questão que deu origem a discussão parece que faz pelo menos 10 programas por dia nos finais de semana e ao menos mais uns três em dias normais, e às vezes também faz sexo com outra mulher, seria correto dizer então que ela tem no mínimo uns 170 empregadores a cada mês?

Quem vai afinal assinar sua carteira?

Ainda temos algumas outras dificuldades, posso enumera-las Jesus?

_Vai, fala logo seu religioso de plantão.

Pois bem, se temos uma dificuldade quanto a quem vai assinar a carteira, teríamos outras relacionadas a essa questão.

Ela (a prostituta) terá direito ao descanso remunerado? Se a resposta for sim, quem vai pagar por ele? Quem transou mais vezes durante a semana? Como regulamentaríamos essa questão Senhor?
E quanto ao preço cobrado Senhor. Acredito que vai ser preciso fazer uma tabela.
Essa tabela de preço seria algo também a ser exaustivamente discutida.
Como fixaríamos o preço do programa?
As características físicas certamente precisam ser levadas em consideração, bem como a idade da trabalhadora.
O Senhor sabe né Jesus, quanto mais nova a mercadoria mais caro pode se cobrar por ela.

Não podemos também deixar de considerar alguns fatores relacionados à aparência.
Seios, tamanho do “pandeiro”, se as coxas são grossas ou finas, cor e tipo dos cabelos...

E quanto às férias? Quem vai pagar? Bom, tenho uma sugestão, ela poderia trabalhar durante as férias e aí o "felizardo" arcaria com o ônus.

E o FGTS senhor? Quem vai pagar e quem ficaria responsável por recolher o encargo?

E quanto aos feriados Jesus, ela poderia tipo ter uma bandeira dois como nos taxis? Ela poderia cobrar um adicional por estar trabalhando no feriado?

Senhor, e quanto ao adicional noturno, ela teria direito? Receberia também um percentual a título de insalubridade? Afinal, ela não poderia negar sexo digamos com um cara assim meio porco.

 E quanto à aposentadoria Senhor? Seria por tempo de serviço ou por desgaste do produto oferecido?

Outra duvida Jesus? Ela poderia entrar na justiça contra um dos seus empregadores? Tipo assim, o cara fedia, tinha mal hálito, chulé, dente estragado na boca, não lavou o troço direito, o troço era grande demais e machucou a pobrezinha; essas coisas Senhor dariam direito a uma reclamação trabalhista com uma possível indenização?

Permita-me ainda outras considerações.

E quando o empregador não ficar satisfeito com o produto? 
 A prostituta estava com o desodorante vencido, ele não gostou da depilação, ela tinha mal hálito, apresentou uma foto e quando o empregador chegou o produto era diferente do anunciado; a mulher esta acima do peso desejado, tem estrias, celulites, ele não gostou da cor do esmalte ou do corte do cabelo. Ele teria direito a protocolar uma reclamação? Onde e para quem ele vai reclamar Jesus?
Ocorreu-me uma ideia Senhor. Poderíamos criar dois sindicatos, um para as funcionárias do prazer e outro para os empregadores. Toda questão seria encaminhada então para os respectivos sindicatos.

Jesus, e se o cara pegar uma doença? E se a prostituta não agir com discrição e o empregador tiver seu casamento destruído? A mulher descobriu e foi embora. Caberia uma ação por danos morais e patrimoniais contra a prostituta?

Pois é Jesus, o texto esta ficando grande e olha que ainda existem várias questões para serem discutidas. Por certo meus colegas religiosos hipócritas e conservadores aqui presentes também possuem suas dúvidas.

Particularmente eu ficaria com o restante do diálogo registrado no Evangelho de João no capitulo 8. Acho mais coerente e fácil do que ter de lidar com todas essas questões.


 Então Jesus pôs-se de pé e perguntou-lhe: "Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?”

 “Ninguém, Senhor", disse ela. Declarou Jesus: "Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado".

João 8:10-11
Pr Anselmo Melo

4 comentários:

Hermes C. Fernandes disse...

Sem dúvida, a crítica mais criativa que recebi.

Miris disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Hermes C. Fernandes disse...

Meu irmão querido, quem sou para me intrometer na maneira como administra seu blog... Mas gostaria de lhe dar uma dica: geralmente, modero comentários que façam acusações levianas a quem quer que seja, mesmo aos meus oponentes. Uma coisa é discordar respeitosamente, outra coisa é dizer que o fulano é isso ou aquilo. A pessoa acima faz acusações a meu respeito. Jamais tive problema com bebida. Não bebo nem socialmente. Apesar de não condenar quem o faça.

Fica a dica.

Pr. Anselmo Melo disse...

Querido Hermes.
Certamente você conhece o adagio popular que diz que “quem tem boca fala o que quer”.
Infelizmente nem todos concordam com nossos posicionamentos em relação a essa e tantas outras questões. Vez por outra tomo algumas pedradas também.
Tenho certeza de que os leitores do blog sabem separar ataques pessoais e acusações quando as mesmas são desprovidas de provas ou são absurdas.
Não tenho por hábito moderar comentários de quem se identifica. Mas, como a pessoa menciona diretamente o seu nome vou exclui-lo em consideração a sua pessoa.
Um grande abraço

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