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Como discipular um transexual – 3

Este post é continuação desse (parte 1) e desse (parte 2). Leia-os antes.
O discipulado centrado no evangelho se concentra na mudança interna, esse é o motivo pelo qual você provavelmente vai hesitar em usá-lo. Nós, naturalmente, entendemos o crescimento espiritual de fora para dentro. Acho que fazemos isso porque as coisas externas são mais fáceis de medir, quantificar e controlar. Por isso, damos a impressão de que discipulado e crescimento espiritual significam FAZER mais. Discípulos precisam estar sempre compartilhando o evangelho, ou liderando um grupo pequeno, ou servindo no ministério, ou orando pela cidade, ou fazendo melhor uso do seu tempo, ou qualquer outra coisa que mostre seu crescimento. Estas coisas são boas, mas somente SE elas vierem de um coração regenerado. O problema não é se os seus discípulos conseguem fazer essas coisas. O problema é se eles realmente querem fazê-las. Você pode ajustar o seu comportamento externo o dia inteiro, mas para mudar os desejos do coração, você precisa do Evangelho! O poder do evangelho transforma de dentro para fora. Ele aborda crenças e desejos, e não apenas ações. Uma crença verdadeiramente profunda e bíblica no Evangelho sempre resultará em mudança de caráter. Se a mudança não está acontecendo, você pode ter certeza de que há um problema no coração.
Essa verdade não é teologia complexa, é simplesmente um princípio do próprio Senhor Jesus. Árvores boas produzem bons frutos. Quando as pessoas lhe perguntaram como elas poderiam fazer as obras de Deus, ele respondeu: “Esta é a obra de Deus, que você acredite naquele que ele enviou” (João 6:29).
Mas provavelmente os seus discípulos são bons em falsificação de bons frutos. Por isso eles estão convencidos de que as soluções externas são o que eles precisam. Eles pensam que acreditam no evangelho. Na verdade, eles provavelmente vão discutir com você se você disser que eles não creem. Mas discipule um transexual, ou dois, e você vai entender que tudo sempre recai sobre a crença no evangelho.
Eu sei que Ryan precisa mudar seu estilo de vida. O transexualismo não glorifica a Deus. E todo cristão que ele conhece já tentou abordar essa mudança de estilo de vida no discipulado. Eles o pressionaram para se arrepender e mudar seu comportamento externo. Mas por que deveria? Ele não quer mudar. Até que ele não queira mais ser um transexual, essa pressão não serve pra nada! Da mesma forma, até que os seus discípulos queiram ler a Bíblia, ou orar, ou evangelizar os amigos, nada mais importa.
Então, como fazer com que alguém queira mudar a esse nível de profundidade? Eu realmente não sei, mas vou tentar.
Então é isso que eu fiz com o Ryan. Esse primeiro encontro construiu alguma confiança entre nós. Ele confiava que eu não iria odiá-lo ou julgá-lo, e eu confiei que ele não iria bater em mim ou me dizer que era “sexy” ou algo assim. omecei a pensar e orar sobre o que fazer a seguir.
Na semana seguinte, outro aluno me entregou um CD de uma palestra que ela tinha ouvido falar sobre a homossexualidade. O orador era um ex-ativista homossexual que tinha sido radicalmente transformada por Cristo. Então, eu o ouvi e eu pensei: Talvez seja isso! Mike, o cara no CD, foi muito direto. Ele falou sobre o quanto ele odiava os cristãos durante os seus dias de ativista gay, e como ele teve uma forte comunidade de amigos leais que realmente o atraíram a Jesus. Eu sabia que Ryan odiava cristãos, então eu pensei que ele se identificaria bem com o que Mike disse. Eu dei o CD para Amy, aquela garota super empolgada com Jesus, e lhe pedi para passá-lo para Ryan – não para tentar mudar seu comportamento, mas para ver se poderiam surgir alguns desejos mais profundos em seu coração.
Alguns dias depois, Amy ligou. “O Ryan quer encontrar com você o mais cedo possível. Ele ouviu o CD três vezes e tem um monte de perguntas.”
Então, depois de colocar as crianças na cama aquela noite, eu fui direto para a Starbucks. Nós três nos sentamos numa daquelas mesinhas incrivelmente pequenas, bem no meio de tudo. Eu estava muito autoconsciente. Iríamos usar bastante as palavras “Jesus” e “transexualidade”, o que significava que todos os outros clientes tentariam ouvir nossa conversa.
Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo.com | Original aqui

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