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O alto custo da ambivalência

Afastar-se da ortodoxia do Evangelho ou desligar-se da corrente histórica da igreja deveria causar terror em nossos corações. Mas, por causa do compromisso pessoal, muitos crentes agora se encontram “andando no conselho dos ímpios, permanecendo no caminho dos pecadores e sentando com os escarnecedores” em vez de defender a fé até a morte.
Quando foi a ultima vez que você refletiu sobre as consequências das “pequenas” decisões teológicas erradas que podem sutilmente distorcer sua fé e prática? A forte preocupação do apóstolo Paulo em2 Coríntios 11.3 era que seriamos facilmente levados a errar por Satanás pela nossa “simplicidade e devoção a Cristo”. O pastor que não tem critério teológico é o mais digno de pena entre todos os homens.
Ah! A loucura das mentes descuidadas abertas para tudo e caindo por nada. G.K. Chesterton disse certa vez que uma mente aberta é como uma boca aberta. Está destinada a se fechar em algo sólido. Uma visão ortodoxa da Escritura é, certamente, algo que vale a pena cravar nossos dentes. Vamos analisar por que as pessoas que são superficialmente ortodoxas transformam a verdade das Escrituras em mentira.
Observando o chão acidentado do compromisso, há muitas razões, sete com certeza, porque as pessoas afastam-se da fé que uma vez foi entregue aos santos (Judas3):
1. Temor do homem. Quando você teme ao homem e não a Deus, você não está pisando em terra firme, mas em areia movediça. Como Provérbios afirma, o temor do homem é uma armadilha e pode dissolver nossas convicções mais rápido do que qualquer força externa.  A pressão dos colegas e do pensamento de ser limitado faz com que muitos se comprometam com a cultura ao invés de ser um exemplo de perseverança.

2. Impaciência com os resultados. Ter um pavio curto com as pessoas e ministérios pode minar toda a boa vontade e investimento que as pessoas têm. O lento processo da santificação progressiva faz com que alguns líderes permitam que o fim justifique os meios. Encurtar o caminho do processo de santificação, por vezes, fornece resultados a curto prazo, mas raramente tem frutos duradouros.
3. Conflito pessoal com a verdade. O que ele faz quando confrontado com a verdade em um nível pessoal pode dizer muito sobre um homem de Deus. Quando a exortação das Escrituras chega à sua casa, você reage como espera que sua congregação reaja? Mark Twain observou com perspicácia, “Não são as verdades que eu não entendo que me incomodam, são as verdades e textos que eu de fato entendo que me incomodam.” Lembre-se de Himeneu e Alexandre, que rejeitaram a fé e se tornaram inimigos de Cristo porque a verdade os contradisse (1 Timóteo 1.18–20).  Possuir uma boa consciência era necessário para guiar um navio do primeiro século pelo duro mar de erros, assim como hoje.
4. Ignorância culpável. Como líderes espirituais, espera-se que lutemos diligentemente pela fé (Tito 1.9 e Judas3).  Não podemos alegar ignorância quando falhamos em estudar e nos esclarecer sobre uma questão teológica. É por isso que não impomos as mãos sobre homens precipitadamente, para não colocarmos uma pessoa na liderança antes de estar pronta para a tarefa. Um forte estudo ético é crucial para líderes.
5. Más influências. Jesus disse que um discípulo não é maior que seu mestre. Todos somos produtos de nossos mestres mais do que podemos reconhecer. Escolher exemplos errados (veja Filipenses 3.17-19) pode determinar nossa trajetória. Paulo disse, “más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15.33),  e eu acrescentaria, “Más influências corrompem ministérios saudáveis”. Há uma expectativa no Novo Testamento de que lidemos com extremo cuidado com as Escrituras. Insultar as Escrituras é o mesmo que insultar Deus.
6. Falta de transformação pessoal. Não podemos levar as pessoas onde nós não estamos indo. É uma prática perigosa para qualquer líder passar sutilmente da transformação pessoal diária e acabar buscando só aplicar as Escrituras para os outros. (Provérbios 1.20-33). Nós praticamos o que pregamos, e praticamos antes de pregarmos.  Ser um exemplo do poder de transformação das Escrituras é a expectativa do Novo Testamento em1 Timóteo 4.11.  A verdade sempre se inicia na sua casa antes de você exportá-la. Devemos estar alertas aos nossos pecados habituais para não diminuirmos o padrão das Escrituras pelo nosso padrão atual de vida (Hebreus 12.1).  A tarefa do líder espiritual é ajustar sua vida à Palavra e não a Palavra à sua vida.
7. Uma hermenêutica variável.  Depois de atravessar o obstáculo de ajustar a sua exegese para sua vida e/ou sua cultura e afirmar que existem muitas maneiras de interpretar o que está claro nas Escrituras, você está se mudando para a área escura da subjetividade. A declaração, “essa é a sua interpretação”, é o código para ambivalência. Mudar a ciência da interpretação sempre resulta em desastre tanto para o líder como para a igreja. Acorrentado ao evangelho de Jesus Cristo é o melhor e mais seguro lugar para permanecer.
O apóstolo Paulo deu à igreja de Filipos quatro características do tipo de pessoa para se evitar em Filipenses3.18-19. O fim e o futuro deles são destruição. Eles são controlados pelos seus apetites carnais. Eles glorificam o que deveria trazer vergonha e constrangimento, e são inteiramente mundanos –  ligados ao sistema e filosofia do mundo, que guerreia contra o Cristo universal.
Viver o evangelho e proclamá-lo fielmente nos guardará de “tropeçar, e nos apresentará diante a Sua glória sem mácula e com grande alegria” (Judas 24).  Ambivalência é como uma corda que, se não verificada, torna-se uma algema que prende o homem à heresia.
Autor: Dan Dumas
Traduzido por Débora Batista | iPródigo.com | Original aqui

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