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“Desejo, logo existo?” – Jean Wyllys, Psicologia e Homossexualidade

O sr. Wyllys, o que faz? Como um bom hedonista, quer nos convencer de que o fundamento da existência humana reside mesmo é nas forças cegas do baixo-ventre.

Os prejuízos causados pelo ativismo político do Conselho Federal de Psicologia são realmente incalculáveis. Quando uma determinada ciência é prostituída em benefício de ideologias, sua reputação cai no mais absoluto descrédito. Os critérios de validade que fundamentam a produção do conhecimento, e que são universalmente aceitos, acabam substituídos pela conveniência política daqueles que detém circunstancialmente o poder – mesmo que seja o poder de uma simples autarquia.
Assim, a “boa teoria” não é mais aquela que resiste ao teste de realidade ou apresenta um valor heurístico considerável, mas a que atende a certos anseios pessoais ou coletivos, por mais intangíveis que sejam.  E se os fatos negam a ideologia, tanto pior para os fatos. É que as construções ideológicas, em seu substrato mais íntimo, se assentam sobre disposições afetivas bastante arraigadas, algo que lhes confere uma capacidade de resiliência fora do comum. As ideologias não prestam contas à realidade: se limitam a criticar o que existe em nome do que não existe, e talvez jamais possa existir. É nesse ambiente de inspirações obscurantistas e degradação intelectual que a psicologia tem se tornado terreno fértil para toda sorte de impostores e demagogos.
A última audiência pública que discutiu a “cura gay” – assim carinhosamente batizada pela imprensa – foi um exemplo típico dessas distorções. Nela, houve um deputado que se sentiu à vontade para opinar sobre assuntos relacionados à Psicopatologia. Quais eram suas credenciais? Basicamente, um diploma de jornalista e uma fama exaurida em programa de reality show.

O grande problema, na verdade, não está tanto na tagarelice dos palpiteiros de ocasião, mas no silêncio obsequioso com o qual boa parte dos psicólogos vem testemunhando disparates desse jaez.  Isso mostra que a patrulha ideológica do Conselho Federal de Psicologia alcançou o efeito almejado, e a esta altura dos acontecimentos, suponho eu, já decretou toque de recolher até na comunidade acadêmica. Enquanto os psicólogos se escondem nos consultórios e guardam o mais absoluto mutismo, o deputado Jean Wyllys vem à tribuna para dizer o seguinte:
“É óbvio que alguém homossexual vai ter egodistonia, mas por viver numa cultura homofóbica que rechaça e subalterniza sua homossexualidade. O certo seria colocar o ego em sintonia com seu desejo, é sair da vergonha para o orgulho.”
Se bem entendi a opinião do deputado, ele parte da premissa de que o desejo sexual possui primazia sobre o ego; logo, é o ego que deve estar em sintonia com o desejo, e não este em sintonia com aquele. Isso, segundo o sr. Wyllys, é que é o certo. Para efeito de argumentação, vou tomar a palavra “certo” no sentido aproximado de “normal”, já que não parece sensato supor que o certo, nesse caso, significa algo bizarro, anômalo ou desviante.
Dito isso, eu perguntaria ao sr. Wyllys: por que não considerar como certo – ou normal, como queira – o desejo sexual que está em conformidade com o sexo biológico? Quais os critérios utilizados pelo deputado para definir seu padrão de normalidade? É preciso que ele aponte os fundamentos clínicos, teóricos, filosóficos, ou até metafísicos, sobre os quais está apoiada sua opinião.
Sigmund Freud, por exemplo, que é considerado o maior psicólogo clínico de todos os tempos, pressupunha em sua teoria a existência de um registro real da sexualidade – “a diferença entre os sexos” – como causa do desejo para o sujeito. Essa idéia, aliás, foi condensada numa de suas célebres frases, segundo a qual “anatomia é destino”. Em momento algum Freud disse que o desejo sexual era destino. Donde se depreende que a anatomia do sujeito é um dado de realidade anterior a qualquer processo subjetivação, e, como tal, deve orientá-lo. Aliás, não só a anatomia, mas a fisiologia também.
Se o real precede o imaginário e o simbólico, e se o ego é a instância psíquica regida pelo “princípio de realidade”, como ensinava Freud, é natural que as pessoas achem certo (ou normal) que o desejo sexual esteja em sintonia com a realidade corporal.
O que leva o desenvolvimento psicossexual de alguém a perder-se nos desvãos de suas angústias e fantasias, levando-o a desordens na identidade sexual, é algo passível de investigação científica – e, quiçá, de solução terapêutica viável. Existem muitas tentativas de entender o fenômeno (“fixação narcísica”, “horror à castração”, etc), propostas por vários estudiosos da sexualidade humana – Freud entre eles. Porém, se a cultura encara com certa perplexidade ou estranhamento as práticas homossexuais, isso não dá margem para presumir que a patologia esteja obrigatoriamente na cultura, como pretende o deputado Jean Wyllys ao chamá-la de “homofóbica” (na verdade, o intuito não é diagnosticar uma patologia, mas proferir um simples insulto).
A capacidade de discernir o real do irreal, de diferenciar os estímulos provenientes do mundo exterior dos estímulos internos, está na própria gênese do processo de subjetivação. Freud designava como “prova de realidade” a esse dispositivo que, de maneira gradativa, consolida as funções superiores da consciência, memória, atenção e juízo, entre outros atributos que singularizam a natureza humana, razão pela qual se encontram tão enraizados na cultura. A esse respeito, é Freud quem diz:
“A educação pode ser descrita, sem hesitação, como o incentivo à superação do princípio do prazer, à substituição dele pelo princípio de realidade.”(Formulações sobre os dois princípios do funcionamento psíquico, Freud, 1911)
Sendo ainda mais específico, os critérios de doença e saúde utilizados pela disciplina da psicopatologia também pressupõem em grande medida essa distinção elementar entre fenômenos meramente subjetivos e a realidade objetiva. É dentro dessa perspectiva que o delírio e a alucinação se constituem como exemplos extremos de manifestações patológicas que perturbam, respectivamente, o juízo e a percepção da realidade. Enquanto que os devaneios e as fantasias, embora considerados benignos sob o aspecto da higidez mental, nem por isso deixam de ser igualmente irreais.
Por tudo isso, não surpreende que o filósofo racionalista René Descartes, ao cabo de uma longa reflexão, tenha concluído que o fundamento indubitável da existência deve repousar sobre as faculdades humanas superiores, idéia cuja fórmula ganhou expressão lapidar no seu cogito, ergo sum. Já o sr. Wyllys, o que faz? Como um bom hedonista, quer nos convencer de que o fundamento da existência humana reside mesmo é nas forças cegas do baixo-ventre, o que na mais respeitável filosofia de alcova pode ser equacionado por outro mote, qual seja, o libido, ergo sum. Quem acredita que o ego deve se curvar aos desejos sexuais é porque lhes confere um estatuto primordial na própria definição de natureza humana.
Ainda que não houvesse quaisquer parâmetros para se discutir a sexualidade humana, e que todas as opiniões, portanto, fossem colocadas na vala-comum das idiossincrasias pessoais, subsistiria o fato de que as pessoas pautam suas vidas por valores.  Colocar a mera fruição do desejo sexual como o que há de mais sublime na vida humana pode não ser uma regra válida para todos. O que na concepção de uns significa “sair da vergonha para o orgulho”, pode ser o inverso para muitos outros, conforme as diferentes cosmovisões que se adote.
É por isso que o psicólogo não pode usar de sua autoridade profissional na tentativa de abolir sentimentos de vergonha ou culpa em seus pacientes. A missão do psicólogo clínico, segundo Freud, limita-se a transformar o sofrimento neurótico em infelicidade humana normal – essa que todos nós, em maior ou menor medida, sentimos.  Quem acredita que o objetivo da psicoterapia é liberar os desejos sexuais de suas “amarras” culturais, convertendo indivíduos neuróticos em discípulos de Marquês de Sade, é porque pretende impor suas convicções hedonistas aos demais. Como alertava o psicanalista Gregory Zilboorg:
“O homem não pode ser curado das exigências ético-morais e religiosas de sua personalidade, que nele vivem e dele fazem o que realmente é. Só o morboso, o irreal e inútil podem ser analisados.”
Em outra direção, tornou-se lugar-comum o argumento de que o homossexualismo seria prática natural porque é observada com freqüência em diversas espécies animais. Esse entendimento, porém, é bastante falho, pois compara entre si fenômenos essencialmente diversos. Ainda que, em uma determinada espécie, se observe o coito em indivíduos do mesmo sexo, não se pode defini-lo como homossexualismo sem incorrer naquilo que os etólogos chamam de “antropomorfização” do comportamento animal.
Os animais não possuem desejo sexual no sentido empregado por nós. Animais possuem tão-somente impulsos sexuais, e esses impulsos, em condições normais, seguem o comando fixo dos instintos estabelecidos ao longo de sua cadeia evolutiva. Acrescente-se que, sob o ponto de vista evolutivo, não pode haver algo como um “instinto homossexual” entre animais, pois é certo que os indivíduos com essa tendência não repassariam sua carga genética adiante. Até um suposto “instinto bissexual” teria chances bem reduzidas de proliferação, o que olhado na perspectiva da longa escala de evolução seria uma desvantagem bastante significativa.
A hipótese explicativa mais plausível para a ocorrência desse fenômeno entre os animais segue outra direção. Quando premidos por um forte impulso sexual cujo meio de satisfação original encontra-se ausente, os animais comportam-se de modo a favorecer uma satisfação alucinatória do impulso. Quem nunca testemunhou cães que, ao verem-se privados de uma fêmea, passam a “montar” em nossas pernas, simular coito em outros animais, com um ursinho de pelúcia ou com o ”puff” da sala?  Por que não poderiam fazê-lo – como de fato fazem – com outros cães do mesmo sexo? Se isso for homossexualismo, o que seriam os outros comportamentos?
Segundo Freud, o modo de satisfação alucinatório também é encontrado nos seres humanos, bem nos primórdios de seu desenvolvimento. Bebês que choram de fome e são acalmados por uma chupeta, ainda que não estejam sendo nutridos, experimentam também um modo de satisfação alucinatório. Com o passar do tempo, na medida em que acumulam frustrações e percebem que esse tipo de mecanismo não é capaz de aplacar a fome, as crianças o abandonam em favor de um “sentido de realidade”. É a partir desse momento que ego vai se estruturando no aparelho psíquico. Só os seres humanos são capazes disso.
Autor:  Luciano Garrido, é psicólogo e especialista em direitos humanos.

7 comentários:

Loís disse...

Pastor Anselmo,, resumindo, psicologia para minha pessoa não funciona, psicologia é para ajudar auxiliar a medicina, o que é raro, e não fazer o que eles muitos dos psicólogos fazem, entram para as empresas privadas, e ficam numa boa, olha que as empresas estão cheios de psicólogos, e os hospitais quase nada de psicólogos porque lá, o bicho pega!
Acho que deveriam acabar com o curso de psicologia e deixar somente psiquiatria, psipatologia, e neurologia, médicos que sabem o que estão fazendo através de exames clinicos, e remédios, sabendo que o psiquiatra, psipatologia já fazem o que o psicólogo faz.
E vão mamar em outro país, ou auxiliam os médicos!
E esta bicha aí o Jean Wyllys já passou da hora de ficar calado, e dar o fora do Congresso nacional, pois já temos que aguentar políticos corrputos e agora aguentar também gays?
Isto é demais para mim e a sociedade.
Não dá! Fora políticos ladrões e fora gays políticos, vai fazer ponto na esquina para guanhar dinheiro e sai do Congresso Nacional.
O pior disto tudo que tenho que pagar o salário dos ladrões políticos e dos gays políticos.
Isto é cruel! Mas vai acabar! AH! VAi!
Sai fora Jean Wyllys gay eleito com 15.000, como pode alguém votar neste sujeito e o pior que elegeu com 15.000 votos, que pobreza!
Da próxima vez vc não vai ter esta sorte de novo não, a sociedade vai te detonar, vamos até o último gongo para te tirar do congresso nacional de sacanas ok?
A sociedade

Barrabás disse...

Esta de animais homossexuais é demais, e até um a psicóloga disse isto em um comentários de um texto neste blog poucos dias atrás.
O que será dos nossos filhos com a educação que estão ensinando nas escolas e faculdades.
Mas entendo , é o retrato da educação do brasil podre!
Uma psicóloga dizer isto? É fim da picada!
Vou contar uma histórinha Veridica (Verdade) eu vi.
Animais são irracionais, agem por instinto de necessidade.
Já presenciei um cachorro tentando fazer sexo com um coelho olha que ele tentava a qualquer custo, e o pior que o coelho não deixava, então o cachorro foi na cabeça do bicho e começava fazer os movimentos que estava fazendo o seu prazer, isto é instinto de necessidade irracional? Ou um sexo com prazer racional homossexual como os dos homens como dizes o deputadinho e a psicóloga!
Veja bem o animal principalmente o cachorro quando estão naqueles dias atacados, se voce der a perna sua para ele ele faz seus movimentos como se tivessem fazendo sexo de vai e vem seja lá que perna for, de homem ou de mulher, eles não estão nem aí, isto é racional?
Então tomem cuidado mulheres com os cachorros na rua, voce será estrupada por um cão, cachorro animal!
Ou quem sabe o ser humano foi gerado também por animais? O macaco já disseram, mas este já está queimnado quem sabe pode ser o cachorro heim? AH! Vai dormir!
Aí vem uns que caiu de para-queda no mundo e dizem isto que os animais são homossexauais, e o pior que vem de um deputado gay filho de Satanás e de uma psicóloga.
Psicólogia tem que acabar sim! Se não acabar, vai para as empresas, ficar em uma sala com ar condicionado, guanhando muito bem e passar o tempo com gravuras, e risco em exames psicologicos, em que todos passam, se não passar porque é doido.
Se uma psicóloga e um deputado diz que animais são homossexuais, eu também acredito que o clódovi não era bicha, sendo que o próprio clódovil disse publicamnete em rede nacional na tv que era homossexual declarado e praticante de sexo, e vou acreditar em papai noel existe mesmo!
Vai fazer outros de trocha e para de escreverem bobagens, seja racional é isto que precisam.
Que belo estudo educação que o brasil está oferecendo!
Educação de ...
Sejam racionais e vejam o que estes safados prostitutos estão fazendo com a sociedade querendo que seu filho seja ela uma dama rebolando na rua!
Que prazer e belo presente que voce terá sendo mãe, sendo pai, e ver seu filho que era homem,formado com educação de uma família, e hoje de acordo com os pensamentos que eles querem em seus movimentos gays, vai virar ela um travesti!
Esta é mentalidade do movimento gay, destruir as famílias e fazer deste podre brasil de escandâ-los para o mundo, já basta os políticos ladrões e agora os gays apioados por uma pscicóloga que comenta neste blog.
Que alegria voce terá mães e pais, de ver seu filho que era um homem formado por Deus, virar um travesti, fazendo sexo anal com outro homem! Gostas disto? É o presente do movimento gay quer dar para voces, pais e mães do brasil!
Gostas disto? Claro que não!
Então não sejam omissos vamos a luta para não acontecer isto, se não voce pode ser a próxima vítima dos gays.
Pastor Anselmo o ser humano, está irracional, e os animais racional!Não Dá!

**Sheise Madder** disse...

Talvez este texto de Felipe Resende possa explicar alguns pontos obscuros.

http://terapiaonline.weebly.com/ldquohomossexualismo-eacute-doenccedila-freud-explicardquo-ndash-dizem-os-religiosos.html

Aqui um pequeno trecho:

Freud escreveu dezenas de livros e não foi para religiosos extraírem uma fala ou duas fora do padrão para explicarem o que bem lhe entenderem para confundir a cabeça das pessoas!

Freud nunca considerou a Homossexualidade doença e nunca a tratou como opção!

As posições de Freud sobre a homossexualidade não eram apenas teóricas: Freud as sustentava na prática (Ceccarelli, 2008). A opinião de Freud, publicada no jornal vienense Die Zeit a respeito de um escândalo envolvendo uma personalidade acusada de práticas homossexuais não é sem conseqüências. Nela, Freud declara que a homossexualidade não releva do âmbito jurídico e, mais ainda, que os homossexuais não devem ser tratados como doentes pois, se a homossexualidade for uma doença, teremos que qualificar de doentes grandes pensadores que admiramos. Há também a carta de Ernest Jones enviada a Freud em 1921 sobre o pedido de admissão de um jovem homossexual à sociedade psicanalítica. Jones é contra a admissão. Freud discorda de Jones e afirma que a admissão, ou não, do candidato dependerá exclusivamente da análise de suas qualidades.

O que parece evidenciar do que foi dito acima é que a questão das “sexualidades desviantes” é um problema que está intimamente ligado a como o imaginário da cultura ocidental lida com a sexualidade. Em toda e qualquer cultura, boa parte da noção de “normal”, e de “patológico”, está em relação direta com o imaginário desta mesma cultura. Na cultura ocidental, é no imaginário judaico-cristão, cujas origens remontam aos mitos fundadores que o sustentam, que encontramos as bases daquilo que é considerado “normal” e, por conseguinte, “desvio”.

Sem dúvida, um dos pontos de ruptura da teoria psicanalítica que até hoje, e talvez ainda por muito tempo, seja problemático para a cultura ocidental é a questão da sexualidade. À despeito de tanta “evolução”, a sexualidade continua a ser um grande tabu. Neste sentido, o texto de Freud (1889) A sexualidade na etiologia das neuroses escrito há mais de 100 anos é de uma atualidade desconcertante. Por outro lado, embora muito já tenha sido dito e escrito sobre o impacto produzido pela publicação dos Três ensaios, o assunto é geralmente debatido, já o dissemos, em relação às revolucionárias posições freudianas a respeito da sexualidade. Acreditamos, entretanto, que a ruptura mais importante trazida por este texto fundador ainda não foi suficientemente avaliada. Trata-se da desconstrução do imaginário judaico-cristão produzida pelos postulados freudianos (CECCARELLI, 2007). Nossas referências mais caras sobre a sexualidade, assim como nossas posições morais e éticas, são baseados no sistema de valores judaico-cristão que são historicamente construídos. Na cultura ocidental, estes valores funcionam como referências identitárias que organizam nosso cotidiano e explicam a origem do mundo e como ele deve funcionar segundo a vontade de Deus: eles são nossa mitologia. Baseado nessa mitologia, o desejo sexual espontâneo é prova e castigo do pecado original – a concupiscência: o homem é fruto do pecado – e a única forma de sexualidade aceita é a heterossexual para a procriação (RANKE-HEINEMANN, 1996). Ao postular, como vimos, que a sexualidade humana age a serviço próprio, Freud destrói o sistema de pensamento que sustentada a crença de uma “natureza humana”.


...abraços.

Pr. Anselmo Melo disse...

O pensamento freudiano é humanista,logo,dificilmente conseguiríamos entrar em um acordo onde o pensamento teológico alinhe-se com suas teorias.Mas há alguns pontos sem duvida relevantes para comentar sobre o texto que você postou.
"As posições de Freud sobre a homossexualidade não eram apenas teóricas: Freud as sustentava na prática" (Ceccarelli, 2008).Ele as sustentava na prática?Como se daria essa sustentação "na prática"? Porque um "grande pensador" que "admiramos" não pode ser "grande" e doente?Não que esteja afirmando que a homossexualidade é uma doença,mas a argumentação a que se prende o autor não faz qualquer sentido.Alguém por acaso algum dia duvidou da genialidade de Adolfo Hitler? E ele por acaso duvida de sua doença? "Em toda e qualquer cultura, boa parte da noção de “normal”, e de “patológico”, está em relação direta com o imaginário desta mesma cultura".Se essa noção de normal é cultural onde reside o mérito por exemplo do CFP para proibir que indivíduos claramente transtornados por seus desejos sexuais sejam tratados por um psicologo?
"Nossas referências mais caras sobre a sexualidade, assim como nossas posições morais e éticas, são baseados no sistema de valores judaico-cristão que são historicamente construídos."
Se não fossem baseados nesse sistema de valores em quais seriam então?
E se levarmos em consideração que grande parte dessa discussão tem como pano de fundo o que Freud teorizou não estaríamos super valorizando esses experimentos e endeusando o pensamento de um único homem a despeito de tantas outras teorias?
A discussão pode então se estender para os caminhos perigosos da divagação,visto que muitos não o consideram unanimidade nesse assunto e em tantos outros onde se mostrou diversas contracepções sobre o que Freud escreveu.
Abraços Sheise

Muriel disse...

Que tese mais sem noção! É por isto que os demais comentarista estão com razão.
Não dá para ficar calado com tanta besteira falada pela esta sra Sheise.
É isto que a psicologia aprende livros de pensadores filosofos, e se acham os poderosos, os bons sendo um nada! Apenas contadores de istórias.
Sheise quando voce formar "psicóloga" aposto que vai trabalhar em uma empresa não é mesmo?
E por favor se trabalhar numa clinica me dê o endereço que passarei longe de voce.
Já está começando mal, a vida na prática do dia a dia não é psicólogia não! É assassinos crueis, gays safados, traficantes, etc, e seus livros de psicólogia e filosofia de conversa fiada, não vai combater acabar com esta praga e criminalidade não!
Sobre o Hitler, ele tinha dois sexo era hermafodita, e ele detestava gays, não era para ele ser um gay? Voce viu na história que o que aconteceu com os homossexuais gays. O que serviu os debates de Freud, Fred Flinsthon, homem aranha etc, para salvar os gays do extermínio do Hitler hem?
Ele não tolerava gays, e a sociedade de hoje também não tolera, veja bem! não a pessoa e sim as atitudes dos gays, mas sem morte e agressão!
Agora vim com filosofias, de Freud e etc que só falavam besteiras que voces da psicólogia são adepto e feito lavagem cerebral em suas mentes, onde a psicólogia é vã que não serve de nada para vida atual, que é totalmente, à contra-mão diferente na prática humana.
Tem que acabar com este curso de psicólogia urgente.
Porque psicólogos querem dar uma de médicos agora, dizendo o que é doença e o que não é doença, não sendo médicos e nem tem autoridade para dizer diagnosticos clinicos, até parece que eles estudarm 9 anos em uma escola de medicina para falar sobre o assunto. É demais para minha feiura!
Mas Freud falou! Vai te catar Freud e seguidores!
O tempo deste dito cujo ,já era! Não é o nosso tempo de podridão geral neste mundo, agora o bicho pega.
Aliás o forte na psicólogia é seguir este abestado Freud.
É! Do geito que esta sra aí vai, coitado do paciente que cair nas mãos dela.
Minha sra não venha com filosofia que voces só conhecem, por favor aprenda a viver a vida real que ocorre no dia à dia nas ruas.
Na prática da vida é diferente, que ficar assentado em uma sala contando istórias para boi dormir, e ficar debatendo ensino de livros que na vida real não serve, voces psicólogos estão desaprendendo?
Com seus pensamentos de Freud e CIA, voce não vão a lugar algum, pois não tem mais trocha neste mundo não!
O mundo jás de Satanás, o mundo é maldoso.
Se voce não concorda com o evangelho de Jesus que prostituição é pecado que os gays fazem e com prazer, veja também que a igreja Católica também vê o mesmo, a não ser que voce é espirita, aí o negocio é com satã.
Me desculpem, mas não dá para ficar lendo istória de uma estudante de psicólogia dizer besteiras.
Quando ela formar-se, aí será história de terror contantado por ela, e o Freud seu amigo fiel!

**Sheise Madder** disse...

Bom dia, Pastor.

Freud afirma que somos resultado de nossas vivências desde a infância. Tudo aquilo pelo que passamos tem efeito cumulativo na construção da psiquê(mente),tanto a consciênte como a inconsciente. Desta forma a fase conhecida como Complexo de Édipo pode ter real significado na formação da orientação sexual, mas não apenas ela. Não podemos resumir todas as características de uma pessoa sem levar em consideração o lado filogenético, ontogenético e cultural, essa triangulação constrói aquilo a que chamamos de personalidade.

Fica difícil debater quando estamos arraigados a uma idéia central... não dispostos se quer a permitir que o outro possa expressar suas idéis...e quando partimos para a agressão, mesmo que essa esteja disfarçada por boas maneiras...como no comentário logo a baixo, do Sr. Muriel..."Não dá para ficar calado com tanta besteira falada pela esta sra Sheise.
"...esse tipo de Sr. que crê que o correto é proibir tudo que vá contra o que ele acredita: "Tem que acabar com este curso de psicólogia urgente."...só para informar a esse senhor: NÃO, NÃO VOU TRABALHAR EM EMPRESA... ESSE NÃO É O ÚNICO LUGAR PARA DESEMPENHAR A FUNÇÃO DE PSICÓLOGO... PRETENDO trabalhar em pesquisa, para TALVEZ descobrir, por exemplo, que 'raios' passa na cabeça de pessoas tão preconceituosas...que acham que a resposta a tudo é proibir e castigar...quem sabe voltar a ditadura militar????O Sr. é esperto mesmo, heim?

A verdade é que a homossexualidade não é uma escolha pessoal, o sujeito homossexual pode escolher, isto sim, é em assumir ou não essa orientação. Tenho um colega que voltou atrás em sua decisão de ter assumido sua homossexualidade...se o Sr. o visse Pastor duvido que diria que é homossexual, mesmo quando ele se considerava assim...ele não é efeminado, não tem postura e nem trejeitos tipicamente gays, e chegou a apanhar de parentes quando estes souberam de sua orientação sexual... então ele voltou atrás e hoje 'não é mais gay'...mas é sempre calado e triste...se distanciou de todos e até parou com os estudos...será que agora é feliz?

É sobre isso que Freud fala quando a "apoia na prática"... quando você tem um desejo(é o que Freud chama de ID) ele, o ID, busca a satisfação deste desejo... para um homossexual fazer sexo como se fosse heterossexual é uma agressão...é como se nós heterossexuais fossemos obrigados a manter relações com alguém do mesmo sexo... Freud diz que somos pulsão/desejo, ou seja o ID, mas possuimos também Super-ego que nada mais é do que os valores que a sociedade/cultura dita, é portanto nosso senso moral, de repressão. De acordo com essa teoria, POIS EXISTEM MUITAS OUTRAS(OUVIU SR. MURIEL?), quando recalcamos um desejo ele tende a gerar vários problemas, tais como histerias, fobias, depressões e etc.Basta pesquisar...talvez um bom exemplo seja o caso de Anna O..

Você pode recalcar seus impulsos o quanto quiser, mas ao fazê-lo acaba gerando problemas para você mesmo... isso NÃO quer dizer que pessoas que sintam, por exemplo, desejo de matar devem fazê-lo, mas explica por que é tão difícil se 'reter'. Só que ser homossexual, ou seja fazer sexo com alguém do mesmo sexo, não causa mal ao seu vizinho...diferente de sair matando!

**Sheise Madder** disse...

Muitos cientistas, notem que disse cientistas e não psicólogos, creditam a determinada pré disposição genética aliada a fatores ambientais a construção da psiquê homossexual... mas NUNCA houve consenso a respeito.

Só citei Freud porque é sobre ele que se baseia o texto do senhor, Pastor, mas há outros pensadores e filósofos que detem idéia própria a respeito da orientação sexual. Skinner é um deles.

Só gostaria de dizer que NUNCA apoiei a postura agressiva e vulgar de ninguém, seja esse gay ou não, pra falar a verdade acho muito feio que as pessoas se exponham tanto, além do que nunca acreditei que dar mais direito a uns do que a outros fosse correto, o que não quer dizer que tudo isso seja um problema exclusivo do homossexual, o que falta mesmo é as pessoas serem bem educadas, com um pouquinho mais de cultura... o carnaval é ridículo com tanta gente se expondo, bem como a parada gay ou a marcha das vadias...na minha opinião é muita exposição...mas a questão mais uma vez é a EDUCAÇÃO, e não a orientação sexual...o problema é a atual cultura social: superficial, consumista e narcisista...ninguém mais se importa com o próximo.

Parece-me que depois que comecei a comentar aqui virei alvo de agressões gratuítas, isso porque ninguém me conhece, mas me julga e aponta como se conhecesse...é o que estão fazendo com muitos gays... não dá pra generalizar...tem todo tipo de gay, bem como tem todo tipo de heterossexual.

Não é a primeira vez que me agridem, em outros posts tem a mesma agressão..dizendo coisas do tipo: "E por favor se trabalhar numa clinica me dê o endereço que passarei longe de voce."... estão me rotulando a partir do quê? Do fato de eu ter dito para não agredirem, não odiarem, não julgarem pois não podemos generalizar? Onde está meu erro?

Por eu ter dito que não há consenso sobre a razão das pessoas serem ou não gays? Nunca incitei o ódio e a agressão, sempre zelei pelo diálogo e respeito, e estou errada? Será que foi quando eu disse que é preciso que aprendamos a respeitar?

Qual a medida a ser tomada, então?

Fico pasma com tamanhas sandices que continuam a ser bradadas... o que precisamos é de EDUCAÇÃO, urgente...que as pessoas aprendam a pensar, a questionar e especialmente a entender o conceito da EMPATIA.

Enquanto isso minha voz baixinha e rouca fará o que puder...


Mais uma vez: ABRAÇOS.

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