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O Pecado da Ingratidão

Conforme definição do dicionário, gratidão é o “reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um favor ou auxílio”. Em outras palavras, é alguém mostrar-se agradecido por aquilo que lhe foi dado como um benefício.
Se perguntarmos às pessoas se elas se acham ingratas, talvez por vergonha ou por não se enxergarem como ingratas, a maioria não admita tal característica maligna em sua personalidade.
A ingratidão é manifestada por meio de pequenas atitudes. Para quem é vítima do destrato, tal ato é sinal de falta de retribuição ao carinho recebido e, na maioria dos casos, uma grande falta de educação.
A ingratidão esta presente em todas as áreas de nossos relacionamentos. Pais e filhos, cônjuges, amizades e relacionamento entre irmãos.
No entanto quero me ater aqui ao relacionamento de pastor e ovelha, líder e membro de uma determinada Igreja.
Essa situação é mais comum do que imaginamos, acontece corriqueiramente em nosso meio.
 Recebemos uma pessoa na Igreja, um novo membro. Na maioria das vezes a referida pessoa chega “quebrada”, angustiada, com problemas de toda natureza. Financeiro, emocional, conjugal, etc...
O Pastor então se desdobra, acolhe e aconselha. Visita, ora, apóia, acompanha e faz todo possível para que o determinado irmão se restabeleça e ponha em ordem sua vida. A dedicação por vezes se estende por meses e até mesmo anos.
Infelizmente na maioria dos casos o que se vê depois é a falta de qualquer tipo reconhecimento por parte do irmão auxiliado. Normalmente pessoas ingratas são as primeiras a levantar-se contra a liderança do Pastor.
São os primeiros a promoverem criticas. Normalmente os ingratos não trabalham, não produzem qualquer tipo de fruto para o Reino de Deus, são omissos quanto as suas responsabilidades na Igreja local. Mas são sempre os primeiros na hora de fazer cobranças e de questionarem métodos e a liderança de seu Pastor.
Por isso afirmo que o pecado da ingratidão corrói como câncer, afasta as pessoas uma das outras e torna a convivência difícil.

Um relacionamento em que não há reciprocidade dificilmente poderá evoluir além da tolerância, porque será regido apenas pelas práticas da boa educação.
Como já estudamos na escola, para toda ação há uma reação, entretanto, muitas vezes, parece que nos esquecemos dessa regra quando saímos das leis da física e entramos nas relações interpessoais. Dentro do convívio, ao percebermos constantes respostas de indiferença e ingratidão da parte de quem prestamos algum favor, com o tempo, naturalmente, nosso interesse em continuar lhe ajudando diminuirá.
Logicamente na relação entre Pastor e membro a de se ter sabedoria e entendimento para lidar com tais questões, afinal o que fazemos não é em busca de reconhecimento humano.
Por outro lado, os sinais de afabilidade, presteza e reconhecimento, manifestados em nossos diferentes níveis de relacionamentos, alimentam e potencializam o nosso desejo de estreitar os laços favorecidos pela convivência. Vamos aprendendo, pouco a pouco, com essa proximidade a aprimorar nosso modo de ser.
No que diz respeito aos nossos hábitos pouco virtuosos, tentemos então nos encarregar de extirpá-los de nossa vida, já que não produzem bons frutos e não manifestam o amor de Deus em nossas vidas.
Amar é um esforço que passa pela atitude de nos reconhecermos gratos por aquilo que recebemos. Não tenho dúvida de que a gratidão é a alma de todo relacionamento duradouro e feliz, o ingrediente que ajuda na construção de compromissos. Dessa forma, se não nos esforçarmos para dar uma resposta diferente aos novos desafios da convivência correremos o risco de esvaziar o nosso círculo de amizades e maior será o desgaste dentro dos demais relacionamentos já estabelecidos.
Em Lucas 17: 12-19, vemos que o SENHOR JESUS curou dez leprosos que lhe pediram misericórdia, sabemos, porém, que apenas um voltou para demonstrar sua gratidão. Não é necessário ser um matemático, um simples cálculo leva-me a conclusão de que apenas 10 por cento daquelas pessoas teve a atitude de agradecer a Deus. Se isto servir-nos de parâmetro para as demais situações em nosso cotidiano, concluiremos que para cada cem (100) pessoas as quais fizermos o bem as ajudando, apenas dez (10) demonstrarão gratidão. As outras noventa (90) sequer voltarão para dizer-nos "muito obrigado".
 Acredito que a doença mais grave que aqueles homens carregavam não era a lepra, mas a INGRATIDÃO.
 Enquanto a lepra estava incrustada na pele, a ingratidão estava enraizada em suas almas, e, pelo visto, não se deixaram curar dela, o que ocorreu com apenas um que voltou para dar glória a Deus! A ingratidão é, portanto, um tipo de lepra da alma. Exatamente por isto você precisa aprender a lidar com ela sem permitir que ela te atinja e te cause danos a curto ou longo prazo.
Pr. Anselmo Melo

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