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A vida imita a arte ou a arte imita a vida?

Apreensão de maconha causa tumulto entre PM e alunos na USP.
 O filme Tropa de Elite retrata a questão da droga de forma simplista, porém direta. “São vocês que financiam tudo isso”, esbraveja o capitão Nascimento. Lógico que ninguém que compra um “fuminho” pensa em fuzis, crianças sendo atingidas por balas perdidas e toda essa guerra urbana. De um lado os “comerciantes”, em guerra constante contra a polícia. Representante das forças do “bem”. E no meio, os não menos inocentes alunos da USP, queimando seu fumo no campus da universidade.

Muito barulho, muito estardalhaço, e, esperem pra ver, isso não vai dar em nada. Afinal, quem estuda na USP?

Pr Anselmo Melo

 A apreensão de uma quantidade não divulgada de maconha e a tentativa de levar os supostos usuários da droga para o 91º DP causou tumulto e bate-boca entre cerca de 300 estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e policiais militares no início da noite desta quinta-feira, nos arredores da Faculdade de Filosofia, História e Geografia.
Por volta das 19h20, três estudantes foram detidos, mas acabaram protegidos por colegas e levados para o interior de um dos prédios. As polícias Militar e Civil não confirmam o uso de força, embora a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Diana Assunção, tenha afirmado ao Terra que os soldados empregaram spray de pimenta, bombas de gás lacrimogênio e cacetetes para dispersar os manifestantes.
"Prenderam e levaram para a delegacia um estudante que consumia maconha. Não se pode criminalizar o usuário na rua, mas dentro da universidade pode? Isso gerou um repúdio enorme, já são mil estudantes em uma assembleia que discute medidas duras, junto com os trabalhadores da universidade, para tirar a PM do campus", afirmou Diana, acrescentando ter sido vítima de spray de pimenta e haver estudantes feridos no local.
O movimento, segundo Diana, ocupava por volta das 23h20 a administração da Faculdade de Filosofia, História e Geografia. "Se a PM reprimir (a assembleia), a USP terá de ser paralisada", defendeu a diretora do Sintusp.
Ainda no início da noite, representantes estudantis divulgaram nota na qual classificam a atuação policial como uma "medida repressiva" que seria resultado do convênio assinado entre a reitoria da USP e a Polícia Militar em 8 de setembro, após o assassinato a tiros do estudante Felipe Ramos de Paiva, 25 anos, nas dependências do campus. Segundo agentes do 91º DP, às 22h40 a situação já havia sido controlada.
O Diretório Central dos Estudantes Livre Alexandre Vannucchi Leme (DCE) declarou em nota oficial apoio ao movimento que decidiu ocupar o prédio da administração da FFLCH no fim da noite de ontem para protestar contra a presença da PM no campus. Eles afirmam que a PM é usada para reprimir manifestações políticas na USP desde 2007, e que o convênio firmado neste ano "não resolve o problema de segurança e faz com que as(os) estudantes ainda se sintam inseguras(os) no Butantã". Eles ainda criticaram as abordagens da PM e afirmaram que o movimento de estudantes que tentaram impedir a ação da polícia ontem foi "duramente reprimido".

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