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Minha boca grande?


O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos” – Provérbios 14:15.
Qual seria a diferença entre dar crédito a qualquer palavra e atentar para os próprios passos, conforme diz o texto acima? Já li alguns livros que ao terminar de lê-los dá-se a impressão que há tanto poder em nossas palavras que se pode sair lá fora, apontar o dedo em riste para as tiriricas que praguejam o jardim e esbravejar: “Morra de uma vez por todas em o nome de Jesus” e no dia seguinte estariam elas esturricadas. Mas, não é assim que ocorre. E por quê? Bem, o texto acima (dentre outros na Bíblia) nos dá uma importante pista.
Os autores de tais livros acabam dando muita ênfase “no que se diz”, ao invés do foco ser “em quem diz”; assim, muitos adquirem tais livros, lêem e depois se tornam frustrados, pois, logo em seguida as leituras se lançam a prática de tais “revelações”, entretanto, mais tarde se deparam com a ineficácia do suposto ensinamento. Percebe-se que os “tá amarrado” podem não passar de uma expressão de uso comum, tanto quanto um “bom dia”, dito muitas vezes como que automaticamente.
A questão não está, portanto, nas palavras que saem da boca e sim de onde elas saem.
Que tipo de fonte elas emanam? Com que qualidade são originadas? – “O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más” – (Mateus 12:35).
É bom frisar que o bom ou mau tesouro tem origem no “coração” e não na “mente”. Ora, se no coração se encontra depositado um mau tesouro, fatalmente, mesmo que a boca fale boa coisa jamais acontecerá, pois, a palavra pronunciada é boa, mas a mesma não encontra base legal para trazer a existência o que está sendo pronunciado ou profetizado. – “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã”. (Tiago 1:26).
Claramente podemos perceber que a instrução de “atentar para os próprios passos” é antes de tudo “guardar os mandamentos do Senhor”, tal como o Salmista registrou no Salmo 119:11 – “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”; e que é repetido pela boca de Jesus em João: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. (João 14:21).
Precisamos entender que assim como a oferta NÃO santifica o altar e sim o altar santifica a oferta, equivalentemente as palavras nãos nos santificam, mas nós pronunciamos palavras santificadas por vivermos vidas santificadas e poderosas e que poderão até mesmo trazer a existência o que não existe. Igualmente não devemos nunca nos esquecer da soberania do Senhor. Um bom exemplo disso partiu do próprio Mestre quando orou: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”. Lucas 22:42). A questão não é alguém se lamentar dizendo: “eu e minha boca grande” e sim, a fonte (coração) que não deve permanecer contaminada!
por Vilson Ferro Martin

1 comentários:

andujar disse...

Essa parte: "Percebe-se que os “tá amarrado” podem não passar de uma expressão de uso comum, tanto quanto um “bom dia”, dito muitas vezes como que automaticamente.
A questão não está, portanto, nas palavras que saem da boca e sim de onde elas saem."

Me fez lembrar de uma passagem de Atos 19:

“E alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre possessos de espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. Os que faziam isto eram sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote.” (Atos 19:13-14 RA)

O resto da história conhecemos...

Abraços.

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