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Porque batizo por imersão?

Batismo na C.A.Operação Resgate
A pouco comentava em um blog de um pastor Congregacional sobre um post com o título: "Porque batizo por aspersão". Publicado em seu blog.
Fui criado em um lar Congregacional, sou neto e irmão de pastores Congregacionais, sendo assim, essa sempre foi uma discussão corrente:"A forma certa de se batizar".
Aspercionistas se cercam de razões para defender seu ponto de vista assim como imercionistas também o fazem. Textos bíblicos são citados pelos dois lados a fim de empregar respaldo em suas defesas.


Como então saber com quem esta a razão?

Essa infelizmente não é uma pergunta fácil de ser respondida, porém possível. Uma vez que não poderia haver duas maneiras certas. Se faz necessário debruçar-se com interesse sobre o tema, e, principalmente se estar desprovido de pré conceito. Esse sim, é particularmente difícil de se pedir para quem já escolheu sua linha de defesa. 

Ao analisarmos  vários textos vemos algumas peculiaridades que devemos considerar, o posicionamento imercionista se sustenta com mais facilidade, sem que se tenha como no caso oposto de se ficar supondo coisas sobre os textos ou mesmo forçando a interpretação de outros.
Confesso que não sou um especialista no assunto, e, nem o pretendo.
Sendo assim faço uso de um texto imercionista para informar:
"Porque batizo por imersão"! 


O MODO
Aqui está o nosso fim para inquirirmos se o batismo pode ser escrituristicamente administrado por outro modo qualquer que a imersão. Mantemos que não pode e oferecemos as seguintes provas:

1. O SENTIDO DE "BATIZO"
O autor tem lido extensivamente no campo da controvérsia sobre o significado desta palavra grega em o Novo Testamento. Mas aqui só é possível dar um resumo da evidencia em sustento da posição tomada em vista do tempo e do espaço.

(1). O testemunho dos Léxicos
Não podemos aqui principiar alistar o testemunho de todos os léxicos, mas daremos o de três em evidência. Estes três são: Liddel and Scott no grego clássico; Sófocles para os períodos romano e bisantino; Thayer, para o grego do Novo Testamento.
A. Liddel and Scott: "Mergulhar em ou debaixo d?água; No latim: immergere".
B. Sófocles: "Mergulhar, imergir, afundar... Não há evidência de Lucas, Paulo e os outros escritores do Novo Testamento darem a este verbo significados não reconhecidos pelos gregos."

C. Thayer: "Em o Novo Testamento ele (o verbo) é usado particularmente do rito da sagrada ablução, primeiro instituída por João o Batista; depois recebida pelos cristãos por mandamento de Cristo e ajustada a conteúdos e natureza de sua religião... a saber uma imersão e água, realizada como um sinal da remoção do pecado e administrada aqueles que, impelidos por um desejo de salvação, procuravam admissão aos benefícios do reino do Messias."

(2). A prática atual dos gregos.
Os cristãos batizam batizando, isto é, imergindo, e De Stourdza, o maior teólogo grego moderno, escreveu que "baptizo" significa literalmente e sempre "MERGULHAR". Ele também ajuntou: "O batismo é a imersão, portanto, são idênticos e dizer "batismo por aspersão" ou qualquer outra besteira da mesma natureza. A igreja grega mantém que a igreja latina, em vez de "baptismos" , pratica um mero "rantismos" (aspersão, - em vez de "baptismo", um mero derramamento".

(3). Os testemunhos das Enciclopédias
Não temos espaço para citarmos as enciclopédias, mas mencionaremos simplesmente o nome daquelas que tanto falam do sentido da palavra grega como da natureza da ordenança, ou de ambos, e as quais dão o significado da palavra como "imersão" ou falam do modo original da ordenança como tal , ou ambos.
Elas são: Encyclopedia Americana, Idem Metropolitana, Penny Cyclopedia, Chamber?s Encyclopédia, National Cyclopedia, Ree?s Cyclopedia, Brand´s Cyclopedia, Encyclopedia Eclesisastica (?).

(4). O testemunho de eruditos e líderes pedobatistas.
A. Lutero: "Batismo é uma palavra grega e pode ser traduzida por imersão, como quando imergidos alguma coisa na água para que ela fique totalmente coberta; e, conquanto esteja sempre inteiramente abolida (porque não mergulham as crianças inteiramente, mas apenas lhes derramam um pouco d?água), deviam, não obstante, ser totalmente imergidos e então imediatamente retirados, que isto parece exigir a etimologia da palavra."
B. Calvino: "A própria palavra batizar, todavia, significa imergir e é certo que a imersão foi a prática da igreja antiga." ? do comentário sobre Atos 8:38.
C. Zwinglio: "Na Sua morte. Quando fostes imergidos (intingeremini) na água do batismo, fostes enxertados na morte de Cristo." ? Anno. sobre Rom. 6:3.
D. Meyer: "Imersão, cuja palavra no grego clássico, em o Novo Testamento e em toda a parte significa" (Comentários de Marcos 7:4).
E. Lightfoot: "Que o batismo de João foi por imersão do corpo (segundo a mesma maneira da lavagem de pessoas imundas e o batismo de prosélitos foi) parece resultar daquelas coisas que dele se relatam; nomeadamente, que ele batizou no Jordão, que ele batizou em Enon, porque ali havia muita água", etc.
F. James Macknight, notável autor escocês e presbiteriano e líder: "Jesus submeteu-se a ser batizado ? isto é, sepultado debaixo d?água e a ser levantado dela outra vez como um emblema de Sua futura morte e ressurreição." ? Apost. Epist., Note em Rom. 6:4,5.
G. Whitfield: "É certo é que nas palavras de nosso texto (Rom. 6:4) há uma alusão à maneira de batismo por imersão."
H. Augusti: "A palavra "batismo" segundo a etimologia e uso, significa imergir, submergir", etc.
I. Lange: "E foram batizados, imergidos, no Jordão, confessando os seus pecados. A imersão era o símbolo de arrependimento" (Comentário de Mat. 3:6).
J. Geo. Campbell: "A palavra batismo, tanto nos autores sacros como nos clássicos, significa mergulhar, afundar, imergir."
K. Chalmers: "O sentido original da palavra batismo é imersão."
L. Schaff: "Imersão, não aspersão, foi inquestionavelmente à forma normal original (de batismo). Está isto patente pelo próprio sentido da palavra grega baptizo, baptisma e a analogia do batismo de João que se realizou no Jordão..." (Hist. Of the Apost. Ch., pag. 568).
As citações podiam ser multiplicadas.
(5). O peso da erudição batista
Só temos referido supra autoridade pedobatistas padrões, mas está em ordem observar que a denominação batista, na sua aderência à imersão, está amparada por uma chusma de eruditos dentro do seu próprio redil que não podem ser igualados por qualquer das denominações que praticam o derramamento. De fato, as denominações que o praticam tem a vasta maioria dos seus eruditos contra si mesmos quanto ao sentido de "baptizo" e à maneira apostólica de administrar a ordenança.
Mas se os batistas tem um só dos seus eruditos contra eles mesmos, disso não estamos cônscios. Temos Gale, Fuller, Conant, Carson, Ingham, Pendleton, Kendrick, Harvey, Hovey, Bliss, Ford, Graves, Boyce, Broadus, Strong, Carroll, Christian, Mullins e Robertson, eruditos da primeira grandeza, para não mencionar outros; e todos eles sustentam-nos inteiramente na prática da imersão como a forma apostólica de batismo. Desafiamos todas as denominações que praticam o derramamento a apresentar tantos eruditos da mesma magnitude tirados de todos os seus arraiais combinados que os sustentem na aspersão ou derramamento como a forma primitiva de batismo.

2. O SIMBOLISMO DA ORDENANÇA REQUER IMERSÃO

A escritura alude ao batismo como um enterro (Rom. 5:4; Col. 2:12). Um enterro exige imersão. A objeção que estas passagens não aludem ao batismo de água, mas ao batismo só espírito ou à conversão num sentido figurado, é infundada e da evidência clara de ter nascido antes do prejuízo do que de uma consideração razoável e imparcial das passagens. Tanto quanto os pedobatistas se referem ao batismo como um "sinal de regeneração", como temos observado, não podem, se em harmonia consigo mesmos, eliminar dessas passagens uma alusão ao significado simbólico do batismo. Nem jamais acharão este sentido no derramamento ou na aspersão. O único meio perceptível de interpretar a linguagem está em tomá-la como tendo o seu sentido usual, a menos que outro sentido se indique ou requeira. Esta regra requer que o batismo signifique batismo na água, exceto onde alguma outra espécie de batismo esteja especificada ou de modo exigida. No caso das passagens sob consideração nada é verdadeiro. A réplica que, se essas passagens referem ao batismo na água, elas ensinam a regeneração batismal sem fundamento perante a luz do fato que elas falam manifestadamente do batismo quanto ao que ele simboliza e não quanto ao que ele atualmente executa.

3. AS CIRCUNSTÂNCIAS QUE ACOMPANHAM A ADMINISTRAÇÃO DO BATISMO 

EM O NOVO TESTAMENTO INDICAM A IMERSÃO
(1). João batizou no Rio Jordão
Marcos 1:5. O sentido natural disto e o que devemos tomar, a menos que boas razões possam ser aduzidas em contrário, é que o rito foi administrado EM o rio, segundo compreendemos semelhante expressão e não meramente nas imediações do rio. O v. 8 o confirma quando, segundo a melhor tradução, diz: "Eu vos batizo EM água."
Isto não é contrariado pelo uso do dativo de instrumento, como em Lucas 3:16; Atos 1:5; 11:16. W. N. Clark diz bem: "A idéia grega podia bem por igual contemplar o elemento envolvente, localmente, como aquele em que,ou, instrumentalmente, como aquele com que, foi afetado o mergulho. E enquanto é abstruso nós falarmos de imergir uma coisa com água, é simplesmente uma questão de familiaridade, ou de idioma; e apenas precisamos tomar um sinônimo verbal, "abater" e é perfeitamente natural falarmos de "abater com água" (Comentário em Lucas 3:16). Conant, mais ainda, assinala que o emprego do dativo instrumental é para o fim de distinguir-se "o elementos usado para imersão num caso só empregado em outro" e ajunta: "O simples dativo ocorre em o Novo Testamento só onde o material ou elemento usado para imergir é para ser distinguido assim. Em todos estes casos a distinção é entre o elemento de água e o Espírito Santo...; e como o último podia ser menos propriamente concebido como o mero instrumento de um ato, ele está em todo o caso semelhante construído com a preposição em... Esta é a única explicação do uso de ambos: o simples dativo e o dativo com a preposição na mesma conexão e relação" (The Meaning and use of Baptizein, pág. 100).
E o argumento que o Jordão, no logar em que se supões ter João batizado, é razo demais e rápido demais para permitir a imersão nele, tem-se provado falso repetidamente pelos que o têem visitado.
(2). Noutra ocasião João batizou em Enon, "porque ali havia muita água."
João 3:23. Aspersionistas e derramadores tentam explicar que a água era precisada para outros fins que não o batismo, como num encontro metodista campesino. Mas Hovey habilmente responde: "Esta passagem afirma virtualmente que o batismo não podia ser convenientemente administrado sem uma porção de água considerável. A defesa que a água era necessária para outros fins que não o batismo está posta de lado pela linguagem do escritor sagrado. Porque a razão de João estar batizando lá (Não porque estava pregando lá) foi porque havia muita água no lugar." (Comentário em João 3:23).
"Muita água", literalmente, e, no grego, "muitas águas"; mas é sustentado por muitos eminentes eruditos da Bíblia que quer dizer "muita água", sendo assim vertido pelos revisores, dos quais os mais foram pedobatistas. A razão da expressão que literalmente significa "muitas águas" e a razão por que esta expressão aqui é sustentada como valendo realmente "muita água" está suprida por C. R. Condor (Tent Work in Palestine, I., Pág. 91 e seg.). Diz ele que no quase certo sítio de Enon "acham-se nascentes num vale aberto, cercadas de colinas desoladas e disformes. A água jorra sobre um leito pétreo e desliza rapidamente numa bela caudal cercada de arbustos de oleandro. O suprimento é perene e uma sucessão contínua de pequenas fontes ocorre pelo leito do vale, de modo que a corrente vem a ser o principal afluente ocidental do Jordão, ao sul do Vale de Jezrel. O vale está devassado na maior parte do seu curso e achamos os dois requisitos para a cena do batismo de uma densa multidão, - espaço aberto e abundância de água. Enon quer dizer "fontes" e três milhas ao sul do vale acima descrito há uma vila chamada Salem. As "muitas águas" são as nascentes e a "sucessão contínua de pequenas fontes". E essas "muitas águas" unem-se numa caudal regular, fazendo assim "muita água".

3. Filipe levou o eunuco "na água" para batizá-lo
Atos 8:38,39. A preposição grega para "dentro" é eis. Pode significar "para"; mas, como Hackett assinala, aqui não pode significar "para a água", como se só tivessem ido á beira dela; mas deve significar "na água", porque está usada em contraste com "fora da água"- ek tou hudatos, no verso seguinte. E Plumtre observa: "A preposição grega (a saber, eis) podia significar simplesmente "para a água", mas a universalidade da imersão na prática da igreja prístina sustenta a versão inglesa". (Ellicott?s New Test. Commentary).
É escassamente necessário observar que seria desnatural para o candidato ser levado à água para poder ser aspergido ou respingado.

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Luis Antonio dos Santos, 12/05
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br 

20 comentários:

*Patricia* disse...

Muito bom.Bem esclarecedor.


Passando aqui para dizer que tem um selo especial para vc la no meu blog, este mês resolvi fazer uma homenagem a todos que passam por lá e deixam um comentário, Deus te abençoe.

http://www.seiquedeusexiste.blogspot.com/

MINISTÉRIO BATISTA BERÉIA disse...

Graça e paz Pr. Anselmo.
Eu não tenho dificuldade nenhuma em reconhecer que o batismo é por imersão, ainda mais por ser batista, mas acompanhei também os textos no blog que o irmão citou, só não comentei por lá, e vi que muito foi falado, mas particularmente, não me convenceu. Assim como não vejo base bíblica para o batismo infantil como muitos defendem. Parabéns pela postagem que tenho por certo que será muito esclarecedora para muitas pessoas.
Fique na Paz!
Pr. Silas Figueira

JOELSON GOMES disse...

Pr. Anselmo, como disse vou interagir o seu texto. Vou comentar um os argumentos.

1- A PALAVRA BATISMO NO GREGO.A discussão não pode começar pelo significado da palavra na época, pois as liguas são organismos vivos e mudam com o passar do tempo. Mas sim, com a origem e o significado do batismo para quem batizava. Mas, vou responder as questão do significado.

Existem vários textos bíblicos que confirmam que os judeus praticavam muitos
ritos de purificação com água no seu cotidiano, 20 e que para estes ritos era usado o
verbo grego βαπτίζω (baptízô). Isto pode ser comprovado pelo grego bíblico, tanto do
Antigo Testamento como do novo Testamento.


a) O GREGO DO AT(a Septuaginta).

* αύτή τή ό λογος συνετελέσθη έπί Ναβουχοδονοσορ, και άπό των άνθρώπων έξεδιώχθη καί
χόρτον ώς βούς ήσθεεν, καί από τής δρόσου τού ούρανού το σώμα αύτού εβάφη , έως ού αί τρίχες
αύτού ως λεόντων έμεγαλυνθησαν καί οί όνυχες αύτού ώς όρνέων (Dn. 4:33).

(Tradução) A sentença sobre Nabucodonosor cumpriu-se imediatamente. Ele foi expulso do meio
dos homens e passou a comer capim como os bois. Seu corpo molhou-se com o orvalho do céu,
até que os seus cabelos e pêlos cresceram como as penas da águia, e as suas unhas como as garras
das aves ( NVI).

*καί προσέεταξεν Ολοφερνης τοίς σωματοφύλαξιν μη διακωλύειν αύτην. καί παρέμεινεν έν
τη παρεμβολή ήμέρας τρείς· καί έξεπορεύετο κατά νυκτα είς τήν φάραγγα βαιτυλουα κα έβαπτίζετο
έν τή παρεμβολή έπί τής πηγής τού ύϋδατος· (Judite 12:7).

(Tradução) E Holofernes prescreveu a seus soldados da guarda real que não a impedissem. Ela
permaneceu três dias no acampamento. Dirigia-se à noite à encosta de Betúlia e banhava-se na
fonte, junto ao acampamento (TEB).


*Βαπτιζόμενος άπο νεκρού και παλιν απτόμνος αύτού, τί ωφελησεν έν τω λουτρω αύτού
(Eclesiástico 34:30)

(Tradução) Quem se purifica do contato com um morto e de novo o toca, de que lhe serviu ter
tomado banho? (TEB).

Veja como o grego do AT (LXX) emprega a palavra batismo e derivados em toas estas passagens. Em todas não existe para a palavra o significado de imersão.

b) O GREGO DO NT

* Οί γάρ Φαρισαίοι καί πάντες οί Ιουδαίοι έάν μη πυγμή νίψωνται τάς χείρας ούκ έσθίουσιν,
κρατούντες τήν παράδοσιν τών πρεσβυτέρων, καί άπ’ άγοράς έάν μή βαπτίσωνται ούκ έσθίουσιν,
καί άλλα πολλά έστιν ά παρέλαβον κρατείν, βαπτισμούς ποτηρίων και ξεστών καί χαλκίων [καί
κλινών] (Mc. 7:3-4).

(Tradução) (Os fariseus e todos os judeus não comem sem lavar as mãos cerimonialmente, apegandose,
assim, à tradição dos líderes religiosos. Quando chegam da rua, não comem sem antes se lavarem. E
observam muitas outras tradições, tais como o lavar de copos, jarros e vasilhas de metal) (NVI).

* ό δέ Φαρισαίος ίδών έθαύμασεν ότι ού πρώτον έβαπτσθη πρό τού άρίστου. (Lc. 11:38, grifo
meu).

(Tradução) mas o fariseu, notando que Jesus não se lavara cerimonialmente antes da refeição,
ficou surpreso NVI).

E para este ponto, a carta aos Hebreus apresenta duas passagens esclarecedoras nesta argumentação. São elas:

*βαπτισμών διδαχής έπιθέσεώς τε χειρών, άναστάσεώς τε νεκρών καί κρίματος αίωνίου.
(Hb. 6:2).

(Tradução) da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos
e do juízo eterno (NVI).

Note-se aí o genitivo plural βαπτισμών (baptismôn). Uma vasta gama de autores
esposa a opinião de que a possibilidade é que o uso do plural neste texto se refira às
purificações cerimoniais do Antigo Testamento, purificações estas que são claramente
chamadas de βαπτισμοίς (baptismoís, nominativo plural) pelo autor de Hebreus mais adiante no seu texto:

*μόνον έπί βρώμασιν καί πόμασιν καί διαφόροις βαπτισμοίς, δικαιώματα σαρκός μέχρι
καιρού διορθώσεως έπικείμενα (Hb. 9:10).

(Tradução) Eram apenas prescrições que tratavam de comida e bebida e de várias cerimônias
de purificação com água; essas ordenanças exteriores foram impostas até o tempo da nova
ordem (NVI).

Assim, o autor coloca as cerimônias de purificação com água do AT na categoria de batismos.

Continua...

JOELSON GOMES disse...

2- O SIGNIFICADO DA PALAVRA BATISMO.

O autordo texto faz uma cópia quase literal da Teologia Sistemática de Strong em suas citações dos dicionaritas gregos, mas esquece de consultar estes textos que cita. Se consultasse não diria o que disse. Senão vejamos. El cita até Thayer pata tentar corroborar sua tese, mas eu consultei in loco a referencia e ela não está completa em seu texto, veja o seguinte.

* Joseph Thayer observa sobre os termos: 1.βαπτιζω
(baptizô) - mergulhar repetidamente, imergir, submergir, lavar inteiramente com água; 2.βαπτισμός (baptismós) - uma lavagem, purificação efetuada com água (Mc. 7:4,8), lavagens prescritas na lei mosaica (Hb. 9:10).

Veja o que Thayer escreveu, e aqui vai livro e página: A Greek-English Lexicon of the New Testament. Chicago: American Book Company, s/d.p. 94-95.

Mas, veja outros léxicos no mesmo vivel de Thayer:

*O famoso A Greek-English Lexicon the New Testament and Other Early Christian Literature, traz o seguintes significados: – 1.βαπτιζω (baptizô): mergulhar, imergir. Mergulhar a si mesmo, lavar, ensopar. 2. O ritual de lavagens dos judeus (Mc. 7:4; Lc. 11:38); 2.βαπτισμός (baptismós) - mergulho, lavagem de pratos (Mc. 7:4, 8). Ritual de lavagens (Hb. 9:10).

* Carlo Rusconi apresenta as seguintes definições para os termos: 1.βαπτιζω (baptizô) – lavar, imergir, fazer abluções; 2.βαπτισμός (baptismós) - ato de lavar, banho, ablução; 3.βαπτω (baptô) – imergir, embeber, tingir (Ap. 19:13).

* Elsa Tamez L. e Irene W. de Foukes definem– βαπτω (baptô) :molhar, empapar.
Βαπτιζω (baptizô) – batizar, lavar-se em forma ritual. Βαπτισμός (baptismós) – cerimônia de purificação, batismo, ablução, lavamento.

Observe que NUNCA baptismos ou baptizô tem o siginficado único de imersão.

Continua...

JOELSON GOMES disse...

Quanto as citações de reformadores e etc, é claro que todos sabiam que o palavra batismo PODERIA ser traduzida por imersão, mas isso todos sabems, mas eles mesmos não batizavam por imesão pq sabiam que o siginificado da cerimonia nas Escrituras nunca foi imersão, ou morte e ressureição, mas sempre purificação. Assim, sabendo que:

1- João e a igreja tira seu rito de batismo dos rituais de purificação do AT;

2- Que TODOS os rituais de puridicação do AT onde alguem executa o ato sobre outro algueém é sempre feito por ASPERSÃO.

3- Sabendo que em todas as passagens sobre batismo no NT, nunca exige-se a imersão para tal;

4- E sabendo que que a igreja do NT sempre entendeu o batismo como significando purificação, e que a purificação nas Escritiras sempre teve como seu sinal aspersão. A igreja não trocou o sentido, nem a forma. Batizava por aspersão.

Eduardo Medeiros disse...

anselmo, um texto quilométrico para explicar que o batismo "certo" é por imersão?

entendo por que você foi lá no meu blog e comentou nada, de um texto que para você era nada.

mas como para mim batismos também é nada, não vou comentar nada...


valeu, abraços.

Casal 20 disse...

Pastor Anselmo, tudo bem?

Realmente, é bem difícil essa questão e se fosse simples assim a solução como o Thomas pensa, certamente conseguiríamos em apenas um simples estudo "consertar" toda uma Igreja já dividida pela forma de batismo em todo mundo há séculos.

O problema é que a forma de batismo não está só ligada à raíz da palavra batismo (que é a base do argumento do texto acima, embora seja duro de engolir alguém dizendo "é assim, mas pode ser assado" - não há doutrina que se sustente com uma argumentação como essa), até porque, na história biblica, muitos foram batizados sem a necessidade de se molhar seja por aspersão ou por imersão.

Você acredita que eu conheço uma denominação, por exemplo, que batiza por imersão 3 vezes, se não não vale!. E conheço outra denominação que, compreendendo exatamente a falácia do estudo exegético-histórico que envolve a palavra batizar, recorre à teologia e não simplesmente à exegese.

Na verdade, é a teologia que amarra a exegese e não o contrário (basta ver o caso da doutrina da Santíssima Trindade baseada na palavra... qual palavra mesmo?). Mas, realmente, é muito assunto para discutir.

O que eu poderia falar é que, seja por imersão ou por aspersão, o batismo não salva. A idéia de que tem que ser por imersão três vezes "se não não vale" ou ver um irmão em Cristo ter que ser batizado de novo numa denominação evangélica, porque a essa denominação evangélica não aceita o batismo da outra denominação evangélica de onde ele veio, tudo isso é puro farisaísmo legalista. É separar na forma o que Jesus já juntou no conteúdo.

No mais, se seguirmos por aí, respeitemos a forma e vivamos como um só corpo e um só batismo (Ef 4:4). Este, sim, imprescindível para a salvação: o batismo do ES.

Abraços sempre afetuosos.

Anselmo disse...

Pr Joelson, segundo sua afirmação a palavra baptismo ou baptizô não tem o significado único de imersão mas não seria esse o significado mais correto ou predominante? O posicionamento correto então por parte das denominações e teólogos não poderia por exemplo ser de respeito, levando-se apenas em consideração de que a forma não muda a intenção?

Anselmo disse...

Vejamos ainda algumas opiniões divergentes ou conflitantes das que o irmão defende:A palavra batizar, propriamente falando, é um termo grego (baptizo), adaptado para o idioma português por uma alteração em sua terminação. É o termo sempre empregado por Cristo e seus apóstolos para expressar e definir a ordenança. Que significa tal vocábulo, segundo originalmente usado? Que é que dizem os eruditos do grego? Como é que os léxicos gregos definem esse vocábulo?

Scapula diz: "Mergulhar, imergir, como fazemos com qualquer coisa com o propósito de tingi-la;"

Schleusner diz: "Significa, propriamente mergulhar, imergir, imergir em água."

Parkhurst diz: "Mergulhar, imergir, ou meter em água."

Stevens diz: "Imergir, submergir ou sepultar em água."

Robinson diz: "Imergir, afundar." ...
Martinho Lutero, o fundador da Igreja Luterana, disse: "O termo batismo é grego; em latim pode ser traduzido por Mersio, uma vez que imergimos qualquer coisa em água, para que o todo seja coberto pela água". Works, V. I, pg. 77, 1582.
Melancthon, o mais erudito e hábil colaborador de Lutero, escreveu: "Batismo é imersão em água". Works, V.I pg. 71, 1582.

John Wesley, fundador da Igreja Metodista, diz: "Sepultados com Ele, alude à maneira antiga de batizar por imersão". Nota sobre Rom. 6,4;

João Calvino, fundador do presbiterianismo, escreveu: "Pelas palavras de João 3,23; pode-se inferir que o batismo era administrado por João e por Cristo, mediante mergulho do corpo inteiro sob a água." Com sobre Jo 3,23;

Cave, em sua notável obra sobre as Antigüidades Cristãs, diz: "A pessoa a ser batizada era inteiramente imersa, ou posta debaixo da água." Prim. Christ. P.I. Cap. X, pg. 320.

Grotius, a quem seu biógrafo chama um dos nomes mais ilustres da literatura, da política e da teologia, diz: "Que o batismo era realizado por imersão, e não por derramamento, se entende pelo próprio sentido da palavra, como também pelos lugares escolhidos para administração do rito." Anot. sobre Mat. 3,6; e Jo 3,23;
Referencias encontradas em:http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/OBatismoBiblico-GilbertoStefano.htm

JOELSON GOMES disse...

Pr. Anselmo, graça e paz.

1- Sobre a pergunta se a palavra baptô ou baptizô tem significado preponderante imergir, não, não tem. Observe como a lingua grega da Escritura emprega a mesma. Se o senhor fixer uma pesquisa em todas as ocorrências da mesma tanto na LXX quanto no NT, vai ver que a mesma é empregada ATÉ COMO SINÔNIMA DE RANTIZÔ (aspergir).

2- Os autores que o senhor citou, não quero ser presuncoso, mas o senhor conferiu a erudição deles? Estes autores são os dicionaristas mais usados e reconhecidos mundalmente no idioma grego? E ainda, alguém pode dizer alguma coisa? Mas o senhor pode confirmar nos dicionários de grego que o senhor estas afirmações? Agora veja um exemplo bíblico prático do uso dessa palavra do NT. Em At. 1.5 Jesus diz que os discipulos iriam ser BATIZADOS com o ES, mas quando está descrevendo esse batismo Pedro diz que ele foi um DERRAMAMENTO (At. 2.33), e a palavra é essa mesmo (exstin). Ora, sabendo que aquilo era um batismo pq Pedro não o iterpretou como uma imersão? Mas como uma aspersão? Como disse, nem na LXX nem no NT se sustenta a imersão. Deus abençoes sempre e parabens pelo blog.

Eduardo Medeiros disse...

anselmo, eu não fiquei "nervozinho" não, eu dei a entender que estava nervoso? e você, estava quando foi lá e disse que não ia disser?

o sentido do que eu disse aí em cima, é que o tema batismo para mim é irrelevante. ou seja, não importa quem batiza por aspersão, ou imersão, ou meio aspersão ou meio imersão ou mesmo que não batiza(lembra do ladrão?). isso é irrelevante para o ato simbólico em si.

lembro que estava um dia num batismo e o pastor(que batizava por imersão) ao chegar-se para batizar uma vovô de uns 80 anos, ele sabiamente, pegou água nas mãos e molhou sua cabeça.

a igreja aplaudiu. entenderam que o batismo por imersão não é algo absoluto.

olha, rapaz, pode voltar lá no caminhos(aliás, postei um texto que você vai gostar, cheio de citações bíblicas...rsss) mas pode dizer o que você quiser mas DIGA!!!! RSSSSSS. eu não faço moderação e nem censura de comentário nenhum(por favor, isso não é uma crítica para quem faz, estou falando de mim), recebo lá hereges e não hereges com o mesmo respeito que a minha índole para o debate aberto e franco me fazem ter.

abraços

Márcia Adoradora do Pai disse...

Paz
Vim retribuir a visita e amei o seu blog,só por esta matéria já vi o graú de entendimento que muitos tem sobre alguns temas polémicos, só não sabia que por imersão ou aspersão estava dentro de temas polémicos, com certeza voltarei muitas vezes aqui! Já estou te seguindo, para saber sempre das novidades postadas aqui.
http://mareboucas.blogspot.com
sucesso!!!

Robson - SBC disse...

Ainda bem que quem define a salvação não são os defensores de A ou B, e sim alguém que vê o interior, o coração e as intenções.

Engraçado também, como aqueles que praticam a aspersão aceitam aqueles que foram imersos, porém os que praticam a imersão não aceitam o batismo dos que foram aspergidos. Acho que não seria difícil imaginar de que lado Jesus ficaria se fosse interrogado a respeito destas duas opiniões.

Anselmo disse...

Querido Robson,
Acredito que Jesus ficaria fora desse tipo de discussão,ou que,se manifestasse sua opinião seria mesmo algo parecido com o primeiro paragrafo de seu comentário.Porém considero a discussão válida,no sentido de nos fazer refletir sobre outras coisas, o que não vale é a discussão virar disputa.
Paz!

JOELSON GOMES disse...

Concordo com o Pr. Anselmo. Não podemos ser relativistas do tipo: "de todo jeito vale", temos que ter convicção baseada em investigação séria de nossas crenças, senão, quando confrontados sobre as mesmas ficamos sem saber o que dizer.Não seria essa a causa da surpreendente falta de convicção doutrinária que campeia nas igrejas hoje, e pior, nas lideranças?Quantos lideres preparados para raciocinarem com um Adventista, Testemunha de Jeová, Mórmon,Católico Romano esclarecido? A saída é sempre a mesma: não discuto, ou isso é coisa do demônio. E cada vez mais se produz uma cristandade acéfala. Convicção é problema nesses tempos pós-modernos. Brigas e ódios nunca, exposição de posição com convicção e pesquisa sempre. Deus abençoe a todos.

Alberto disse...

Caro Pr. Anselmo, vejo o batismo como um ritual de purificação, pois em Jo 3.25 diz "Surgiu então uma contenda entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação." e eles estão falando de batismo, logo quando olho para as escrituras não vejo nenhum ritual de purificação efetuado pelos judeus que não seja por aspersão,exemplos: Nu 8.6,8 a purificação dos levitas, Ex 29.21 consagração de Arão, a propria purificação pelo sangue de Jesus é feita por aspersão, 1Pe 1.2 eu desafio qualquer imersionista a apresentar um ritual de purificação no AT feito por imersão, como pois enteria que o batismo seria realizado de forma diferente, se tudo é feito por aspersão?

Anselmo disse...

Caro Alberto.Se eu visse o batismo como um ritual eu não o faria.Não batizaria ninguém.Talvez seja na verdade esse o grande abismo entre uma forma e outra.
Paz!

Frankmar Corrêa disse...

O único Batismo correto é feito só por Imersão(Mergulho)em água em nome da Trindade como ordenou Jesus Cristo.
Aspersão de água Não é Batismo.pois não era assim que os Primeiros cristãos Batizavam,na verdade a Aspersão só começo no seculo II aos poucos e era usada em situação de emergência,isso pouquissimas vezes,em geral o Batismo era feito por Imersão.

jeffeson santos disse...

Gente, o batismo simboliza novo nascimento, sepultar o velho homem... e onde já se viu aspersão representar nascimento? Nascer significa: brotar, vir ao mundo e etc... então é algo que vem de dentro, algo que sai, que aparece.

Frankmar Corrêa disse...

Batismo.

O idioma grego Tem palavras específicas para “aspergir” e “derramar”, mas elas nunca são usadas em relação ao batismo.

A palavra grega para batismo – “baptizo” – significa mergulhar, afundar e nunca “aspergir.

A Palavra Grega para Aspergir-Rantizo significa Aspergir e Não Mergulho.

Os Cristãos sabiam que a palavra “rantizo” significava aspergir e os Cristãos do Seculo I Não usaram a Palavra Grega Rantizo.

Se Deus tivesse a vontade que seus Servos Cristãos praticassem a aspersão, então a palavra “rantizo” seria usada no lugar de “baptizo.”

Isso Prova que o Batismo Valido e só por Imersão.

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