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Morte ao velho homem


“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17).


Muitos cristãos verdadeiros e piedosos homens de Deus têm crido, erroneamente, que basta que a pessoa diga que aceitou a Jesus como seu Senhor e Salvador para que num passe de mágica sua vida seja completamente transformada. Não estou aqui pregando contra a verdade declarada na Bíblia, pois por mais estulto que eu consiga ser, não defendo as Escrituras somente pela razão, embora esta seja soberana, mas pelo amor às coisas de Deus, este maior e mais poderoso que qualquer tentativa de censura ou controle. Mais proveitoso me seria ser completamente estraçalhado e reduzido a pó, do que ser anátema ao Evangelho.



A manifestação mais visível da obra de Cristo na vida do cristão consiste exatamente na transformação que ela produz.

A conversão é capaz de transformar o mais terrível assassino em um homem novo, livre do pecado e de qualquer vício. Essa transformação pode perfeitamente ocorrer imediatamente, conforme a vontade soberana daquele que É o Senhor e Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. Da mesma forma, é também comum, e aceitável, porque humano, que o novo convertido passe por uma fase de adaptação à sua nova vida. A restauração de um viciado, por muitas vezes é trabalhosa e demanda esforço pessoal e por muitas vezes depende também de apoio externo. A Palavra do Senhor diz que todo aquele que nele crer, será salvo. Para isto, basta que se aceite ao Senhor Jesus Cristo como Salvador e como Senhor de sua nova vida. A carne, contudo, continuará lá, batalhando contra a excelência da opção do espírito do novo homem. Quando me converti, eu mesmo sofri crises horrendas de abstinência por falta do cigarro. Muito embora eu estivesse completamente convencido da minha necessidade suprema de me entregar completamente ao Senhor, meu cérebro se ressentia da falta da nicotina, e consequentemente maltratava todo o meu corpo. Da mesma forma, posso citar os testemunhos de conversão de cantores famosos, como é o caso do ex-integrante da banda Olodum, Lázaro, que pode ser ouvido em um de seus CDs, e do ex-integrante da banda Raimundos, que pode ser vistoneste link. Tomo a liberdade de citar estas pessoas, pelo fato de serem pessoas públicas, e desta forma o acesso às suas histórias de vida ser fácil a todos que procurarem. Como neste caso específico o exemplo é positivo e despido de qualquer tipo de juízo de valor, me é lícito.
Temos também o exemplo da ação do velho homem na própria Bíblia:

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus;mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.14-24).
Poderia algum cristão ter suficiente autoridade espiritual para questionar a conversão do Apóstolo Paulo?
Ora, este é o cerne da verdade que defendo neste texto: não basta simplesmente que o novo convertido “declare” que sua vida foi transformada. É preciso ter claro e ser vigilante quanto ao fato de que mesmo como novas criaturas, não somos totalmente incapazes de pecar. O cristão consciente e sincero precisa sempre se lembrar de que ainda vivemos na carne. Esta é a mensagem pregada por Paulo no trecho bíblico citado.
O velho homem é um inimigo muito mais poderoso do que o próprio “inimigo” satanás. O velho homem é terrível! Sem necessidade de “possuir” ou “tomar” o cristão, por já habitar dentro de cada um de nós, ele anda conosco, dorme conosco, come conosco, trabalha conosco, fala através de nossas bocas e vê através de nossos olhos. Aproveitando-se desta proximidade, ele a todos rouba tudo!
Rouba-nos a alegria, rouba-nos a paz, tenta impedir nossa comunhão plena com o Senhor, sendo muito mais inclinado para os efêmeros prazeres deste mundo. O velho homem tenta, a todo custo, encher de pesar e de amargura o coração do novo homem. Luta para tornar-nos emocionalmente imprestáveis, batalha contra a auto-estima e o amor próprio do crente, em sua ânsia por tomar novamente o controle de nossas vidas, fragiliza nosso espiritualidade, tentando impedir-nos de desfrutar de todas as maravilhosas bênçãos que Nosso Senhor nos reservou. Através da ação do miserável velho homem, o cristão se torna insípido, deixando de ser “sal da terra”. Quando acossado por esse inimigo impiedoso, o crente não pode mais ser “luz do mundo” não se enxergando mais nele o brilho e a formosura de Cristo. O velho homem ainda guarda em si o ranço do pecado que milita para afastar o novo homem de Deus e da sua salvação. Pobre e miserável do homem que não atenta para este perigo. Quando esquecido, o velho homem volta a trazer à tona a intolerância, a falta de amor, o temperamento ríspido, a dureza das palavras e a moleza do caráter. Esta ação silenciosa do velho homem faz com que o cristão se veja na triste situação em que o Apóstolo Paulo flagrou os coríntios, quando os advertiu:
“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?” (1Co 3.1-3).
Isso é o que pode fazer o velho homem a cada um de nós. Pode tornar-nos homens piores, portadores de tudo quanto repele a Santidade do Senhor e extingue do crente o Espírito Santo, transformando os crentes nos lamentáveis e grotescos seres descritos nas Escrituras:
“egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2Tm 3.2-5).
Morte ao velho homem!! Meu desejo é que cada crente possa matar, lentamente, à míngua e sob tortura o velho homem que traz dentro de si. Façamos isso com rigor e com firmeza. A Palavra do Senhor nos dá a receita pra que possamos vencer esta tão dura e necessária peleja:
“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Fl 4.4-8).
Em sua infinita bondade, o Senhor inspirou seu servo para que ele mesmo nos ensinasse a combater o velho homem:
“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai….”. (Cl 3.12-17).
Desta forma, poderemos cada um de nós dar conta se seu próprio inimigo íntimo, a saber o velho homem carnal e avesso às coisas de Deus, para que possamos todos quando chegada a hora, desfrutarmos das infindáveis bênçãos de Nosso Senhor Jesus Cristo, com Ele habitando na glória por toda a eternidade, Servindo em pessoa ao Criador de tudo o que há, ao qual haveremos de ver face a face!!!
ViAquiPalavra que liberta

2 comentários:

Casal 20 disse...

Pastor, que vídeo bárbaro! Muito forte, muito bom!

Concordo com o estudo, quanto ao fato irrefutável de que devemos matar o nosso velho homem (e que trabalho isso dá!), mas entendo a santidade exatamente como essa briga do Espírito Santo dentro de nós contra as obras da carne desse velho homem. Assim, acredito eu, estamos melhor agora, porque antes, fosse em nome de alguma moral ou da religião, jamais poderíamos obter vitória contra as obras imúndas da nossa carne. Agora, contudo, quando sabemos que não são ritos ou leis que converterão a nossa carne a Deus, há o ES em nós: este lutador, esse boxeador que haverá de nocautear indubitavelmente a nossa velha natureza para a Glória de Cristo, que é Aquele que não desperdiçou a morte dele por mim na Cruz!

Abraços sempre afetuosos, pastor.

PS - Obrigado pelas palavras sábias lá no nosso blog e pela visita sempre carinhosa.

Casal 20 disse...

Pastor, acabei de chegar lá do blog da Rô e o post lá dialoga com o seu. Achei muito interessante ter lido os dois (este e o dela). Ambos abordam perspectivas acerca da nossa relação com a salvação.
Muito bom.

Agora, estou com os dois posts na cabeça dialogando.

Abraços sempre afetuosos.

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