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Do capítulo "Ah,a intolerância dos tolerantes ".Ou :A surpresinha e a democracia


Cuidado com a gaystapo
Talvez eu viva em outro planeta, mas eu nunca tinha ouvido falar de uma drag queen chamada Nanny People e de um apresentador da TV Record chamado Marcos Mion. Não é que eu seja íntimo só de coisas consideradas da cultura superior. Conheço Tião Carreiro e Pardinho, Tonico e Tinoco, Zilo e Zalo, Pedro Bento, Zé da Estrada e Celinho, Cascatinha e Inhana, mas aqueles dois, nunca! Leio na Folha Online que Nanny foi ao programa do rapaz. De entrevistas? Sei lá! Ele teria dito que ela tem “surpresinha” e indagado o que ela “faz com o pacote” na hora do banho. Creio que se referisse, nos dois casos, ao pênis do interlocutor, quiçá àquilo que a medicina chama bolsa escrotal. Não entendi a curiosidade sobre o banho. Por que ela teria de esconder? Não me respondam porque desisti das coisas muito difíceis… Prefiro Schopenhauer; é mais simples.


Pois não é que entidades gays, essas GLBTTXYZ da vida, decidiram processar Mion e a Record? Consideraram a fala do apresentador preconceituosa. A própria entrevistada parece ter ficado meio irritada —  talvez seja do tempo, felizmente pra ela, em que se dizia que “bicha burra nascia morta”. Informa a Folha Online:
“Nany People afirmou ter ficado surpresa ao descobrir que Marcos Mion está sendo processado por comentários feitos quando a entrevistou. ‘Atenção, analfas: nada tenho a ver com o tal processo movido contra Marcos Mion e a Rede Record pela tal ONG’, comentou no Twitter, após a repercussão do caso. ‘Soube do processo e também pasmei!’”
Ela deve ser do interior de São Paulo — esse emprego da palavra “pasmar” é típico. Adiante! Vejam aí. A tal lei que criminaliza a homofobia nem foi aprovada, e já se vêem manifestações como essa. O que querem esses militantes? Haverá também uma lei para criminalizar a piada? Se o que aconteceu foi só isso que informa a Folha, cadê a ofensa? Chamar o bingolim de alguém que se veste de mulher de “surpresinha” é, assim, algo tão despropositado como um gracejo, que, nitidamente, não ofendeu o entrevistado — ou entrevistada?
Atenção! Isso é pinto — sem trocadilho! — perto do que pode vir se a tal lei for aprovada. Algumas lideranças do movimento gay estão tomando um rumo estúpido, fascistóide, intolerante, que acabará contribuindo para a segregação. A ser assim, chegará o tempo em que os heterossexuais evitarão a convivência com homossexuais porque temerosos de que acabem na barra dos tribunais. O mesmo farão os programas de TV. As empresas, discretamente, preferirão não os contratar. Vejam que, para surgir um processo, nem mesmo é preciso que a pessoa supostamente ofendida de manifeste. Quem entra em ação é a “categoria”. Pergunta: e se fosse um homossexual a ter dito aquelas mesmas coisas a Nanny? Também seria processado por homofobia? O que está sendo criminalizado? A palavra?
Ao contrário do que dizem esses militantes, o Brasil é um dos países mais tolerantes do mundo com os gays. Basta assistir à novela das 21h. Está aí o milionário deputado “pobrezinho” Jean BBB Wyllys; Roberta Close já chegou a ser considerada uma das “mulheres” mais bonitas do Brasil… A tal Parada Gay é gigantesca, com a carnavalesca adesão de heterossexuais.
Seria prudente que as lideranças moderadas dos gays dessem um jeito de conter seus radicais. Estão confundindo defesa de direitos com intolerância. Estão preferindo bater a “surpresinha” na mesa à convivência democrática. É um caminho que fatalmente conduz à discriminação. E que alimenta adversários intolerantes.
Por Reinaldo Azevedo
Vi AquiVeja

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