Escravo ou livre?

Saulo de Tarso era um homem extremamente inteligente, e, sua formação fazia inveja aos de sua época. Era homem capaz, apto em lidar com todas as coisas. Era ainda um homem confiante e servia a Deus com toda devoção. Talvez Saulo fosse mesmo o que poderíamos chamar de um homem livre.
Certa vez quando liderava um grupo dirigindo-se a Damasco para ali fazer prisioneiros alguns Cristãos; subitamente uma forte luz o rodeou e Saulo foi lançado cego ao chão.

Depois desse episódio a vida daquele homem mudaria drasticamente e para sempre. A mudança de seu nome Para Paulo revelar-se-ia em breve apenas um pequeno detalhe.
Uma das definições do dicionário para a palavra escravo é: “Cativo, o que vive em absoluta sujeição a outrem”. Sabendo isso, preciso afirmar uma coisa, todos nós na verdade somos escravos, escravos de um de dois poderes, ninguém no universo pode exercer livremente sua própria vontade, somos escravos de nossos argumentos ou somos escravos de Cristo.
Nossos pensamentos são controlados por um desses dois poderes, o poder de nossas argumentações ou o poder do Senhorio de Cristo.
O que se acostumara guiar agora jazia cego; aqueles três dias em jejum e oração fez com que todas as suas intenções fossem dissolvidas, ele não só abandonou sua tarefa em Damasco, como também jogou fora todos os seus motivos para estar ali. Paulo não retornou a Tarso, tão pouco a Jerusalém, pois entendeu que a partir daquele momento ele tinha rejeitado para sempre o poder de suas argumentações para se render em definitivo a autoridade de seu Senhor.
Quando escreveu sua segunda carta a Igreja de Corinto no capitulo 10 verso 4 e 5 Paulo afirmou: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas;”
“Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;”
Essa sem dúvida foi a mais contundente afirmação feita em relação aos dois poderes que governam nossa vida, o poder de nossos argumentos, aquele que muitas vezes nos põe a caminho de Damasco julgando estarmos fazendo a vontade de Deus. Damasco simboliza nossa própria vontade, representa nossa vontade de servir a Deus tomando por base nossas argumentações. Quando, porém, somos envoltos por uma grande luz todo o nosso entendimento é levado cativo à obediência de Cristo e então nos tornamos de fato livres.
Pr Anselmo Melo

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