22/03/2011

Ofensiva Gay a Igreja - Deputado Gay Jean Wyllys

Ganhador do BBB, deputado do PSOL defende casamento gay e critica "fundamentalismo" cristão no Congresso

NOTA:Essa é parte da entrevista desse sr a revista VEJA em 28/02. a inconsistência de seu discurso é claro porém nos revela que precisamos sair do discurso para a prática.
Já temos a lista com os nomes e e-mail de todos os congressistas, estamos agora preparando alguns textos e a idéias é "entupir" a caixa de entrada dos deputados com nosso repúdio ao que entendemos ser uma afronta aos valores da família e aos princípios Cristãos.
Por favor meus irmãos, precisamos de ajuda para executar essa tarefa.São centenas de e-mails e seria impossível fazermos isso sozinhos. Caso possa e queira nos ajudar me mande um e-mail para: pranselmomelo@gmail.com
Você vai receber uma lista de e-mails para onde você deverá mandar os texto que vamos sugerir ou você se desejar pode criar um. O importante e que passemos do mero discurso para a prática.
Grato.
Pr Anselmo Melo

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) é uma figura peculiar no Congresso. Primeiro, por ser o único homossexual assumido entre os 594 parlamentares. Segundo, por ser um dos três integrantes da minúscula bancada do estridente PSOL. Terceiro: como ex-participante do Big Brother Brasil, programa do qual foi vencedor em 2005, é um integrante da chamada "bancada dos famosos", embora se sinta desconfortável com o rótulo. Na semana passada, em seu primeiro discurso na Câmara, levantou uma bandeira polêmica: a institucionalização do casamento gay - e não só da união civil, ele ressalta - na Consituição Federal. Wyllys conversou com o site de VEJA.
Em discurso, o senhor prometeu trabalhar para aprovar uma proposta de emenda à Constituição que institucionalize o casamento gay. Será sua principal bandeira? Pretendo ter uma atuação ampla na defesa dos direitos humanos e sociais. Antes de ser deputado, sempre fui ligado ao movimento GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis). Tenho que prosseguir e atender às demandas desse grupo. E a PEC do casamento civil é uma demanda do movimento há muito tempo. Este é o primeiro projeto na área de direitos humanos e de minorias que eu proponho.
Já há um projeto no Senado tratando da união civil. A proposta do senhor é diferente? Tem diferença, sim. Os heterossexuais podem optar pelo casamento ou pela união estável. Os homossexuais não podem optar por nada porque eles não têm direito a nada. O Judiciário está em vias de fazer valer a união estável para todo o Brasil, mas os gays precisam recorrer à Justiça para ter o direito a isso.  Estou propondo uma coisa diferente: uma alteração na Constituição que passa a estender o direito do casamento civil ao conjunto da população. Se o estado é laico, se os homossexuais têm todos os deveres civis, ele tem que ter todos os direitos civis. Eu faço questão de falar em casamento civil entre homossexuais. A simples expressão "casamento gay" gera um equívoco na cabeça das pessoas, a ideia de que está se pleiteando o casamento nas igrejas cristãs. Não é isso. É o casamento civil.
O senhor tachou a maior parte dos deputados de “fundamentalistas cristãos”. Não teme criar uma animosidade com um grupo influente? Não marquei posição de maneira a criar animosidades. Mas o que obstrui a extensão da cidadania a grupos minoritários no Brasil é uma interpretação equivocada dos  parlamentares fundamentalistas. E eu faço uma distinção: existem parlamentares cristãos que não são fundamentalistas. Os fundamentalistas são aqueles que nem sequer querem sentar para um debate. Nenhum valor cristão está sendo violado, é uma questão de tratamento civil. Como pedir, hoje, para os negros sentarem nos bancos traseiros dos ônibus. É simples assim. Não estou fazendo uma crítica dos cristãos de uma maneira geral.
Mas há quem argumente que o casamento é uma instituição que nasceu com a religião, e que não pode ser dissociada de sua origem. Uma pessoa que não quer dissociar o casamento civil da relação religiosa é alguém que quer fundar um estado  teocrático, que vai contra o princípio republicano: a ideia de que estado e igreja vivem separados, e de que o estado não tem paixão religiosa nem pode se orientar por princípios de uma religião. Ainda mais num país diverso culturalmente, com a pluralidade religiosa com a nossa. É um absurdo.
O senhor rompeu com a Igreja Católica por causa da homossexualidade? Eu me engajei muito cedo no movimento pastoral da Igreja Católica. A teologia da Libertação é muito forte, especialmente nos bolsões de pobreza. Muito cedo, eu me engajei na fé católica e no movimento pastoral. Era uma igreja muito mais comprometida com a questão social, entendia que a gente precisava construir aqui o reino dos céus. Mas chegou um momento em que, do ponto de vista pessoal, o Cristianismo já não me dava mais as respostas que eu queria. Na medida em que o papa insiste numa demonização da homossexualidade, não me cabia mais seguir. E aí me abri para as regiões afro-brasileiras. Estudei isso, sou professor de cultura brasileira.  E hoje eu posso dizer que sou um simpatizante dessas religiões.
O senhor disse ser o primeiro homossexual militante e “sem homofobia internalizada” a chegar ao Congresso. Foi uma referência direta ao ex-deputado Clodovil? O Clodovil nunca teve um engajamento gay. Ele acabou fazendo um ativismo involuntário, porque era homossexual assumido e estava na TV. Ele era adorado pelas senhoras que votaram nele, pelas donas de casa. Se o Clodovil se levantasse como um ativista, não seria adorado pelas senhoras. O Clodovil tinha homofobia internalizada. Ia a público se colocar contra as bandeiras do movimento. Não foi uma nem duas vezes que ele deu declarações à imprensa contra o casamento gay. Fazia até deboche disso. “Detonou” a parada do orgulho gay, quando foi perguntado. Embora fosse homossexual assumido, ele não levou essa discussão para o Congresso Nacional. Eu tinha até uma relação pessoal com ele, era um cara que me respeitava bastante, mas a verdade é que ele não carregava nem defendia essas bandeiras.

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Anselmo Melo
Anselmo Melo, Carioca, casado e pai de três filhos (herança do Senhor). Pastor Evangélico e empresário. Moro atualmente no Estado de São Paulo onde pastoreio a Igreja de Nova Vida em Limeira. Sou fundador e presidente da Associação Projeto Resgate Vida.

12 comentários:

  1. É hora de "arregaçarmos a manga".Passar do discursos para a ação.

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  2. Caro Pr. Anselmo, paz. Gostaria de conhecer, com muito prazer, este movimento em defesa da Igreja e da família que estás articulando, para apoiá-lo também em todos os sentidos. Vou adicionar seu Email.

    Informo-lhe ainda, que o respeitadíssimo Instituto Plínio Corrêia de Oiveira, criou um Movimento similar dirigido aos deputados e senadores, que já conta com 2.518.552 (Milhões) de assinaturas, para protestar contra o PNDH III que daria TOTAIS poderes ditatorias ao Movimento Homossexual para esmagar a Igreja em todos os sentidos. Vale a pena divúlgá-lo em seu Blog também.

    Entre nesse meu link e veja a Matéria, caso não tenha visto.http://resistenciacristaj.blogspot.com/

    Título:

    MAIS DE 2,5 MILHÕES JÁ ADERIRAM AO ABAIXO-ASSINADO CONTRA PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA DISFARÇADA DE "DIREITOS HUMANOS", PNDH III. MILITARES SERÃO HUMILHADOS.

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  3. Querido Conf. Ricardo.
    Tenho conversado com alguns irmão na blogosfera e surgiu a idéia de nos mobilizarmos de alguma forma.Estou fechado com essa questão e agradeço a Deus por sua vida e a de tantos outros irmãos que tem se preocupado com os rumos de nossa nação.Acredito que qualquer iniciativa, por mais singela que seja somada a tantas outras tem um peso.Tem muita gente que fala em orar,mas,na verdade nem oram e nem agem.Enquanto isso o inimigo ganha terreno.No momento estamos nos concentrando em mandar o maior número de e-mails possível para os parlamentares, informando que não assistiremos de braços cruzados,fazendo pressão.
    Estamos juntos!
    Paz!

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  4. vcs são ridículos...

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  5. Espero que não tarde o dia do julgamento final e vocês possam ser julgados por tudo que vocês andam fazendo contra a comunidade LGBTT... A justiça dos homens falha, mas a de Deus nunca... e eu acredito nele

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  6. o que seria isso"Comunidade LGBTT? Uma classe distinta de gente mais digna que o restante da população e por isso querem ter uma legislação especifica tratando do que acham ser seus direitos?Francamente.Isso é uma vergonha!

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  7. Graça e paz pr Anselmo, estamos juntos nessa, sinta-se à vontade em enviar-me a lista de deputados. O que mais me preocupa é observar o descaso e a incompetência da maioria de nossos "ilustres" deputados que assinam qualquer coisa sem ao menos se dar ao trabalho de ler o que está assinando.
    Dê uma olhadinha nesse vídeo, abraços...

    http://www.youtube.com/watch?v=ZbCB5pv33wE&feature=related

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  8. Obrigado Anderson. Vou encaminhar a lista e algumas sugestões de textos.Infelizmente esses são "nossos" representantes.
    Paz!

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  9. Por que tanto odio ?

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  10. Anônimo, você teria de perguntar isso ao dep.Jean.É de lá que ele esta saindo.

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  11. saudades do Clodovil...ele pelo menos sabia se portar com decoro, elegância e respeito!!!

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