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Vendi os meus melhores anos



Abner era um daqueles comerciantes que fazia com que prosperasse tudo o que colocava a mão. Ainda novo começou e fez crescer um grande império. Vendia suas especiarias aromáticas por todo mundo antigo com acesso pelo mediterrâneo.
Ainda jovem ele decidiu que não queria constituir família, não queria ter ninguém esperando por ele e nenhum compromisso que o impedisse de gozar a vida da maneira que bem entendesse.
Abner ganhou muito dinheiro e prestígio. Junto vieram falsas amizades e todas as mulheres que desejava ter.
Os anos também passam para quem tem dinheiro e prestígio. Já velho ele conheceu por acaso uma jovem, ela era sobrinha de um funcionário antigo.


Mundano, porém honesto e muito sincero ele fez uma proposta para a moça.
Quer me vender sua juventude? Sim, eu quero comprar seus melhores anos.
Para a moça formosa, pobre e ambiciosa aquela oferta caiu muito bem.
Assim começou o que seria mais tarde o fim trágico de uma quase relação entre um homem e uma mulher.
Lívia tinha a pele morena, bem bronzeada, um corpo perfeito, e, muito desejo de ser rica.
Aceitou no inicio ser tocada e usada por aquele homem que tinha bem mais que o dobro de sua idade. As roupas finas, as jóias, tantos presentes fora de hora faziam com que ela se submetesse aos caprichos e desejos sexuais de um homem que já não se satisfazia com nada.
Não era só a diferença de idade que agora assombrava seu sono todas as vezes que adormecia. A simples lembrança da pele enrugada tocando-a, e das coisas pouco ortodoxas que ele exigia que ela fizesse durante seus momentos de intimidade faziam com que ela acordasse sobressaltada muitas vezes durante a noite.
Ela nem percebeu mais já havia se passado dez anos. Abner estava bem mais velho, mais acabado, seus gostos, no entanto, ainda eram nojentos e cada vez mais pervertidos. Nenhum presente, nenhuma jóias, dinheiro algum agora abrandavam o sentimento de dor e desespero que tomavam conta de todas as horas do dia daquela não mais tão jovem mulher.
Em meio a uma discussão costumeira entre os dois Abner jogou-lhe na face aquilo que Lívia em seu intimo já sabia, mas temia ter de admitir. _ Eu comprei sua juventude, e por bom preço! Bradou o homem em tom furioso.
Em um súbito ataque de raiva, movido pela desesperança e consciência do mal que ela mesma lhe tinha feito, Lívia pegou um busto de ferro que estava sobre a mesa de cabeceira de sua cama e atirou em Abner. Ele estava de costas e o objeto acertou em cheio a parte de traz da cabeça. O corpo caiu para frente de uma só vez, havia sangue jorrando de sua cabeça.
Era o fim, foi o fim. Ela gritou desesperada por ajuda, logo apareceram alguns vizinhos que constataram que nada podia ser feito. Abner estava morto!
Lívia foi recolhida a prisão e condenada a passar o resto de seus anos presa. Abner não tinha herdeiros, Lívia também não. Os bens foram recolhidos ao erário público. Nada restou. Apenas essa história, que passou a ser contada de geração em geração, passada de pai para filho. A esperança é que essa triste lição faça com que as pessoas no futuro reflitam sobre o verdadeiro valor da vida. Que o dinheiro é importante mais não é tudo, e existem coisas que jamais devemos negociar. Valores são eternos e conduzem a eternidade, não é mercadoria que encontramos na prateleira do mercado.

Não venda os seus melhores anos.
Pr Anselmo Melo


Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.
Salmo 90:12
Pr Anselmo Melo
Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais terá sido mera coincidência. 

7 comentários:

Francisco de Aquino disse...

Pr.Anselmo,parabéns pelo blog,é muito edificante,Deus seja contigo e ficarei feliz com sua visita ao www.solascriptura-scriptura.blospot.com

Luciano disse...

A Paz!
Infelizmente desde os tempos antigos, da boca para fora, falam que o melhor é Ser, mas se alguém tiver o Ter é preferido, mesmo não tendo o Ser.

Triste história, mas com um final bem contemporâneo.

Graça e Paz!

Anselmo Melo disse...

Verdade mesmo Luciano.Essa completa inversão de valores não é coisa de hoje.
Obrigado por seu comentário.
Paz!

Anderson Rogerio Andujar disse...

Triste verdade Pr Anselmo.

Aproveito para desejar à todos um bom ano e lhe parabenizar pela cara nova do blog, ficou muito bom, parabéns não apenas pela estética, mas principalmente pelo conteúdo deste blog...

Paz.

Anselmo Melo disse...

Muito obrigado Anderson por seu carinho e incentivo.Que o melhor de Deus esteja sobre sua vida hoje e sempre.
Paz!

René disse...

Anselmo,

"Não cobiçarás" não é um mandamento: é o melhor conselho que alguém pode dar a quem ama!

Abração e continue na Paz!

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Pr. Anselmo Melo,

A paz do Senhor1

Seu texto é uma ficção que retrata a realiadade de muitas pessoas.
A moça do texto negociou sua juventude, e outros, a paz, o amor, a consciência tranquila e até mesmo a vida eterna.

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Um grande abraço!

Seu conservo,
Pr. Carlos Roberto

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