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Cansei dos Cansados!

Cansei!
Não agüento mais ler textos do tipo “a igreja não presta”, “Deixei a igreja para ser cristão”, “a religião é uma porcaria”, “depois que abandonei a igreja é que entendi o que é ser cristão”, etc...
Não! Não falo daqueles que, ao criticarem a religiosidade (e não a religião) e o institucionalismo (e não a instituição), nos desafiam a, em comunidade, buscarmos um meio de “oxigenarmos” algo que parece estar empoeirado e sem vida.
Os que criticam, mas permanecem DENTRO, lutando para que o monstro perca a viscosidade e o lodo que assim lhe fizeram e que se volte ao “primeiro amor”, ou à missão integral... estes têm meu respeito e admiração. Faço coro com eles.


Mas cansei  daqueles que falam por falar... que entraram na moda (sim, porque agora é moda) de detonarem a instituição por nada! Gente que não tem compromisso com um grupo local e que, através deste, quer mudar o quadro triste em que nos encontramos não tem meu tempo, que já é escasso, para seus exercícios de “francos-atiradores”.
Cansei daqueles que vociferam contra a “instituição oficial” e criam “instituiçõezinhas” paralelas, com a mesma estrutura, mesmo “formato”, mesma liderança... até porque são formados pelo mesmo tipo de problema da “religião”: pessoas!
Cansei da “apologética” que nada mais é que um humor nonsense , desprovido de compromisso com a Palavra, sem propostas significativas para o que se fazer “no lugar de”. A estes, cabe a mesma crítica que faço ao liberalismo teológico: destroem sem ter nada para construir depois.” Isto é iconoclastia, e não crítica construtiva! Esses nunca souberam o que é a apologética e envergonham aqueles que nos séculos de cristianismo a fizeram às custas de muito estudo, cuidado e zelo.
Cansei!
Cansei porque mesmo achando a RELIGIOSIDADE um câncer no meio da igreja, entendo a religião como algo inerente ao ser humano, que já nasce com essa “falta”, com esse desejo de se “re-ligar” a algo ou alguma coisa. Bater na religião por causa da religiosidade é como desfazer-se da política, como ciência e realidade de um povo, por causa dos políticos e do mau uso que fazem daquilo que deveria ser bom.
Cansei porque mesmo considerando um absurdo e um abuso o que muitos pastores fazem em relação ao dinheiro, sugando literalmente o suado trabalho de seus “fiéis”, valendo-se de ameaças e maldições para aqueles que não lhes entregam os bens, ainda acredito na liberalidade e na validade ainda para hoje dos princípios de sustento e manutenção da obra através de dízimos e ofertas, como frutos de gratidão e consciência.
Cansei porque mesmo não fechando os olhos para os inúmeros pastores pilantras e suas igrejas alienadas, ainda acredito que haja gente séria à frente de ministérios sérios e que há, SIM, igrejas onde a instituição está a serviço do povo e não o contrário. Acredito que aqui e ali, ainda encontramos gente sincera, honesta e que quer realmente ser igreja, UNS COM OS OUTROS, porque entenderam que NÃO EXISTE IGREJA SEM COMUNIDADE!
Cansei porque mesmo sabendo das imperfeições da igreja local é justamente por isso que entendo a graça manifesta no meio da comunidade, onde há a troca de experiências, o “suportar-se uns aos outros”, onde o defeito do outro não é maior que o meu (antes me ensina e me alerta), e JUNTOS, experimentamos da graça que nos une, perdoa e nos transforma dia-a-dia, na nova criação de Deus, sinalizando seu Reino de justiça e amor, apesar de nossas imperfeições.
Cansei!
Quero fazer diferença onde eu estiver, no meio do povo, sem pensar que “me excluindo é que consigo realizar o que Cristo quer”. Isso não existe.
Repito: Só há cristianismo ou “evangelho do Cristo” como preferem os puristas, na vida em comunidade, porque mesmo Deus desconhece a solidão, e existe em comunidade: a trindade! Quando dizemos que podemos viver a vida do Cristo sozinhos, ofendemos a Deus e sua unidade na diversidade trinitariana.
Cansei, mas minhas forças se renovam ao ouvir gente como Ed Rene Kivitz, Ricardo Gondim, Carlos Novaes, Ricardo Barbosa, Valdir Steuernagel, Robinson Cavalcanti, entre outros... que mesmo reconhecendo a fragilidade (e acho que essa fragilidade é boa) e os defeitos da instituição, a criticam para mudá-la, colocando-a no devido lugar, como serva das pessoas que se reúnem e não como senhora de seus desejos e caprichos.
Àqueles que criticam por criticar... que “cansaram”, mas estão “descansando em seu cansaço”, perdoem-me... cansei de vocês!

José Barbosa Junior

5 comentários:

Wendel Bernardes disse...

Eu sou um pouco assim pastor...
De uns tempos pra cá não tenho outra voz senão aquela que não se cansa de roquiar-se falando as mesmas coisas a respeito das infrutíferas modas e criacionismos (sem trocadilho) dos evangélicos!

Já estive 'desigrejado' (como se isso fosse possível, já que Igreja somos nós e não um prédio ou uma isntituição) e lá ví, que troquei a liturgia claustrofóbica pela "religião da liberdade para ser preso a outra religião".

Hoje estou vinculado e atuante em minha Igreja local.
Não porque Deus me revelou com profecia de glória e luz (com efeitos pirotécnicos de fazer a prefeitura do Rio corar de vergonha), mas porque entendi uma coisa... remédio dentro do frasco não faz efeito e perde a validade.

Então,
Leciono para novos obreiros na área da música,
ministro louvor com a congregação,
prego, dirijo cultos, frequento reuniões....

Pois creio que as 'Bocas' devem clamar próximo dos ouvidos e não dentro do quarto escuro.

Nosso quarto é lugar de clamar a Deus, mas aos homens se clama nas esquinas, e porque não dizer, nos templos!?


Creio que "falam demais aenas os que não têm nada a dizer"...
Boa postagem, fecho com você em muitos aspectos!

Paz!

disse...

Meu Deus, maravilhoso o texto, também ando cansada disso tudo de só reclamação.Gostei mesmo, pelo menos um texto coerente em favor da instituição. Paz!

Anselmo Melo disse...

Glória a Deus por sua vida Wendel e por tantos outros iguais a você que assim como eu são Igreja,corpo místico de Cristo aqui na terra.
Na verdade considero covardes aqueles que atiram pedras mas nunca se posicionam. Também creio assim, vamos mesmo clamar, testemunhar da vida de Cristo em nós, ensinar não o caminho mas como caminhar no caminho.
Que o Senhor seja com você. Sempre!Paz!

Marcello Vieira disse...

Nossa! Sabe quando você lê um texto que diz tudo o que você está pensando? Como eu tenho refletido nessas coisas nos últimos tempos! E esse comentário do Wendel veio como um complemento testemunhal perfeito, principalmente aqui: "troquei a liturgia claustrofóbica pela "religião da liberdade para ser preso a outra religião".

Parabéns Anselmo!

Pr. Anselmo Melo disse...

O texto é mesmo ímpar no sentido no sentido de colocar para fora com clareza o que está no coração de muitos. Ainda há esperança!É o sentimento que inunda meu coração quando leio coisas assim.
Um grande abraço meu irmão.
Paz!

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