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SETE TIPOS DE IGREJA


Que se saiba, antes de Mateus 16.16-18 ninguém pensou em estabelecer uma Igreja.
Após o Dia de Pentecoste, muitos têm fundado a sua. Alguns têm, inclusive, tentado afundar a de Cristo.
Hoje existem igrejas e igrejas. Igrejas de todos os matizes. Igrejas de todos os sabores, para todos os apetites.
Igrejas que não se envergonham de Cristo e Igrejas que O envergonham.
Igrejas com nomes sagrados, outras com títulos exóticos.
Muitíssimas igrejas que fazem rir, poucas que fazem chorar. Destas, algumas, porque são dignas de compaixão. Outras, pela grande paixão que nutrem por Cristo e Seu Evangelho.


  1. IGREJA-PARLAMENTO.
    Trata-se da igreja cujos líderes quem vê-la politizada. A igreja de heranças gregas. A igreja das elites governantes, que dominam as massas ignaras. Esta é a igreja que faz eleições para auxiliar de porteiro, suplente de diácono, segundo secretário da EBD, etc. E vai até os mais altos escalões.

    Mas isto é apenas um trampolim. Ela está, de fato, treinando desde cedo seus futuros obreiros para as grandes pugnas. As eleiçõespresidenciais.

    Todo mundo sabe que uma igreja que faz campanha nacional para eleger o presidente de sua diretiva, e o faz no mesmo estilo político brasileiro, não tem mais o direito de se dizer detentora de um poderoso Avivamento.

    No Avivamento a Igreja é conduzida pelos seus apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, Ef 4.11.

    Com a falta destes, especialmente os primeiros e os últimos, os presidentes são embalados pela visão democrática, atropelando e anulando o modelo teocrático do Novo Testamento.

    É fácil encontrar alguém da Igreja-parlamento. Veja dois de seus obreiros conversando em uma esquina qualquer. Chegue de mansinho. O assunto é único: "em quem você vai votar?" "Desta vez, quem leva"? "E agora, teremos um novo tempo"? "Que tal, chegou mesmo o tempo da renovação?".

    Permitam-me, leitores amigos, dizer-lhes que me cansei de ouvir isto. Eu me cansei, como você também se cansou.

    Nem o paciente Jó agüentaria.

    E o Dono da Igreja, como se sente? Só que Ele não fundou a Igreja-parlamento.
  2. IGREJA CLUBE
    Igreja-clube é a igreja da carteirinha.

    Carteirinha quando aceita a Jesus, carteirinha para fazer o discipulado, carteirinha para ser batizado, carteirinha depois de ser batizado, carteirinha para entrar no Círculo de Oração, e principalmente carteirinha para participar de cultos de membros.

    E, o mais importante, carteirinha para os eventos eleitorais de magnitude, os grandes clássicos. Você sabe a que me refiro.

    A igreja-clube está modernizada. Totalmente informatizada. Ela se apaixona pelas estatísticas. Ela tem um site de alto quilate. Quase todos os seus administradores possuem curso superior.

    Pena que alguns não podem assistir os cultos da semana porque estão discutindo um projeto na Câmara, talvez para conceder o título de cidadão benemérito a um excelentíssimo feiticeiro ou a um por todos sabido ser corrupto.

    Pode ser também que não possam estar na próxima Ceia porque vão prestar exame na Faculdade, onde estão aprendendo com os santos da mitologia grega e os venerandos pais romanos, as regras e os cânones ideais do Reino das Trevas, para serem devidamente adequados e aplicados na Comunidade dos Redimidos pelo Sangue de Cristo.

    Tão bem se saem, que certas reuniões da Igreja já se confundem com famosas sessões de jurado, nos muitos tribunais da Nação.

    Em consequência de tal descalabro, a Igreja-clube se vê hoje atada por regras que a torturam, sem esperança de uma nova liberdade.

    Finalmente, se conhece a igreja-clube porque, à semelhança destes, frequentemente ela consegue fartas doações de patrocinadores que injetam milhões para sanear suas finanças.

    Daí surgem lindas construções físicas, apesar das anêmicas e feias construções espirituais.
  3. IGREJA-TEATRO
    A sociedade está se surpreendendo de ver o rápido e progressivo surgimento de muitas igrejas-teatro.

    São as igrejas dos espetáculos.

    As igrejas dos jogos de luzes, clonados fielmente dos piores shows que o diabo oferece para seus fregueses.

    Somente um alerta: quando os piores pecadores se sentem muito à vontade na Casa de Deus é porque ela deixou de ser Casa de Deus, lugar de quebrantamento e contrição.

    Não foram necessários muitos anos para se proceder à substituição de palavras do Evangelho por termos da mídia.

    O vocabulário profano acaba de decretar a falência do sagrado.

    Canta-se alguma coisa que nem fala de Deus e se rotula de adoração.

    Cantora agora é estrela.

    Homem de Deus é astro.

    Pregadores viraram artistas. (Alguns na verdade o são. E, diga-se de passagem, muito bons como artistas).

    Evangelho é gospel (viramos todos americanos, para não termos que nos expor ao ridículo de popularizar essa estranha palavra, Evangelho).

    O público que os apóstolos chamavam respeitosamente de varões irmãos, agora tem um novo nome: galera. Exatamente como nos arraiais de Faraó.

    Esse é o público dos autógrafos, das mil-fotos-dos-celulares, dos gritos ensaiados, da ausência mortal de reverência.

    As diferenças entre ontem e hoje estão caindo, como avalanche.

    Que pena, o muro de separação está ruindo. Malaquias 3.18 está começando definitivamente a perder o sentido.

    Quando se responde ao pregador com assovios, e ele os aceita, é porque esse cidadão foi despojado de toda sua autoridade espiritual.

    Quanto tempo durará o espetáculo da igreja-teatro?
  4. IGREJA-SHOPPING
    Você sabe do que estou falando.

    Estou falando dos Congressos que são feitos para vender mercadorias. Estou falando dos grandes eventos que são realizados para "alavancar a obra social da igreja" com a venda de pipocas, camisetas, quibes, biquínis, ternos, canetas, bicicletas, toucinho, óculos, pentes, carne de porco, carros, abóboras e motos,

    Mas não estou falando apenas dos Congressos. Estou me referindo ás igrejas que já fizeram do seu dia-a-dia um grande mercado.

    Esta nova geração de líderes parece nunca ter lido o livro O PEREGRINO.

    Caso contrário, teriam mais temor antes de instalar, dentro dos sagrados átrios, tão monumentais feiras da vaidade.

    Daqui a pouco o povo de Deus não precisará mais de ir aos shoppings

    Bastar-lhe-á ir à Casa de Deus. O grande shopping da fé já o espera.

    Só não gaste o dinheiro do dízimo, por favor.
  5. IGREJA-BOLSA DE VALORES.
    Esta é a igreja do quem-dá-mais.

    Mais ofertas, mais graças. Maiores valores, maior poder.

    Lutero conhecia esse tipo de igreja. Em seu tempo já se vendiam "bênçãos". Aliás, isto remonta a Simão de Samaria. Felipe que o diga.

    A grande meta dessa igreja é amealhar valores, a qualquer custo. Ela tem projetos políticos, apesar de eventuais revezes.

    Ela não pretende derrotar o diabo diretamente. Basta-lhe superar as audiências da mídia concorrente.

    Ela promove por suas novelas o mesmo pecado condenado pela Bíblia que prega.

    Essa Igreja é financeiramente poderosa. Mas, está ela destruindo as fortalezas espirituais que assolam nossa querida Pátria?
  6. IGREJA-EXÉRCITO.
    Bom, meu espaço terminou.
    Não dá para falar muito da verdadeira Igreja.
    Mas incluo umas poucas reflexões.
    Na Igreja-Exército os crentes não são protagonistas de um filme. São soldados de um exército.
    Não são atores de uma novela. São ovelhas de um grande rebanho.
    Nela o Comandante não faz campanha política. Ele é o Grande Eleito de Deus, Is 42.1.
    Na igreja-exército os crentes não estão fazendo shows. Estão fazendo guerra.
    Eles não usam jogos de luzes. São a própria luz do mundo.
    Eles não são artistas. São testemunhas.
    Eles não vivem de comprar ações na Bolsa.
    Eles põem suas bolsas nas ações de Deus, a fim de haver evangelismo e missões.
    Eles não estão sendo distraídos por animadores de auditório.
    Estão fazendo exercícios de guerra e sabem que vão vencer.
    Eles não sobrevivem à custa do marketing. São maravilhosamente sustentados por Deus.
    AVIVA, SENHOR, A TUA OBRA!

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