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MAIS DEUS, MENOS FERRAMENTAS!


Uma ferramenta é um instrumento precioso que nos ajuda a realizar concretamente alguma coisa. Existem pelo menos dois tipos: as tangíveis e as intangíveis. As tangíveis são de ordem material e nos auxiliam a lidar com todos os objetos que fazem parte da nossa vida, seja um macaco para consertar um pneu furado no carro ou uma chave de fenda com suas infindáveis utilidades. As intangíveis são o oposto. Não são objetos, mas sim meios que nos ajudam nas nossas realizações. Um conceito, uma estratégia, uma informação, são exemplos de ferramentas intangíveis.
Não podemos deixar nosso interesse ficar reduzido ao mero acúmulo de ferramentas, de conhecimento capaz de produzir resultados visíveis do nosso esforço. Isto porque, quando nos deixamos somente cativar por ferramentas, a nossa relação com tudo e todos ao nosso redor torna-se utilitarista, posto que nossa mente fica viciada no ?how to?, no como fazer para fazer acontecer!



Pensando nessas verdades, eu gostaria de fazer um convite a todos os líderes de todas as igrejas em qualquer lugar que possam estar lendo essas linhas. Este convite se amplia mesmo para os que não são lideres. Não vamos transformar a nossa maneira de ser igreja numa infindável busca de novas ferramentas para promover crescimento. Elas são extremamente importantes e valiosas, porém estão longe de ser tudo. Clamo para que nós possamos nos interessar por livros, congressos, encontros, retiros que nos ajudem a trabalhar nossa espiritualidade, a dimensão da nossa relação com o Pai. Nós pastores devemos buscar a Deus mais do que ferramentas para fazer sua obra. A contemplação da presença deve nos inspirar tanto ou mais do que a eficiência.
Nós que não somos pastores devemos nos dispor a fazer da igreja uma comunidade de encontro com Deus, conosco mesmo e com o outro. Precisamos ressuscitar o velho interesse na pessoa de Deus, afinal ele é o princípio, o meio e o fim de tudo que nos envolve. ë preciso ir mais além do simples reducionismo. Vamos treinar o nosso olhar para enxergar o essencial, que como sabemos é invisível aos olhos e nem é contabilizado pelas mãos. Que de novo a sede por Deus, a fome pela sua presença, supere a operacionalização das nossas engrenagens eclesiásticas. Que aprendamos a medir nossa vida como igreja a partir da presença e não somente das ferramentas . Líderes mais sedentos de Deus do que do sucesso, liderados mais interessados em Deus do que no consumo religioso. Menos ?how to?, como fazer, e mais ?to be?, ser! Mais óleo, menos engrenagens. Mais comunidade menos instituição. Mais profundidade menos expressão pública. Mais essência, menos eficiência. Mais jornada espiritual, menos experiência religiosa. Mais vento que sopra, menos planejamento que mata. Mais santidade, menos fama.
Mais de Deus, mais de Deus...
Eduardo Rosa Pedreira

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