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Jesus era evangélico?


Como Pastor de uma Igreja local vivo desafios que muitos irmãos antes de mim viveram. A vida ministerial não é fácil principalmente para os que levam seu chamado a sério.
O pastor tem que ser de tudo um pouco.
Médico, psicólogo, engenheiro, arquiteto, bombeiro, terapeuta familiar, pai, mãe, irmão, etc...
A Igreja Evangélica Brasileira (instituição) vive um momento sem precedente na história. É assediada por políticos, artistas das mais variadas áreas, parece que todos decidiram “pegar uma carona” no charmoso “trem bala” conhecido também por igreja.
O que muitos não sabem ou teimam em não querer ver é que a igreja desviou-se de maneira muito sutil (às vezes nem tão sutil) daquilo que acredito ser o ideal de Jesus Cristo para os seus discípulos. Suas doutrinas foram gradativamente sendo substituídas por dogmas e conceitos humanos.


O que fazer diante desse quadro tão alarmante? Que direção tomar? Como andar na contramão do sistema e ainda assim não ficar falando para as paredes?
Você é avaliado todos os dias, silenciosamente, por todos em sua volta, todos desejam saber qual será seu posicionamento em relação a esse ou aquele assunto. Seu “julgamento” fará com que “ganhe” alguns admiradores e certamente afastara outros.
O texto abaixo não é de minha autoria, mas, considero-o pertinente quando observamos os caminhos que a Igreja tem trilhado. Ele estabelece 10 diferenças entre o que a Igreja prática e o paralelo do ensino do Evangelho.
I – “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a santa ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar (seja lá o que isso signifique), quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II – “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu…”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).

III – “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo: “Chora que Deus responde”; “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”; “quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado”; “tem que pagar o preço”.

IV – “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos!
- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.
- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.
- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo…
- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar…
- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem…


V – “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: Deus não pode usar quem está em pecado; Deus não usa ‘vaso sujo’; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI – “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA” dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornar-se numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”. Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII – A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃ.
…Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege…
… Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim
… Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser
… Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho…
…Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado…


VIII – DEUS ME DEU ESTA BENÇÃO!
…mas eu paguei o preço.
…mas eu fiz por onde merecê-la.
…mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha… Se você quiser, pague o preço como eu paguei.

IX – NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARENCIAS. AS APARENCIAS ENGANAM mas freqüentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Freqüentemente, repito: freqüentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.

X – A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA (é o que dizemos) – na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’.
Alessandro Mendonça.

8 comentários:

CARLOS HERRERA disse...

OLÁ PR.ANSELMO
PARABNES PELO POST E BLOG...
ESTOU SEGUINDO-O
HERRERA
cativosporcristo.blogpost.com

René disse...

Anselmo,

Por ser um texto verdadeiro (relata o que tem acontecido mesmo), chega-se à conclusão de que grande parte da Igreja não tem seguido a Jesus, mas à religião.

Jesus era evangélico? Nesses termos, não, pois Ele não era religioso!

Ótima exortação, meu amigo. Serve para todos nós usarmos em nosso auto-exame diário!

Abração e continue na Paz!

disse...

Anselmo adorei seu artigo mano. Muito bom, vc só esqueceu de dizer, olha lá a irmã como segura o microfone. rssss
Vou copiar ok, bjs!

disse...

Desculpa o Alexandro que escreveu? parece seu. paz!

Anselmo Melo disse...

O comentário inicial foi meu.Paz!

Anônimo disse...

Pastor não sei se na sua igreja guradam o sábado, mas estou falando issso porque logo no meio do post diz "Suas doutrinas foram gradativamente sendo substituídas por dogmas e conceitos humanos", sendo que Jesus no diz que veio não para abloir a lei, e sim fazê-la se cumprir, e na parte VII – A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃ.
… Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim
…Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado…
será que é realmente o desejo de Deus que existam tantas denominações, e será que algumas doutrinas são realmente coisa do passado.

Anselmo Melo disse...

Querido(a) anônimo(a).
O que não podemos na verdade fazer é confusão entre doutrina e tradição.Na verdade eu não creio que aqui na Igreja guardemos qualquer dia.Creio que Deus não esta preocupado com isso.Nos reunimos no domingo,como tantas outras Igrejas apenas por questões práticas, não por achar que devemos guarda-lo,santifica-lo, ou coisa assim.Quanto as tantas denominações que você menciona acho que são fruto do orgulho humano,da dificuldade que temos de nos relacionarmos uns com os outros.A maioria delas são fruto de divisão, discórdia e falta de bom senso do homem.Não creio que Deus aprove isso.
Paz!

Cesar M. R. disse...

Boa postagem. É justamente o que acontece. Foi lá na medula! Precisamos nos despir de tanta bobagem e revestir-nos do Evangelho de verdade, que é muito mais impactante do que besteirinhas mediocres de nossas vivinhas sem graça.

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