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Dízimo: Celebração da Redenção



“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.” (Malaquias 3.8,9)
“Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.” (Hebreus 10.1 – TB)


A sombra é diferente do objeto que a projeta. Assim também, o que se via nas ordenanças da Antiga Aliança eram características similares (em ordenanças “literais”) às dos princípios que Deus revelaria nos dias da Nova Aliança (práticas espirituais). Por exemplo, o ato da circuncisão deixou de ser “literal” e passou a ser uma experiência no coração (Rm 2.28,29). A serpente que Moisés levantou no deserto se tornou uma figura da obra redentora de Cristo na Cruz (Jo 3.14). Assim também, outros detalhes da Lei que envolviam comida, bebida e dias de festa, começaram a ser vistos, não como ordenanças “literais” pelas quais quem não as praticasse poderia ser julgado, mas como uma revelação de princípios espirituais, cabíveis na Nova Aliança:

“Ninguém, portanto, vos julgue pelo comer, nem pelo beber, nem a respeito de um dia de festa, ou de lua nova ou de sábado, as quais coisas são sombras das vindouras, mas o corpo é de Cristo.” (Colossenses 2.16,17)
“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29)

Paulo se referiu a Jesus como sendo o Cordeiro Pascal (1 Co 5.7). Vemos nestas passagens que as práticas repetidas por centenas e centenas de anos visavam levá-los a entenderem uma figura que só seria revelada posteriormente. Com a Redenção não foi diferente.
O Livro de Rute nos mostra Boaz resgatando (ou redimindo) as propriedades de Noemi. Ele estava readquirindo uma posse perdida.
Toda dívida tinha que ser paga. Se uma pessoa não tivesse recursos para honrar os seus compromissos, ela deveria dar os seus bens em pagamento, e, se também não fossem suficientes, ela deveria dar as suas terras. E, se isto ainda não bastasse para a quitação da sua dívida, o próprio indivíduo (e às vezes até a própria família) deveria ser dado como pagamento. Isto faria dele um escravo!
Lemos em 2 Reis 4.1-7 que uma mulher viúva teria seus filhos transformados em escravos se ela não pagasse a sua dívida. E, quando isto acontecia com alguém, só havia duas formas de esta pessoa sair da condição de escravidão: ou alguém teria que pagar a sua dívida (um redentor), ou ela teria que esperar nesta condição até que o Ano do Jubileu (que se repetia a cada cinqüenta anos; a exceção ocorria quando o escravo também era um judeu – Êx 21.2) chegasse. Veja o que a Lei dizia acerca disto:

“Se teu irmão empobrecer e vender alguma parte das suas possessões, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que seu irmão vendeu. Se alguém não tiver resgatador, porém vier a tornar-se próspero e achar o bastante com que a remir, então, contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem vendeu, e tornará à sua possessão. Mas, se as suas posses não lhe permitirem reavê-la, então, a que for vendida ficará na mão do comprador até ao Ano do Jubileu; porém, no Ano do Jubileu, sairá do poder deste, e aquele tornará à sua possessão.” (Levítico 25.25-28)

Neste texto, que fala somente da perda da terra, e não da escravidão, vemos que havia três formas de alguém recuperar as suas posses:
• a redenção (o pagamento feito por um parente);
• o perdão da sua dívida, proclamado no Ano do Jubileu;
• a sua própria possibilidade de pagar caso viesse a prosperar (o que não ocorria no caso dos escravos).
Para o escravo, porém, só havia duas formas de ficar livre: o Jubileu (já vimos que a exceção a este prazo ocorria no caso de um hebreu ter sido comprado como escravo por um outro hebreu. Neste caso ele teria que libertá-lo depois de seis anos de servidão – Êx 21.2) ou a Redenção!
A redenção era o pagamento da dívida, feito por um parente próximo. Por meio do pagamento, ele comprava de volta tudo aquilo que se perdera. Assim a pessoa que fora escravizada não mais pertenceria a quem antes ela devia, mas ao que pagava sua dívida. Por exemplo: se eu me endividasse a ponto de perder todas as minhas posses e fosse transformado num escravo, e o meu irmão me resgatasse, eu não deixaria de ser escravo! Eu somente mudaria de amo! Eu passaria a ser escravo do meu irmão, porque ele me comprou!
E qual seria o proveito disto? De que adiantaria ficar livre de um, para se tornar escravo de outro? A diferença era que o novo dono era um parente e ele pagou aquela dívida por amor (uma vez que um escravo normalmente não custava tanto), e, justamente por causa do seu amor, ele trataria o escravo com brandura, com misericórdia.

O QUE CRISTO FEZ POR NÓS

Foi exatamente isto que Jesus fez por nós! Jesus Cristo nos comprou para Deus através da Sua morte na Cruz:
“… porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” (Apocalipse 5.9b,10)
O homem se transformou num escravo de Satanás ao render-se ao pecado no Jardim do Éden. A Bíblia declara que “aquele que é vencido fica escravo do vencedor” (2 Pe 2.19), e foi isto que ocorreu ao primeiro casal. Eles foram separados da glória de Deus e perderam a filiação divina. Adão foi chamado filho de Deus (Lc 3.38), mas esta condição não foi mantida. Quando Jesus veio ao mundo, Ele foi chamado de Filho Único de Deus (Jo 3.16), mas Ele veio mudar esta condição e passou a ser o Primogênito de muitos irmãos (Rm 8.29).
O Diabo se assenhoreou do homem e da Terra, que fora dada ao homem (Sl 115.16), e afirmou isto para Jesus na tentação do deserto (Lc 4.6). Mas Jesus veio pagar a nossa dívida do pecado, e, ao fazê-lo, garantiu a nossa libertação das mãos de Satanás:
“Ele nos resgatou do poder das trevas e nos trasladou para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a nossa redenção, a remissão dos nossos pecados.” (Colossenses 1.13,14 – TB)
Observe o termo “resgatou”, que aparece quando o apóstolo Paulo está falando que fomos transportados do Reino das Trevas e levados ao Reino do Filho de Deus. Depois, ele afirma: “no qual temos a nossa redenção”. Esta redenção foi um ato de compra, efetuado pelo pagamento da dívida do pecado:

“Tendo cancelado o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o inteiramente, cravando-o na cruz; e tendo despojado os principados e potestades, os exibiu abertamente, triunfando deles na mesma cruz.” (Colossenses 2.14,15 – TB)

O Texto Sagrado revela que Jesus despojou os príncipes malignos. Segundo o Dicionário Aurélio, “despojar” significa: “privar da posse; espoliar, desapossar”. Isto nos faz questionar o que, exatamente, Jesus tirou destes principados malignos. O que eles possuíam que pudesse interessá-Lo? Nada, a não ser o senhorio sobre as nossas vidas! O despojo somos nós, que fomos comprados por Ele para Deus, e, a partir de então, passamos a ser propriedade de Deus. É exatamente assim que as Escrituras se referem a nós. Somos agora chamados de propriedade de Deus:

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2.9)

Repetidas vezes encontramos a ênfase de que o Senhor Jesus Cristo nos comprou para Si. E o preço pago foi o Seu próprio sangue!

“Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.” (1 Pedro 1.18,19)

Portanto, quando Jesus nos comprou, Ele nos livrou da escravidão do Diabo, mas nos fez escravos de Deus! Coisa alguma do que “possuímos” é de fato uma propriedade exclusivamente nossa. Nem as nossas próprias vidas pertencem a nós mesmos! Somos propriedade de Deus! Ele é o nosso Dono! Conseqüentemente, tudo o que nos pertence, é d’Ele também!
Referindo-se ao Espírito Santo em nós, Paulo O chamou de “o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus” (Ef 1.14 – ARC). Observe que o termo “herança” aparece associado aos termos “redenção” e “possessão”, pois é disto que o princípio da redenção sempre trata: o resgate da propriedade!

CELEBRANDO A REDENÇÃO

A consciência da Redenção deve provocar em nós uma atitude de gratidão e de culto a Deus. Paulo falou sobre vivermos uma vida de santidade, que é fruto desta consciência:

“Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (1 Coríntios 6.18-20 – ARC)

O apóstolo deixa claro, em três frases distintas, a ênfase de que somos propriedade de Deus. Primeiro ele afirma que não somos de nós mesmos. Depois ele declara que fomos comprados – e por um bom preço! E finalmente ele diz que o nosso corpo e o nosso espírito “pertencem” (verbo que indica posse) a Deus.
Portanto, separar-se do pecado e santificar-se para Deus é glorificá-Lo por meio do corpo. Não é um culto de palavras, mas não deixa de ser uma exaltação. É um culto de santidade e boa mordomia! Celebramos a Redenção não só por meio de cânticos, mas também de atitudes. Quando reconhecemos que Deus comprou o nosso corpo e cuidamos dele com a consciência de que ele é de Deus, estamos cultuando ao Senhor.
Da mesma forma, há um culto que é expresso não só por meio de palavras, mas também por nossas atitudes em relação às nossas finanças. Assim como Deus redimiu o nosso corpo, Ele também redimiu os nossos bens. Logo, da mesma forma como o bom uso do corpo (em santidade) glorifica a Deus, assim também o bom uso dos nossos recursos financeiros, que são de Deus, O glorifica!

A SIMBOLOGIA DO QUE JOSÉ FEZ

José comprou para Faraó todo o povo egípcio:

“Findo aquele ano, vieram a José no ano seguinte e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o nosso dinheiro está todo gasto; as manadas de gado já pertencem a meu senhor; e nada resta diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra; por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra em troca de pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; dá-nos também semente, para que vivamos e não morramos, e para que a terra não fique desolada. Então disse José ao povo: Hoje vos tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra.” (Gênesis 47.18,19,23)

O que aconteceu com este povo? Deixaram de pertencer a si mesmos e passaram a pertencer a Faraó! O seu gado, as suas casas, as suas terras – tudo pertencia ao rei do Egito! Eles se tornaram servos de Faraó, para cuidarem do que era dele!
O que Cristo fez conosco por meio do Seu sacrifício na Cruz foi algo semelhante. Isto é o que significa “redenção”. Originalmente éramos propriedade de Deus, mas a nossa queda e o nosso pecado nos roubaram isto. Quando Cristo pagou o preço da nossa dívida, Ele nos remiu da mão daquele que havia se tornado o nosso dono, o Diabo. Quando declaramos que somos servos de Deus, estamos reconhecendo que não pertencemos a nós mesmos, e que tudo o que temos na verdade pertence ao Senhor. Somos apenas mordomos de algo que não é nosso! Não nos atolaríamos em dívidas geradas em caprichos e excessos, se andássemos com esta mentalidade. Se sempre tomássemos decisões na área financeira, com a consciência de que os recursos empregados pertencem ao Senhor, cometeríamos menos erros.
Quando José comprou aqueles egípcios para Faraó, tudo o que era deles passou a ser de Faraó; logo, toda a renda deles deveria ir para Faraó. Mas o que fez o rei egípcio com o povo? Ele tomou tudo o que era deles? Não! Ele permitiu que eles usassem a terra e os demais recursos para que vivessem; mas, para que se lembrassem sempre que tudo o que eles tinham não era deles, um quinto da colheita (ou 20% da renda) ia para Faraó:

“Há de ser, porém, que no tempo das colheitas dareis a quinta parte a Faraó, e quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento e dos que estão nas vossas casas, e para o mantimento de vossos filhinhos.” (Gênesis 47.24)

E o que os egípcios fizeram? Ficaram reclamando e dizendo que era injusto? Claro que não! A reação deles foi justamente o contrário:

“Responderam eles: Tu nos tens conservado a vida! Achemos graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó.” (Gênesis 47.25)

Viver como servos de Faraó era para eles um privilégio, pois nem vivos estariam, se não fosse a intervenção do rei! Eu vejo nisto um perfeito paralelo do que Deus fez conosco. As nossas vidas e tudo o que tínhamos passaram a pertencer ao Senhor, mas Ele não queria tomar tudo de nós! Ele queria que continuássemos vivendo! Ele queria que vivêssemos melhor do que viveríamos se não fôssemos mordomos Seus. É como se Ele estivesse nos dizendo:
“Vão em frente! Usem o que é Meu para que vocês possam viver as suas vidas e continuar produzindo, mas não quero que vocês se esqueçam que vocês são apenas mordomos do que não pertence a vocês. Então, de toda a sua renda Eu quero um décimo (dízimo) para Mim, além do que vocês me darão espontaneamente!”
E sabe o que muitos crentes ainda dizem?
“Isto não é justo!”
Como isto pode ser algo injusto? Ao invés de nos regozijarmos por pertencermos a Ele e podermos servir Aquele que redimiu as nossas vidas, reclamamos muitas vezes por termos que devolver um pouco do que é d’Ele. Isto é ingratidão! É falta de compreensão do que é a Redenção!
Há pessoas que consideram os dízimos como se Deus quisesse tirar dez por cento do que é nosso. Mas esta não é a perspectiva correta. É Deus que permite que fiquemos com noventa por cento do que é d’Ele! A maioria de nós ainda não conseguiu compreender que a entrega dos dízimos é uma forma de celebrarmos a Redenção. Ao dizimarmos, não só expressamos gratidão pelo que Ele fez por nós e nos mantemos conscientes do nosso lugar em nosso relacionamento com Deus, mas também realizamos um ato profético.

UM ATO PROFÉTICO

A entrega dos dízimos é um ato profético. Semelhantemente aos israelitas que, ao celebrarem a primeira Páscoa praticaram um ato profético, assim também fazemos algo semelhante ao dizimarmos.
Deus advertiu que naquela noite o Anjo da Morte haveria de matar todos os primogênitos dos homens e dos animais no Egito (Êx 12.12). Em todas as pragas anteriores, os hebreus haviam sido poupados, mas, naquela noite, a proteção não seria automática, mas dependeria de um ato profético, com um simbolismo espiritual. Cada um deles deveria aplicar o sangue do cordeiro da Páscoa aos umbrais de suas portas:

“O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.” (Êxodo 12.13)

O sangue de um animal não tinha o poder de promover em si uma proteção espiritual. Ele era só um sinal, uma mensagem simbólica! Era um ato profético, por meio do qual eles reconheciam a redenção de Deus em suas vidas naquela noite e apontavam para o futuro, quando Cristo viria nos resgatar e nos proteger por meio do Seu sangue vertido na Cruz.
O interessante é que os hebreus não precisavam se proteger. Eles somente precisavam cumprir o sinal que foi estabelecido por Deus. Então, o próprio Deus cuidaria da proteção deles. Mas, se não O obedecessem, não fazendo o sinal de proteção, então a morte dos seus primogênitos seria inevitável:

“Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã. Porque o Senhor passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o Senhor aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir.” (Êxodo 12.22,23)

Há algo que precisa ser entendido aqui. Deus diz: “Eu passarei pelas portas… Eu ferirei os primogênitos…” Em primeira instância, parece que é Ele fazendo tudo pessoalmente, mas não é isto o que vemos aqui. Vemos Deus determinando a execução do juízo, mas não exercendo-o sozinho e diretamente. O versículo 23 termina dizendo que Deus não permitiria que o Destruidor entrasse. Logo, quem executava as mortes não era Ele pessoalmente, mas um anjo. Vários textos do Antigo Testamento mostram enfaticamente Deus exercendo este juízo (Nm 33.4; Sl 135.8), mas a forma como Ele executou isto é o que estamos discutindo aqui.
E que anjo era este? Ele foi chamado de “Destruidor”. Curiosamente, este mesmo nome é dado ao Anjo do Abismo, cujo nome em hebraico é “Abadom”, e o nome em grego é “Apoliom” (ambos significam “destruidor”); e a Palavra de Deus declara que ele era o rei sobre os outros anjos que saíram do abismo (Ap 9.11)! No juízo que Deus determinou sobre a cidade de Jerusalém, o Anjo Destruidor também foi enviado (1 Cr 21.15). Satanás executa atos de juízo divino quando ele é liberado para ferir e destruir os que desobedecem. E não tenho medo de dizer que quem de fato exerceu o juízo de Deus naquela noite foi o Diabo, o Anjo da Morte.
As Escrituras dizem que um espírito maligno da parte do Senhor atormentava a Saul (1 Sm 16.14-16). Isto não quer dizer que o espírito maligno era do Céu, mas que ele foi autorizado por Deus para exercer juízo sobre quem se afastou deliberadamente do Senhor!
O sangue naquela noite era um sinal de propriedade. E o Diabo não pode ir além do sangue. Lemos em Apocalipse 12.11 sobre um grupo de fiéis que venceram a Satanás, e o texto revela que eles o venceram pelo sangue do Cordeiro! Satanás não pode tocar no que é de Deus.
Conheci pessoas que foram alcançadas por Jesus e que antes serviam aos demônios. Eu ouvi pessoalmente de algumas delas que, antes da sua conversão, elas tiveram experiências que as fizeram refletir sobre o cuidado de Deus com os Seus. Uma destas pessoas, a irmã Vilma Laudelino de Souza (hoje missionária), quando pertencia à magia negra, tentou matar uma crente com os seus trabalhos, mas o demônio disse que não poderia fazer nada contra tal pessoa, a qual, nas palavras dele mesmo, tinha um “espírito terrível”. Uma outra pessoa, o irmão Carlos (hoje pastor), quando ainda era um bruxo, tentou violar o túmulo de uma cristã, mas a entidade que lhe apareceu materializada no momento do trabalho disse que o Carlos não poderiam tocar naquele corpo, uma vez que ele pertencia a quem o próprio demônio chamou de “O Homem Lá de Cima”! Aleluia! Se até os restos mortais do crente, que sofreram decomposição, estão sob proteção divina, o que não dizer de nós hoje, de nossas famílias e bens?
Quando um hebreu estava colocando o sinal do sangue na porta, ele estava dizendo com aquele gesto que aquilo era propriedade de Deus e não podia ser tocado. E sempre que a Redenção está em questão, Deus decide defender pessoalmente o que é Seu. Foi assim na Páscoa, e é assim com os nossos dízimos hoje. Quando dizimamos, Ele Mesmo repreende o Devorador!
No momento em que o crente entrega os seus dízimos diante de Deus e de todo o reino espiritual, ele está reconhecendo a Redenção e a conseqüência de ter a Deus como seu Dono, bem como de tudo o que lhe pertence. Diante deste reconhecimento, o Senhor mesmo afasta o Devorador e protege o que é d’Ele. E o Diabo não se atreve a tentar tocar no que pertence a Deus!
Mas, quando desobedecemos o mandamento referente aos dízimos, estamos declarando que Deus não é o Dono destas quantias. E não só estamos roubando os dízimos (o que é uma apropriação indébita do que é de Deus), como também estamos nos apropriando dos noventa por cento que ficam. E, ao fazermos isto, o Diabo está de longe, assistindo tudo. Aí então ele diz: “Ah, este dinheiro não é de Deus? O que é de Deus eu não posso tocar, mas o que é seu…”
E é aí que as perdas ocorrem! Devemos fazer dos dízimos um ato de celebração da Redenção. O número dez está ligado à simbologia da Redenção. Mesmo quando ele fala de prova (nos Dez Mandamentos) ou juízo (nas dez pragas), é porque a Redenção está por trás da história. O cordeiro da Páscoa deveria ser escolhido no dia dez do mês de Abib (Êx 12.3). Ao entregarmos os nossos dízimos, devemos ser gratos pela Redenção e compreender que, através deste gesto, redimimos os noventa por cento da renda restantes para administrá-los para o Senhor.

PERDAS E GANHOS

Muitos não entendem a bênção e a maldição mencionadas por Malaquias em sua profecia. Acham que Deus ameaça os Seus filhos, para que O obedeçam por medo, mas não se trata disto!
Vimos que o Diabo não pode tocar no que é de Deus, mas ele pode tocar em nosso dinheiro quando deixamos de reconhecer a Deus como Dono de tudo o que temos. Devido ao nosso pecado de roubarmos o que é de Deus, o Maligno encontra uma brecha para nos tocar. Esta é a razão pela qual a maldição fere os que negligenciam a entrega dos dízimos. As perdas se manifestam em decorrência de uma maldição, a qual, por sua vez, entra em nossas vidas pela desobediência.
Por outro lado, a bênção proveniente da fidelidade nos dízimos também precisa ser entendida. Ela não se trata de uma recompensa por um bom comportamento, mas dos princípios que estão sendo devidamente aplicados pelo cristão. Será que há ganhos para os que dizimam? Claro que sim! Mas eles não devem ser vistos como se Deus estivesse aumentando o nosso patrimônio, e sim como uma forma de Deus aumentar o patrimônio d’Ele, sob nossa mordomia. Jesus nos ensinou um princípio que rege vários aspectos da vida cristã:

“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.” (Lucas 16.10)

Se não dizimarmos o pouco que Deus nos confiou, mas O roubarmos, com uma atitude de infidelidade em nossa mordomia, Ele não nos confiará mais, pois continuaríamos sendo injustos no muito. Esta infidelidade impede a bênção financeira sobre quem retém os dízimos!
Por outro lado, quem é fiel no pouco também o será no muito. Se demonstrarmos obediência, dizimando o que já temos, Deus nos confiará mais dos Seus bens. Esta é a prova que determina quem receberá mais do Senhor e quem não receberá!

MANTENDO-NOS CONSCIENTES

Jesus instituiu uma Ceia Memorial para que sempre recordássemos o que Ele fez por nós na Cruz (1 Co 11.24,25). O Senhor conhece a nós, como também a nossa inclinação ao esquecimento do que Ele fez por nós. Portanto, Ele estabeleceu uma forma de nos manter conscientes do que Ele fez. Os dízimos também servem para este mesmo propósito. A sua relação com a Redenção deve nos manter conscientes de que Deus é o nosso Dono e que somos propriedade Sua.
Assim como a Ceia faz parte de um culto de gratidão e anuncia uma mensagem (a morte do Senhor até que Ele venha – 1 Co 11.26), assim também a entrega dos dízimos celebra a Redenção e testemunha à nossa consciência que pertencemos ao Senhor. É interessante observarmos que a primeira menção dos dízimos na Bíblia aparece justamente num contexto de redenção (Abraão resgatando o seu sobrinho Ló), juntamente com a tipologia da Ceia: Melquisedeque (que recebe os dízimos) veio ao encontro de Abraão, trazendo pão e vinho. Quando temos o Culto de Ceia na igreja que eu pastoreio, deixamos para entregar os nossos dízimos no momento em que participamos da Ceia. Assim como celebramos a Ceia, lembrando o que o Senhor fez por nós na Cruz, assim também celebramos a Redenção ao entregarmos os nossos dízimos.
Quando você entregar os seus dízimos em sua igreja local, faça-o com esta consciência. Uma atitude correta com relação ao que você oferece ao Senhor é um passo vital para você desfrutar das Suas bênçãos!
(Extraído do livro “Honrando ao Senhor Com Nossos Bens”, de Luciano Subirá)

21 comentários:

disse...

Se quiser saber o que penso do dízimo dê uma olhada aqui.
http://mulheresabias.blogspot.com/2010/06/contribuindo-com-amor-ou-com-terror.html
paz e bjs!

Anselmo Melo disse...

Bom, eu tenho ao longo dos anos procurado não fechar questão com relação a esse tema. Nunca consegui chegar a uma conclusão final sobre esse e outros tantos. Não creio ser simples como faz parecer alguns textos e conclusões de alguns escritores e teólogos.Se for para não dar o dízimo no mínimo teríamos que seguir o conselho de Paulo: 2 Cor.9:6 - E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.O grande problema dos que se levantam contra o dízimo é que normalmente são pessoas que não estão dispostas a contribuir com nada ou quase nada, daí se esmeram em encontrar argumentos que justifiquem sua falta de liberalidade para com a obra de Deus. Trato essa questão com muita seriedade e amor entre os queridos irmãos que pastoreio, procuro ser antes de tudo exemplo para todos nessa área. Eu particularmente nunca usei do texto em questão para coagir ninguém. Eu mesmo não sou dízimista, sou na verdade trizimista, invisto na obra de Deus no mínimo 30% daquilo que ganho. Deus tem sido fiel e generoso para comigo.
Paz!

Anselmo Melo disse...

Em tempo. Já li muitooooo sobre o tema, e, não poderia deixar de ser diferente, já que se trata de um assunto que levanta tantas controvérsias. Me atrevo a dizer que o texto do Pr Luciano Subirá é um dos mais lúcidos que já li.É necessário no entanto ler com paciência e coração desarmado, assim o fiz e por isso o postei aqui.

Ricardo Couto Jr. disse...

Graça e paz a todos!

Não quero trazer aqui nenhuma polêmica. Mas, tão somente, trazer uma contribuição no Senhor!

A questão está ligada a Cristo! O Dízimo aponta para o resgate. Cristo é nosso resgate.

Agora digam-me: "interpretamos o Novo Testamento pelo Antigo, ou devemos interpretar o Antigo Testamento à luz do Novo?". Porém em suma: "CRISTO É A CHAVE DE TODA A ESCRITURA"! Sendo assim, Quando lemos o Novo Testamento, o ensinamento dos apóstolos é que somos mordomos do que possuímos. Ou seja, Tudo o que temos pertence ao Senhor!

O maior exemplo está em At. 2 e 4. O dar com liberalidade expressado citado pelo irmão Anselmo, é pelo Espírito. Guiado pelo Espírito. Nossa vida foi transformada a tal ponto de amarmos uns aos outros de maneira incondicional. Este amor, o Amor, nos impulsiona a fazer por todos que nos rodeia. Não somente com dinheiro, mas também, com propriedades...

Tudo pertence ao Senhor. Somos mordomos, e, direcionados pelo Senhor, entregamos o que Ele nos pede.

Em Cristo,

Ricardo Couto Jr.
Salvador - Bahia
http://rickmcj.blogspot.com

René disse...

Amado Anselmo,

Sem dúvida, o Luciano é muito lúcido em suas pregações, assim como o foi nesse texto. Porém, discordo de o dízimo ser uma celebração à Redenção. Na verdade, discordo, até mesmo, do dízimo ser cogitado para a Igreja. O interessante é que este foi um dos primeiros assuntos que o Senhor me deu uma compreensão mais ampla (se quiser conferir: http://kasteloforte.blogspot.com/2008/08/dzimo.html).

Agora, uma dúvida (retórica): Você já viu alguém pregar para as pessoas pegarem seus dízimos, comprarem os melhores vinhos, os melhores uísques, as melhores carnes, e irem para o templo (igreja) com suas famílias, para comerem, beberem e se alegrarem perante o Senhor?

Abração e continue na Paz!

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anselmo Melo disse...

René. Dizer que o "Senhor me deu uma compreensão mais ampla" é tentar fechar a questão, ou seja, é assim e pronto. Não concordo com esse tipo de posicionamento, isso no mínimo é descrer que esse mesmo Senhor possa dar a mesma "compreensão ampla" ao pastor Luciano e a outros irmãos que pensam diferente de você. Nossa "teologia" sempre sofre a influencia de alguém e não devemos em absoluto chamar isso de "compreensão mais ampla". No máximo,deveríamos dizer: Eu creio assim,é assim que eu penso. Infelizmente não conheço ninguém que seja contra o dízimo que contribua com liberalidade. Sou a favor de quem é contra o dízimo desde que ele seja liberal na hora de ofertar.Paz!!!

Anselmo Melo disse...

Bom Rô se te chama pra cá vem pra cá. kkkkkkkkk

Ricardo Couto Jr. disse...

Graça e paz Rô!

Creio que voce não me entendeu. Tentarei explicar duas coisas que voce interpretou errado no que escrevi.

1º. O que eu disse sobre entregar a propriedade, ou qualquer outra coisa que possuímos é pela liberalidade em Cristo. Pelo amor que recebemos de Cristo. Se voce ler At. 2 e 3 é o que encontrará. Somos guiados pelo Espírito a entregarmos o a Ele pertence - "TUDO"!

2º. Outra coisa que voce compreendeu errado foi sobre o que eu disse que "A questão está ligada a Cristo! O Dízimo aponta para o resgate. Cristo é nosso resgate.". O dízimo apontava para Cristo, e Ele nos resgatou, hoje, Cristo é, e para sempre será nosso resgate. Ou seja, não dizimamos por este motivo. O que o dízimo apontava, foi concluído.

Espero que tenha compreendido. Porém, o que tenho ao Senhor pertence. E, se Ele pedir, Ele terá!

Em Cristo,

Ricardo Couto Jr.
Salvador - Bahia
http://rickmcj.blogspot.com

disse...

Vou entrar não Pr. Anselmo é muito cansativo este assunto, eu iria colocar muitos textos aqui, rsss
mas quem quiser pode dar uma olhada no link que deixei acima. Paz!

Cláudio Nunes Horácio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
disse...

Ricardo Couto Jr. meu querido me perdoe mas não havia lido direito, li rápido e não entendi . Vc, tem razão. Paz!

Anselmo Melo disse...

Cláudio, eu vejo como secundária essa questão de ser bíblico ou não. Se formos avaliar por aí a questão vai se tornar mesmo interpretativa,ou convicção teológica, como queira. Vejamos o seguinte em relação a sua fala:"seguimos a ordem de Melquisedeque, que Abraão deu o dízimo uma única vez para Melquisedeque e porque quis e não por força da lei,". Que ele deu porque quis eu concordo, mas que ele deu só uma vez é interpretação pessoal. O fato da Bíblia não Citar que ele o fez outras vezes não me da o direito de subentender que ele nunca mais o fez.Quanto a não ter sido em dinheiro nós dois sabemos que isso envolve uma série de contextos históricos e temporais.Eu creio que o desejo de Deus é de que seus filhos sejam generosos, que não fiquem mesmo presos a essa questão de 10%. Não estou aqui em hipótese alguma defendendo o que se faz e se ensina por aí. Nossa Igreja presta assistência a dezenas de famílias, no RJ cuidamos de cerca de 1.500 crianças, estamos envolvidos em uma dezena de projetos sociais, não andamos por aí pedindo dinheiro para manter programas de televisão. Logo, se quem está conosco resolver que não vai contribuir sistematicamente como daremos andamento as atividades regulares que temos? não gostaria de expor aqui algo tão pessoal, mais daquilo que o Senhor tem me abençoado eu contribuo com cerca de 30% todos os meses. Essa coisa de 10% é pra quem quer ficar fazendo conta de "merrecas" com Deus. Nunca usei textos bíblicos para intimidar ou coagir alguém a contribuir, tenho ensina que ser generoso com a OBRA DE DEUS tem sim suas recompensas. Eu sou prova viva disso. Paz!!!

disse...

O meu problema é a obrigatoriedade, não se pode obrigar a ninguém a dar o dízimo, até porque não é mandamento cristão.
Os dízimos eram entregues sob a forma de alimentos, e a sua destinação era para alimentar os Levitas. Dízimo nunca foi dinheiro. Hoje não temos tabernáculos, pois o Senhor não habita em templos feitos por mãos, e de igual modo não existem mais levitas. Somo gentios.
O que dizem as escrituras?
Resposta:
Na graça, e para nós os gentios, cada um contribua conforme propôs em seu coração. Não vai encontrar dízimo na graça, justamente porque é graça. O que encontramos são ofertas. Se tivéssemos que pagar taxas para entrar no reino dos céus não seria graça, ou de graça a salvação.

2 Coríntios
9:7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Com quanto você vai contribuir, é uma questão que só você pode decidir.
Se houvesse a necessidade de judaizar, teríamos que guardar o sábado e viver como judeus, mesmo sendo gentios. Nós fomos alcançados pela graça conquistada pelo derramamento do precioso sangue de Jesus, e desobrigados de taxas "espirituais" estamos.

São cerca de 613 leis para quem ainda quer viver como se judeu e se no tempo da lei estivesse. Não é pecado dizimar nem deixar de dizimar. Quem acha que deve, dizime tendo a consciência de que não será abençoado porque está abençoando, com Deus não se barganha, mas que abençoa porque já foi abençoado. Outro dia o RR disse o seguinte:

"Quem não dá dízimo rouba a Deus, quem rouba a Deus é ladrão não entrará no treino dos céus."


Simples né, viu como foi bem explicado???

Tem muita gente pensando assim, só esqueceram de dizer que o preço pago pela salvação foi outro e que ninguém tem o direito de chamar de ladrão aquele por qual Cristo se entregou... continuo

disse...

Estou a cada dia mais convencida de que a Igreja vem falhando em ser "luz e sal" como deve ser, por causa da distorção que fazem com o dízimo. Obviamente que é um pacto com Israel e não com os gentios. Em Atos dos Apóstolos, cap. 15, alguns cristãos judeus ensinavam aos gentios convertidos ao cristianismo que estes deveriam circuncidar-se e guardar a Lei Mosaica. Os judaizantes, como ficaram conhecidos, foram repreendidos pelos apóstolos. Leiam o capítulo 15 de Atos e confiram. E, como diz o nosso amigo judeu logo acima, se Malaquias torna-se indefensável como argumento ao dízimo atual, cita-se logo o dízimo de Abraão. Ora, ou é um ou outro. Se formos ter como exemplo o dízimo de Abraão devemos dar uma vez apenas, como ele fez.
Em Hebreus lemos que Melquisedeque é figura de Jesus. Deus sempre cuidou dos pobres. Em Mateus 25:31-45 Jesus disse que quem auxiliasse o pobre e o necessitado estaria fazendo para Ele. Jesus toma esses cuidados com os necessitados como algo pessoal, feito para Ele próprio. Melquisedeque receberia dízimos assim hoje, creio eu.

O dízimo é bíblico, mas não mandamento ao cristão
Deus faz alianças. Fez uma com Noé. Fez outra com Abraão. Fez outra com o povo de Israel no Sinai. Fez conosco, por Jesus Cristo.

A aliança com Abraão não tinha como mandamento o dízimo, mas sim a circuncisão. O dízimo dado a Melquisedeque foi voluntário. Além de voluntário, foi dado uma única vez. Além de voluntário e dado uma só vez, foi a partir de despojos de guerra. Além de tudo isso, os outros 90% Abraão devolveu ao rei de Sodoma. O QUE TEM ESSE DÍZIMO A VER COM O QUE SE DÁ TODO MÊS NAS IGREJAS?

disse...

A aliança que Deus fez com ISRAEL no Sinai tinha como ordenança a prática de dizimar. Era a base de sustento do sacerdócio levítico e também promovia a justiça social (Deuteronômio 14:23-29). Peço atenção especial ao último versículo deste texto indicado. A promessa de prosperidade estava CONDICIONADA ao fato de o dizimista abençoar a vida do pobre e do deserdado. Era a condição para a bênção divina.
Apenas os LEVITAS e os POBRES tinham autoridade para receber dízimos. MAIS NINGUÉM, nem os sacerdotes.

O QUE ESSE DÍZIMO TEM A VER COM AQUELE QUE É ENTREGUE TODOS OS DOMINGOS NAS IGREJAS?

disse...

Malaquias foi escrito dentro do contexto do Pacto do Sinai. É o último livro do Velho Testamento. Quem quiser realmente compreender o texto de Malaquias deve ler Neemias e Esdras, seus contemporâneos. Em Neemias encontra-se muito mais sobre dízimo do que Malaquias.
Havia turmas de sacerdotes e levitas que serviam no templo. Cada turma ficava uma semana no templo. Os dizimistas entregavam dízimo aos levitas e esses, por sua vez, separavam o dízimo dos dízimos (que tinha que ser a melhor parte dos dízimos recebidos por eles) e levavam a uma câmara do templo, chamada casa do tesouro, onde eram depositados os mantimentos (alimentos) para o sustento da turma da semana no serviço do templo. Acontece que os levitas não entregavam o melhor muitas vezes. E os sacerdotes não queimavam a melhor parte das ofertas que eles recebiam, conforme a lei e ainda roubavam alimentos. Havia, desta forma, grande desleixo e irresponsabilidade. Vejam o texto de Malaquias e confiram como Deus repreende os sacerdotes e levitas. Não é o povo que não entregava dízimo. Não é que o povo não estivesse ofertando. Os vilões desta história são os da tribo de Levi.
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro" foi escrito para os levitas, pois a eles somente cabia levar dízimos a essa câmara (Neemias 10:38). DEUS NUNCA MANDOU O DIZIMISTA TRAZER DÍZIMO À CASA DO TESOURO. E, como vimos, casa do tesouro não era o templo, muito menos é hoje o prédio da congregação, mas um depósito apenas.

disse...

Dízimo
Você sabia que o dízimo foi cobrado pela igreja só depois de 500 anos da partida de Jesus?
Foi introduzido, embora com pouco êxito inicial, no Concílio local de Mâcon, no ano 585. Apenas uns duzentos anos após isso é que ganhou força, passando a ser considerado tributo obrigatório à Igreja Católica (por Carlos Magno, de 777 d.C). Portanto, para aceitarmos a prática do dízimo, principalmente com o grande desvio de finalidade como vemos hoje, teremos que desprezar o estudo da Bíblia e também a história da Igreja, incluindo os apóstolos e os pais da Igreja, os líderes dos primeiros séculos da história do Cristianismo.
"Os que possuem alguma coisa e queiram, cada um conforme sua livre vontade, dão o que bem lhes parece, e o que foi recolhido se entrega ao presidente. Ele o distribui a órfãos e viúvas, aos que por necessidade ou outra causa estão necessitados, aos que estão nas prisões, aos forasteiros de passagem, numa palavra, ele se torna o provedor de todos os que se encontram em necessidade." (JUSTINO MÁRTIR, 100 A 165 d.C.).

disse...

A essência do dízimo, e não ele em si, deveria ser observada hoje em dia. Pois, tal como os dizimistas de Mateus 23:23, hoje há quem dê o dízimo até dos mínimos ganhos inesperados, mas não tem coragem de estender a mão ao necessitado, visitar um doente, ou uma pessoa idosa solitária (mesmo em sua própria família). Misericórdia quero, e não sacrifícios - disse o Senhor.

disse...

Dízimo é veterotestamentário
Não há o menor indício de prática de dízimo pela Igreja na Bíblia. Ao contrário, o dízimo, no contexto de Malaquias, é da Lei Mosaica. No contexto de Abraão é anterior à Lei, mas não foi dado da renda de Abraão, mas do que foi roubado na guerra contra o rei de Sodoma. Os outros noventa por cento Abraão devolveu ao rei de Sodoma. Em parte alguma da bíblia Abraão é exemplo para incentivar o dizimista judeu a dizimar.

Leia Deuteronômio 14:22-29 e me diga se o que se faz hoje é dizimar!!!

Não há o menor indício de prática de dízimo pela Igreja na Bíblia. Você me chamou?? agora me aguente. rssss

René disse...

Anselmo,

Me desculpe por não ter sido claro o suficiente. Quando disse "compreensão mais ampla", estava me referindo a todo o contexto bíblico, não mais à Lei pregada nas instituições religiosas. Se tal compreensão fecha questão, eu não sei, mas, no momento, tenho opinião bem definida em minha mente (Rm 14.5).

Concordo com o que o Ricardo Couto diz: tudo pertence ao Senhor.

E acrescento que o dízimo da Lei está todo ligado à terra de Israel: "quando entrares na terra", "quando colheres da terra", etc.

Sobre Abraão ter continuado a ser dizimista ou não, é como você disse: é interpretação individual. Neste caso, não é possível tomá-lo como exemplo, nem para ser dizimista, nem para não ser. E, aí, precisamos recorrer ao nosso Mentor Maior: Jesus! E o que Ele diz a esse respeito? Nada! Mas sabemos que em Cristo a lei não tem valor algum, mas a fé que atua por amor!

Abração e Paz!

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