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Quando o pastor tropeça


Por que muitos fiéis se decepcionam com a vida cristã, quando pastores se envolvem em escândalos?
O pastor Charles, que batizou os filhos da Dona Lúcia, sempre serviu de referência como um pregador fiel da Palavra de Deus. Ele era visto como um homem calmo, leal a sua esposa e guardião da moral cristã em sua comunidade. Dona Lúcia não perdia um culto ministrado por Charles. Ela tinha certeza da unção que regia o pastor. Afinal, um homem que pregava daquela maneira tão inspirada, só poderia mesmo ter um relacionamento íntimo e fiel com Deus.




No entanto, o inesperado aconteceu. O pastor Charles foi flagrado em adultério, num motel barato de uma cidade vizinha. Quando ficou sabendo do ocorrido, Dona Lúcia não pôde acreditar na notícia. Sua decepção foi enorme. Não conseguia mais confiar em líderes cristãos como antigamente. Seu amor esfriou e, movida pelos comentários críticos de amigos e familiares não-cristãos, acabou se afastando da Igreja.

O relato acima é fictício, mas não é nada do que já não tenha acontecido com vários pastores e fiéis do Brasil e de vários outros países. A edição deste mês da revista norte-americana Chistianity Today mostra na reportagem “Devastated by an Affair” (Devastado por um caso) o impacto devastador sobre os membros de uma igreja, quando um líder evangélico comete algum pecado, principalmente relacionado a vida sexual.

De acordo com o editor Joe Maxwell, responsável pela pesquisa jornalística, o escândalo sexual é o tipo de tropeço menos tolerado pela Igreja. Ele revela que os membros chegam a ser mais tolerantes com erros relacionados a roubos, fraudes, entre outros. Não que estes também não sejam capazes de destruir a confiança dos fiéis, mas nenhum tem o poder de devastação semelhante a do adultério.

O jornalista descreve que, depois do choque inicial e o sentimento de traição, vários problemas emocionais foram relatados na vida dos fiéis, tais como:

Raiva e depressão em relação a maioria das igrejas;

Desconfiança de outros pastores;

Simpatia ou antipatia irracional pelo pastor afastado;

Questionamento pessoal da fé cristã ou da fé que move a Igreja;

Dificuldade de se relacionar com o novo pastor eleito;

Desentendimento com outros líderes da igreja.

É um estado emocional em que todo tipo de confiança foi quebrado. Nils Friberg – professor de psicologia da Universidade de Bethel e pastor da igreja Batista em New Brigthon, Minnesota – diz que há uma supervalorização dos pastores por parte dos membros. “Em suas preleções, o pastor guarda uma posição que leva os membros a um estado espiritual mais elevado e, quando acontece um evento escandaloso, tudo parece que não era real. Apenas uma mentira, um convencimento por palavras”, explica.

Além disso, Nils Friberg explica que, quando o escândalo vem à tona, há um sentimento de que Deus está distante. “O pensamento que ocorre é o de desapontamento até mesmo com Deus. Porque os relatos mostram que a impressão que fica nesses eventos é a de que Deus estava ausente no momento em que o pastor caiu. Então, na constante batalha do bem contra o mal, parece que o mal saiu vitorioso”, analisa.

O que diz a Palavra de Deus

Esta forte ligação está no fato de que o pastor lida com a vida intima dos membros da igreja. Entre os depoimentos apurados pela Chistianity Today estão frases do tipo “foi este homem que batizou meus filhos”; “este pastor ministrou um culto no enterro da minha mãe”; “foi ele quem deu conselhos para o meu casamento”.

É importante ressaltar quais orientações podem ser encontradas na bíblia. Em primeiro lugar, é importante lembrar do que o Senhor revelou em Jeremias 17.5. “Assim diz o Senhor: maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!”.

Outra observação importante é que devemos ser imitadores somente de Cristo.

I Coríntios 4.16. “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores”;

Efésios 5.1. “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados”;

Filipenses 3.17. “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam”.

Bruno Barreira

2 comentários:

René disse...

Anselmo,

Quando comecei a ler o texto, lembrei logo do "maldito o homem que confia no homem". Não deu outra: o próprio autor citou a passagem!

Também acontece muito aquele problema de "cobertura": estou sob a cobertura da igreja 'tal', que é presidida pelo pastor 'fulano'. Dificilmente, as pessoas dizem: estou sob a cobertura do Único Pastor, o Bom Pastor, que é Jesus. E o autor indicou que devemos imitar a Cristo.

A terceira coisa que vi, foi a falta de amor e, conseqüentemente, a falta de misericórdia e de perdão, para com aqueles que erram. Não que devamos consentir com o erro, porém, há uma forma diferente de se olhar para o erro e de se olhar para a pessoa.

Grande abraço e continue na Paz!

Anselmo Melo disse...

Pois é irmão René, a coisa é tão complicada que já passei por situações de pessoas que querem estar conosco congregando mais estão presas a esses conceitos de "cobertura espiritual". me questionaram a respeito e quando disse que não acreditava nesse tipo de conceito os mesmo me deram as costas.
Complicado...
paz!

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