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O PECADO "SECRETO"



Nós dizemos que este pecado “secreto” tem causas e conseqüências muito públicas.
A mulher no telefone foi enfática: “Eu quero que o meu marido tenha sucesso.” Uma brilhante, persistente jovem de 30 anos que ainda não completou o terceiro aniversário de casamento, Faith (não é seu nome real) estava descrevendo o que o casamento já havia lhe ensinado sobre sexualidade, auto-sacrifício … e pornografia.
Este último não era algo que ela esperava lidar com ele.
“Eu sabia que ele tinha lutado com a pornografia no passado,” Faith me disse, mas ela pensou que era mais um “resultado de ele não conseguir fazer sexo … de ele ser solteiro. Eu não tinha idéia. ”
Em uma época onde a Christianity Today (revista cristã norte-americana) expõe que 40% dos pastores com acesso à Internet já visitaram um site pornô, e a Associated Press (agencia de notícias) diz que cresce o número de hotéis que oferecem pornografia sob demanda(pay-per-view) como uma cortesia padrão, o encontro de Faith não é tão incomum como gostariamos.
“Eu acho que não há um ser humano vivo que não é afetado por ela”, diz o autor e conselheiro Dan Allender. “Vivemos em uma era debochada, sem dúvida.”
Mas enquanto alguns podem culpar a Revolução Sexual por uma perda de moral, Allender aponta um aumento da disponibilidade e acessibilidade à pornografia, acompanhado de um senso de falta de vergonha, isso produz mais do que qualquer mudança radical na natureza humana.
Certamente, se ler o Antigo Testamento, há relatos que poderiam interromper até mesmo o mais descarado apresentador de um programa de TV. Por que, então, a pornografia ainda tem o poder de surpreender?
Pensamento ingênuo a princípio, a ignorância de Faith de que o que leva a maior parte (mas de forma alguma exclusiva) dos homens a utilizar a pornografia faz um certo sentido em uma cultura cristã, onde a luxúria é muito mais difamada do que pecados como o farisaísmo, preguiça e gula. Afinal, não somos constantemente orientados a controlar o desejo sexual enquanto estamos solteiros? Não admira que Paulo disse que era “é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo” (1 Coríntios 7:9, NVI).
Houve, é claro, outros tipos de incêndio que os cristãos historicamente têm enfrentado. Blaise Pascal, matemático e físico do século 17, é famoso nos círculos religiosos pelo que alguns chamam de sua “noite do fogo”: um encontro tão vivido com Deus, que ele manteve o pedaço de papel descrevendo-o costurado em seu casaco até a morte.
Hebreus fala de Deus como “um fogo consumidor” (12:29), e Davi escreve no Salmo 63:1: “Tu, ó Deus, és o meu Deus, eu te busco ansiosamente; Tenho sede de ti, em uma terra seca e árida onde não há água”.
Ouvindo tais descrições hoje, podemos ser tentados a dizer que o desejo sexual é simplesmente confundido com algo espiritual. Observe a inversão: sexo é melhor, Deus é secundário. Colocando tão descaradamente, a heresia é óbvia.
Mas, quando o aumento da idade média do casamento é combinado com o apelo cristão de abstinência solteira, a dor pode parecer menos sufocante para Deus do que para o tipo de companhia que Deus criou para Adão.
Em seu livro De dentro para fora (em inglês: Inside Out), o Dr. Larry Crabb culpa esta falta de uma distinção entre anceios cruciais, críticos e casuais.
“Nada pode satisfazer nossos anseios cruciais, exceto o tipo de relacionamento que apenas Deus oferece”, escreve ele. Em contrapartida, ele define anseios críticos como “o desejo legítimo e importante para relacionamentos de qualidade que agreguem imensamente para o prazer de viver”.
“Quando os prazeres de qualquer tipo são utilizados para satisfazer (ou pelo menos para acalmar) os nossos anseios cruciais, então o desejo pelo que só Deus pode dar se torna um opressor exigente nos levando a qualquer alívio que esteja disponível”, escreve Crabb.
“Definitivamente pode existir esse poder de orientação em torno do sexo, que ‘trata-se de ter minhas necessidades satisfeitas,’ ” concorda o autor e palestrante Jane Sally Morgenthaler. “Não é aí que está a queda, quando optamos por nós mesmos? Esse auto-serviço, narcisismo, isso é pecado. E é realmente graficamente retratado no pecado sexual. ”
O plano de Deus para o casamento e o sexo aponta para a união desejada ao Seu povo e se origina no seio da Trindade, diz ela. “O ato sexual é uma fusão. É uma união que realmente não é possível atingir, exceto na primeira infância, no útero. Isso certamente é algo que buscamos em Deus “.
Por causa disso, Morgenthaler diz, “o ato sexual é dito um caminho para esse tipo de intimidade. Mas o que realmente acontece na perversão dele é a fuga da intimidade… quando damos poder para isso. Então, ela se torna uma maneira para eu escapar de ser conhecido”.
Allender chama isso de “fuga do rosto humano”, e ele diz que é por isso que a pornografia geralmente envolve muito mais do que sexo. Tanto que nós anciamos pela proximidade das outras pessoas, afinal, a intimidade não pode acontecer sem de vulnerabilidade e um pouco exposição.
Pornografia, por outro lado, “permite a fantasia ou ilusão do controle, sem qualquer risco”, diz Allender. “Muitos homens casados preferem se masturbar ao invés de ter relações sexuais com sua esposa”, por causa de todos os potenciais problemas e as chances de falhar.
Por causa da forma como estes medos e inseguranças consomem as relações mais íntimas dos homens, Allender considera que “sexo nunca é [apenas] uma questão de sexo – [em particular] pornografia quase nunca é mera sexualidade”.
Em vez disso, ele diz: “É muito mais uma questão de poder.” Ele reconhece que esta é uma visão muito mais sombria da natureza humana do que gostaríamos. “É mais fácil pensar: ‘Meu marido luta contra a luxúria” do que encarar a maior questão, que “o problema é que ele é um covarde.” Mas por isso mesmo, pode ser muito mais fácil para as mulheres deixarem o marido com a pornografia atiçar velhos medos sobre seu valor e beleza do que enfrentar uma luta por uma identidade baseada unicamente na aprovação de Deus.
Uma resposta tradicional à pornografia é fazer o que for possível para diminuir a instabilidade e excesso de desejo – guardando suas palavras , vestindo-se de forma conservada, e assim por diante. No entanto, estas medidas não fazem muito para combater o maior e mais escuro pecado por trás da pornografia. Então, o que significa ter sucesso na luta contra a pornografia, se algumas das maiores lutas não são contra a luxúria, mas contra a insegurança e a covardia? Allender diz uma chave é “lidar com o que realmente são os problemas”.
“Você não pode confessar algo a menos que você reconheça o que é”, diz ele. “Quando a verdade está envolvida, o coração é liberto.”
É por isso que, no final, podemos ganhar mais do que esperamos não apenas falando sobre como a pornografia nos fere, mas também deixando Deus usá-la para lidar com nosso próprio pecado. Existem maneiras de se manipular a pessoa que procura pornografia ou fazer com que seja um covarde? Como isso poderia gerar uma expectativa de que eles não satisfazem apenas os anseios críticos, mas os cruciais? E para as pessoas que procuram pornografia: estamos escondendo nossa covardia e medo por trás de um verniz que é “apenas uma questão de luxúria”?
Não é fácil responder as perguntas, mas como Keller explica, a esperança cristã está percebendo “nós somos mais perversos do que jamais ousamos acreditar, porém mais amados e aceitos em Cristo do que jamais ousamos esperar.” Assim, uma das principais formas de homens e mulheres se ajudarem com sucesso pode estar apontando para o sucesso supremo e perfeito de Jesus em nosso nome.
Como o autor de Hebreus colocou: “Dia após dia, todo sacerdote apresenta-se e exerce os seus deveres religiosos; repetidamente oferece os mesmos sacrifícios, que nunca podem remover os pecados. Mas quando este sacerdote [Jesus] ofereceu, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus. Daí em diante, ele está esperando até que os seus inimigos sejam colocados como estrado dos seus pés; porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.” (Hebreus 10:11-14).
Para concluir, o que devemos fazer? “Dar graça,” Faith diz. “Se você quer que ele realmente tenha sucesso … mostre a ele a graça.” Como na maioria das áreas de pecados que encontramos, nunca há graça suficiente. Reconhecamos e confrontemos nosso pecado e, em seguida lembremos que Jesus nos perdoa.
Anna Broadway é uma escritora e editora que trabalha em San Francisco e é a autora de Assexuado na Cidade (em inglês: ‘”Sexless in the City” – Doubleday/Broadway, 2008). Este artigo foi publicado originalmente no Radiant.
Tradução e Revisão por Filipe Bragança @filipecrosk, Marcelo Brant @celobrant, Lucas Rigamont @rigamont e Daniel @danieljass

2 comentários:

LUCIANO disse...

Olá!!!!

Olhando o blog do Pastor Guedes encontrei o seu blog, que por sinal é ótimo!!!, com assuntos muito interessantes!!!,porque postar assuntos sobre sexo pra mim não é facil, muito bom mesmo, já estou seguindo.

abraço!

Anselmo Melo disse...

Obrigado pelo carinho Luciano.Seja bem vindo.Fique a vontade.Paz!Sempre!!!

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