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Eu sou ou eu tenho? Isso importa?


Essa semana aconteceu três coisas interessantes do ponto de vista da glória humana. Recebi um convite para me candidatar a vereador nas próximas eleições, fui comunicado que receberia uma condecoração (medalha “Betinho”) e recebi um convite para fazer parte da comissão antidrogas aqui na cidade.
Eu sei, essas coisas mexem às vezes com questões que julgamos resolvidas dentro de nós. O orgulho aflora e tentamos nos justificar diante de nós mesmos. Afinal, isso é um reconhecimento por aquilo que fazemos não é mesmo?
Não, não é. Quem faz aquilo que foi chamado por Deus para fazer não deve esperar reconhecimento e nem regozijar-se quando involuntariamente o recebe. Essa noção de ser “vaso” perde-se facilmente quando recebemos uma glória que não nos é devida.
Quando ainda que por um milésimo de segundo acreditamos que podemos fazer qualquer coisa confiando em nossa capacidade meramente humana, e de que não é Deus quem opera em nós todas as coisas, arriscamo-nos no caminho do orgulho e da presunção.
De fato eu nunca havia sido perturbado com isso e hoje dando uma olhada em alguns blogs deparei-me não pela primeira vez, mas de uma forma diferente com algo no mínimo intrigante.
Quem sou eu: Fulano de Tal, escritor, teólogo, palestrante, conferencista internacional, editor, professor, doutor, formado pela universidade tal em ciências sociais, coordenador do projeto tal, presidente e fundador da missão tal, fui condecorado com o título tal, há, sou também discípulo de Jesus, uffa, quase me esqueço deste.

Nosso orgulho é demonstrado em pequenos quadros ou logo no inicio do nosso blog.
Os mais populares são:
1- “Seguidores”
2-“Total de Visualizações”
3-“Visitantes on line” (alguns mais bem humorados dizem assim: “Em flagrante delito”)
4-“Posts mais comentados”


E por aí vai, a lista na verdade é grande e cada um se vira como pode para se mostrar popular.

A verdade é que o orgulho nos pega de diversas maneiras e aloja-se em nossa alma, prepara então o terreno para que esse terrível sentimento aflore em diversas áreas de nossa “POBRE” existência terrena.
Um pecado capital se veste inocentemente e nos faz crer que podemos brincar com essas coisas.
Esse texto esta em construção, talvez eu não consiga concluí-lo sozinho, caso queira me ajudar fique a vontade e tranqüilo, posso dar o “crédito” a quem de direito ao finalizarmos o post. Caso você faça questão disso.
Paz!

2 comentários:

disse...

Ai Anselmo, você e benção pura, tenho orgulho de ser sua amiga e irmã em Cristo. Você me emociona, sei o quanto é difiicl dizer um não, mas saiba que quem te chamou pode te dar um bem maior que tudo isso, sabe qual é?? A satisfação do dever cumprido, quando se ganha um alma para Jesus, quando consegue na força do Espírito Santo trazer os drogados os perdidos para a presença de Deus, isso não tem preço e nem formalidades, nem títulos pode pagar esta satisfação em nós, você é dez, sabe que sempre te digo isso de coração né? então fique na Paz!

Regina Farias disse...

Pastor,

Estava vendo sua entrevista lá no blog da Rô e confesso que preferi vir primeiro aqui dar uma conferida nos seus escritos antes de fazer qualquer consideração por lá.

Então eu me deparo com esse texto que tem tudo a ver com certa inquietação que experimento quando estou por aí visitando os blogs.

O senhor já tem a minha admiração só pela lucidez e equilíbrio que me passa nessa postagem, pois são poucos os que resistem a esses convites enganosos que mexem com o ego, a vaidade, o orgulho.

Geralmente as pessoas tentam enganar a si mesmas (e aos outros) ao dizerem que vão lá receber as honrarias porque faz parte do trabalho, do protocolo social, do engajamento, mas na verdade querem mesmo é ser reconhecidas.

Tudo bem que vá, mas eu acho que tem que ser honesto pelo menos consigo mesmo e diante da própria consciência.

Outra coisa que eu também estranho pra caramba é essa auto-afirmação adolescente no currículo da maioria dos pastores que possuem blog. Sempre estranhei, me incomoda muito, confesso. Porque enfim, são pessoas que exercem um ministério na Igreja, veja a responsabilidade! Daí vez em quando esse assunto vir à tona em algum texto ou comentando por aí, como agora :)

Desculpe se me estend mas é que sou assim mesmo, prolixa. Até que às vezes tento resumir mas quando me empolgo - como agora - fica mais difícil rss

Que Deus continue te abençoando e meus votos são para que Ele não permita nunca que os fascínios do mundo o envolvam.

Abs,

Rê.

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