Sauron, Satanás e a incapacidade do mal de entender o bem

Em seu maravilhoso livro On the Shoulders of Hobbits [Sobre os ombros de Hobbits], Lou Markos tem algumas coisas profundas e belas para dizer a respeito da natureza do bem e do mal. Uma seção que se destacou em particular está no capítulo 15, “Cego pela luz”, em que ele expõe a incapacidade do mal de permanecer diante da luz do bem, ou até mesmo entendê-la. Markos desenvolve de maneira magistral essa realidade. Primeiro ele cita Tolkien em O Retorno do Rei, quando Gandalf explica a Aragorn porque Frodo e Sam tem qualquer esperança de atravessar Mordor para destruir o Anel:
Que poderíamos desejar destruí-lo e não colocar ninguém em seu lugar é um pensamento que não lhe ocorre. Que possamos tentar destruir o próprio Anel é algo que não entrou nem em seus sonhos mais escuros.
Markos prossegue e escreve sobre as verdades mais profundas de todas as obras de Tolkien:
A razão pela qual Sauron não imaginou o real propósito da Sociedade do Anel não é que ele seja um tolo ou mesmo que seja orgulhoso, mas é que ele simplesmente não conseguia conceber que alguém seria capaz de abrir mão de tal poder. Ele é completamente cego aos caminhos e motivações da bondade; tal Luz é brilhante demais para seus olhos tenebrosos contemplarem.
Pense nisso por um instante, nessa ideia das limitações do mal e do perverso. A incapacidade de Sauron de reconhecer um motivo bom, nobre, humilde e sacrificial foi sua queda. Ele não conseguiria conceber que alguém voluntariamente abriria mão de imenso poder ou disposto a arriscar a própria vida para fazê-lo, mas alguém o fez, na verdade, todo um grupo o fez. No fim, foi a incapacidade de Sauron de reconhecer o bem que levou ao fim do mal na Terra Média.

Manhãs de Domingo

Estava sentada na varanda de casa, pronta para responder às questões do capítulo 10 do meu livro Housewife Theologian [Teóloga Dona de Casa]. Pelo que pude perceber, fazer perguntas é muito mais fácil que respondê-las. Estava me preparando para liderar um pequeno grupo e pensei que passaria rapidamente pela primeira pergunta. Era pra ser apenas uma questão introdutória antes de entrar na teologia da igreja:
1. Como você descreve sua atitude atual a respeito de comparecer regularmente aos cultos dominicais? Como você pensa que a sua atitude afeta a visão que a sua família tem do culto?
Essa deveria ser bem fácil, já que amo ir à igreja. Mas, mesmo assim, tenho visto que o diabo trabalha arduamente no lar dos Byrds nas manhãs de Domingo. É inevitável: Serei desafiada por múltiplos obstáculos ao tentarmos sair pela porta por volta das 9 horas. Uma das crianças chegará valsando ao meu quarto exibindo uma péssima escolha de roupas, o cachorro NÃO entra no canil, e sempre há a previsível mancha de café nas roupas de alguém (por alguém quero dizer eu). Isso não deveria ser um problema, já que acordo três horas antes da hora de sair. Mas parece que a versão de Domingo de manhã de mim mesma é um daqueles sonhos em câmera lenta em que você está sendo atacado. Fico desastrada, lenta e pareço não conseguir colocar as palavras certas para fora.
Claro, nós sempre conseguimos sair de casa. Mas, muitas vezes, minha família acaba vendo uma versão chateada e estressada de mim nas manhãs de Domingo. Assim, comecei minha resposta com um título: O que eu quero que minha família veja no Domingo de manhã. Aqui estão alguns tópicos que levantaram muita discussão naquele dia:

Vandalismo? Perseguição religiosa? Ataque do diabo???


Essas são respostas difíceis, mas o fato é que nunca vi nada igual.
Colocaram uma bomba na porta de nossa Igreja, causou grande estrago.
Segundo peritos não foi um artefato qualquer e sim algo com relativo poder de destruição.
Já vi roubo em Igrejas, vandalismo de toda natureza, mas uma bomba realmente é algo inédito, realmente de assustar.
A motivação, de onde partiu isso tudo será esclarecida. Mas de certo temos o seguinte:

DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TODAS AS COISAS E NENHUMA ARMA FORJADA NO INFERNO CONTRA A IGREJA PREVALECERÁ!

MAIOR É AQUELE QUE ESTÁ EM NÓS!

Pr Anselmo Melo



10 personalidades que não podem existir em um casamento cristão

Minha querida esposa e eu estamos casados há dezesseis anos. Aprendemos muito ao longo desse tempo. O que começou turbulento deu lugar a uma união doce e gloriosa. É raro o dia em que eu não agradeço ao Senhor pela minha esposa. Nosso casamento não é perfeito porque nenhum de nós é perfeito (embora ela com certeza esteja mais perto da perfeição do que eu). Mesmo assim, posso dizer pela graça e misericórdia de Deus que nós temos um bom casamento.

Existem diferentes lições que aprendemos ao longo desses dezesseis anos. Algumas foram mais doloridas do que outras e algumas são lições que continuamente terão que ser aprendidas. Como um pastor que aconselhou muitos casais e como um veterano de dezesseis anos de casamento, encontrei essas dez personalidades que não podem existir em um casamento cristão.

Pornolescência

Vai levar tempo – décadas, pelo menos – antes de conseguirmos calcular o custo preciso de nosso vício cultural em pornografia. Porém, como cristãos, nós sabemos o que significa adulterar o plano claro e inequívoco de Deus para a sexualidade: o custo será alto. Ele deve ser alto.
Todos nós sabemos que o custo será alto em famílias fraturadas e pais, maridos e esposas inconsoláveis. Já estamos vendo muitos desses casos e cada um deles é uma tragédia particular. Nós sabemos que o custo será alto nos incontáveis milhares de mulheres que são usadas e abusadas na frente das câmeras para serem violadas para o prazer de outros. Esta também é uma tragédia repugnante. Mas um custo negligenciado, que ficará claro com o tempo, é que a pornografia está roubando os melhores anos de um milhão de rapazes e moças cristãs. A pornografia está dominando suas vidas durante a adolescência e os vinte anos. Está controlando suas vidas durante esses anos quando há muita energia e pouca responsabilidade, quando o mundo se abre diante deles e as possibilidades são infinitas, quando eles estão traçando as trajetórias para o resto de sua vidas. Seus sonhos e seus talentos estão sendo embaraçados e esmagados por um compromisso descuidado com o pecado.

Vocês veem o que vejo? Um olhar de cima do púlpito

Querida Igreja*,
Em seu livro, Preaching the Whole Biblie as Christian Scripture [Pregando toda a Bíblia, a Escritura Cristã], Graeme Goldsworthy comentou: “O ato de proclamar, ou pregar, não era dar opinião ou reinterpretar as antigas tradições religiosas de uma forma nova e criativa. Era proclamar a palavra de Deus. Independentemente da forma que se proclamava, o conteúdo era a o evangelho de Jesus…”. Curiosamente, a Segunda Confissão Helvética usa palavras diferentes para, talvez, transmitir a mesma coisa. “A pregação da palavra de Deus é a palavra de Deus. Portanto, quando essa palavra é agora pregada na igreja por pregadores legalmente chamados, nós acreditamos que a própria palavra de Deus está sendo proclamada…”.

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